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Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Em linha com o esperado

Uma derrapada esperada… Uber registra prejuízo de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019

Apesar de ser um dos piores prejuízos dos dois últimos anos, o resultado está em linha com as expectativas dos principais players do mercado financeiro norte-americano

Bruna Furlani
Bruna Furlani
31 de maio de 2019
12:53 - atualizado às 12:55
Uber
Uber - Imagem: Shutterstock

Depois de começar a negociação das suas ações na bolsa de valores de Nova Iorque no início deste ano, a Uber (UBER) divulgou os seus primeiros resultados após virar uma empresa de capital aberto na noite de ontem (30). Os números vieram de acordo com as expectativas do mercado, mas um indicador chamou a atenção. O prejuízo registrado pela companhia alcançou a marca de US$ 1 bilhão.

Ao analisar os dois últimos anos, esse foi o pior prejuízo registrado pela companhia no mesmo período desde 2017. Naquele ano, por exemplo, a empresa teve um prejuízo de US$ 708 milhões no primeiro trimestre do ano. Já em 2018, o valor foi um pouco menor e ficou em US$ 601 milhões.

Mesmo com os resultados ruins, as estimativas do mercado financeiro norte-americano apontavam que a companhia iria registrar um prejuízo de US$ 1 bilhão. Logo, os números apresentados ficaram bem próximos do esperado.

Melhorias

Fora o aumento do prejuízo no período, a receita da companhia obteve uma boa melhora e ficou em US$ 3 bilhões no primeiro trimestre de 2019, o que representa um aumento de 20% em relação ao trimestre anterior. Além disso, houve ganho de 34% no valor das transações realizadas por meio de seus aplicativos, que a Uber chama de bookings.

No primeiro trimestre deste ano, o valor de transações passou de US$ 10 milhões para US$ 14 milhões. Na prática, o montante representa a receita que a Uber recebe antes de pagar os motoristas. Um dos fatores que impulsionaram os bons números de transações foi a expansão do Uber Eats, segundo mostra o documento.

Além disso, a empresa divulgou que o potencial de geração de caixa (Ebitda) ajustado no período ficou negativo em US$ 869 milhões. E que a receita líquida ajustada obteve um aumento de 14% e fechou em US$ 2.761 bilhões, o que estava um pouco acima das expectativas dos analistas, mas veio em linha com as projeções feitas pela companhia.

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Outro indicador que obteve crescimento foi o total de viagens feitas pela companhia. No documento, a Uber divulgou que o número total de viagens da empresa ficou em US$ 1,55 bilhões, o que representa um aumento de 36% ante o mesmo período de 2018.

Ponto de atenção

Mas nem tudo são flores. Assim como já haviam falado alguns analistas antes mesmo do IPO da Uber, a empresa terá muitos desafios. E um deles está na chamada taxa de transações realizadas, que também é conhecida como take rate. O problema é que ela vem caindo e agora registrou uma queda de 18% em relação ao trimestre anterior.

O percentual é importante porque ele mede a receita que fica para a Uber após o pagamento dos motoristas, o que mostra que a empresa está ficando com uma parcela cada vez menor depois de pagar os seus motoristas. Apenas para termos de comparação, nos últimos anos, por exemplo, esse percentual ficava perto de 30%.

Reação do mercado

Ainda que alguns números tenham sido ruins, o resultado em linha com as expectativas do mercado parecem ter animado os investidores. Por volta das 12h30 pelo horário de Brasília, as ações da companhia estavam cotadas em US$ 40,26, uma alta de 1,27%. Mesmo assim, o valor está abaixo do preço dos papéis no IPO, que foi estabelecido em US$ 45.

Para os analistas da Wedbush Securities, uma casa de análise que fez a recomendação dos papéis durante o IPO, a divulgação dos resultados da Uber veio para esclarecer as dúvidas que vários investidores tinham sobre a empresa, ainda que ela não tenha apresentado as projeções de receita e de potencial geração de caixa para o ano.

Na avaliação deles, "o melhoramento das métricas é o primeiro grande passo para ajudar a desenhar uma história melhor e menos assustadora para a companhia no ano de 2019".

Com isso, os analistas ressaltaram a recomendação como acima da média de mercado (outperform) e colocaram o preço-alvo da ação em 12 meses na casa dos US$ 65.

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