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ELEIÇÕES 2026

Lula é reeleito e conquista quarto mandato inédito em votação histórica; entenda o que está em jogo agora 

Em uma disputa acirrada e marcada por decisão histórica do STF, presidente vence Flávio Bolsonaro no segundo turno e será o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes

Luiz Inácio Lula Da Silva vota no segundo turno da eleição 2026, em São Bernardo do Campo
Luiz Inácio Lula Da Silva vota no segundo turno da eleição 2026, em São Bernardo do Campo. - Imagem: Ricardo Moreira/Getty Images

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu um fato inédito neste domingo (25): o quarto mandato como presidente da República em uma disputa cheia de contornos históricos e decisões nunca vistas antes na democraria brasileira.  

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Com 99,76% das urnas apuradas, o petista obteve 51,76% dos votos válidos, ou 64.093.998 votos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 48,24%, ou 59.735.422 votos.  

Brancos foram 1,12%, ou 1.428.156 dos votos, enquanto os nulos somaram 2.718.318 ou 2,12%. As abstenções, que chamaram atenção no primeiro turno, foram 19,21% ou 30.435.389 dos eleitores.

Lula assume o quarto mandato aos 81 anos, ao lado do vice Geraldo Alckmin (PSB). Ele será o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes. A posse está prevista para 5 de janeiro de 2027. 

Como foi a votação  

O transporte público virou uma das principais frentes de tensão no segundo turno das eleições deste ano: denúncias de redução de frota, ônibus fora de circulação, pedidos de prisão e multas milionárias marcaram a votação deste domingo (25).  

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PT e PL acabaram entrando com pedidos de prorrogação da votação e, em uma decisão inédita, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou estendendo a participação do eleitor por mais 2h, até 19h.  

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A partir daí, instalou-se um clima de incerteza em torno da eleição: muitos colégios não receberam a ordem de prorrogação e acabaram encerrando as urnas e fechando os portões às 17h.  

A Justiça Eleitoral não forneceu esclarecimentos sobre os procedimentos nestes casos, e especialistas comentaram ao Seu Dinheiro se a eleição pode ou não ser anulada. 

No primeiro turno, Lula ficou em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.  

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As últimas pesquisas indicavam empate técnico entre os candidatos no segundo turno. A Quaest e Datafolha divulgadas no sábado (25) mostrava Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49%, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Confira a apuração de acordo com dados fornecidos pelo TSE: 

— Urnas Apuradas
Votos contabilizados —

Atualizado Data não informada

Atualização em 0:00
Fonte: TSE
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Os mercados e a economia 

Se a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula já vinha carregada de pressão, a decisão de estender o horário de votação adicionou uma nova camada de incerteza — e essa turbulência não fica restrita aos bastidores de Brasília: os ativos brasileiros também devem sentir os efeitos da indefinição. 

Na avaliação de Matheus Spiess, analista da Empiricus, o cenário se tornou mais complexo diante das incertezas do processo eleitoral neste domingo (25).  

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Quando surgem dúvidas sobre o calendário ou a legitimidade do processo que definirá esse governo, a avaliação de risco tende a aumentar. De acordo com Spiess, dúvidas em torno do processo podem resultar na queda da bolsa brasileira na segunda-feira (26). 

Vale lembrar que, no dia seguinte ao primeiro turno, com Flávio Bolsonaro (PL) a frente de Lula nas urnas, o mercado bateu recordes: o Ibovespa rompeu a marca dos 200 mil pontos pela primeira vez na história, e o dólar voltou a ser negociado abaixo dos R$ 5. 

Antes do resultado das urnas, no entanto, parte dos analistas previa ajuste nos preços — dólar em alta e juros futuros mais altos — até que seja apresentado um plano econômico crível. Outros afirmam que o rumo das contas públicas pesa mais do que o resultado das urnas. 

E há uma razão para isso: a dívida bruta está em torno de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), por isso, o que o mercado quer ver a partir de agora inclui metas fiscais, equipe econômica e propostas para o Congresso. 

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E este será um desafio para o quarto governo de Lula. A bancada de direita cresceu de 248 para 260 deputados e de 32 para 48 senadores, o que exigirá negociação para aprovar a agenda do governo.

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