Questão agora é quando teremos as votações da reforma da Previdência
Humor de mercado deve responder à possibilidade de a reforma ser votada antes ou depois do recesso do Congresso

Relatório da reforma da Previdência apresentado. Garantida a meta de mais de R$ 1 trilhão de economia. Resultado tido como positivo ou até mesmo acima do esperado. Agora, a ansiedade é outra: quando o relatório será votado na comissão especial e no plenário da Câmara dos Deputados?
Temos um ponto central e algumas respostas ou possibilidades que devem determinar maior ou menor otimismo do mercado, que está em uma fase muito boa, diga-se de passagem.
No melhor cenário, o texto final será aprovado pela Câmara antes do recesso parlamentar de meados de julho. No cenário menos agradável, o texto só começa a ser debatido em plenário em agosto. Terceira possibilidade é de o texto não passar nem pela comissão especial antes do fim do semestre legislativo. Quarta, mas pouco provável, é de não termos recesso na Câmara.
Além dessa questão do timing, os motivos de eventuais atrasos podem ser mais ou menos tolerados pelos formadores de preço. Se for por questões regimentais, o humor não azeda tanto. Se for por falta de entendimento com relação aos 308 votos necessários, a situação pode ser outra.
Junto dessas discussões sobre o timing também veremos as articulações sobre a desidratação do relatório proposto. O texto é apresentado com R$ 913 bilhões de “reforma” e mais R$ 217 bilhões de uma alteração no funding do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) via PIS/Pasep. Também tem outros R$ 50 bilhões de tributação maior sobre os bancos.
Ninguém acredita que a reforma passe sem perder uma parte desse trilhão. Fica aberta uma temporada de chutes e aproximações. Em algum momento chega-se a um consenso do “mínimo aceitável” ou nem isso.
Leia Também
Por ora...
Por ora, quem entende do riscado político aqui em Brasília avalia que o texto passa pela comissão, mas não pelo plenário da Câmara até o começo do recesso de julho.
Os motivos recaem mais sobre questões práticas. O debate da matéria começa dia 18 na comissão, mas temos feriado logo no dia 20. Na semana que segue, embora o presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), tenha falado em fazer três sessões, temos as tradicionais festas juninas, que esvaziam o Congresso.
Além disso, pelo acordo feito com a oposição, todos os parlamentares que se inscreverem poderão falar. A última contagem que vi, tinha 130 deputados, que podem falar entre 10 e 15 minutos. Achou muito? Em tese todos os 513 podem se inscrever.
O acordo é o seguinte: a oposição não obstrui a votação (lembram da CCJ?) e o governo não pede encerramento de discussão (o que acelera a votação). Vamos ver quantos dias isso dura.
Mesmo que passe na comissão, na última semana de junho, o tempo de debates em plenário é outra questão. Amigo da política lembrou que quando Lula fez sua reforma, as discussões se arrastaram por duas semanas e meia no plenário, mesmo com toda base e "articulação" da época.
E na política?
Ponto relevante no lado político foi a fala do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na quarta-feira, ao lado de líderes de partidos de centro: “o texto é uma construção da Câmara, do que nós, líderes partidários, construímos ao longo dos últimos meses”.
Maia chamou a articulação e a responsabilidade para si e convocou dos deputados e deputadas a obterem os 308 votos necessários. A declaração dele deixa o governo de fora da articulação política. Aliás, Maia fez apenas uma ressalva a Paulo Guedes, “um dos poucos ministros do governo que dialoga com o Parlamento, que ouve e tenta colaborar nesse diálogo”.
Acontece que o presidente da Câmara tem um hedge (proteção) caso as coisas deem errado. Ele pode garantir os 25 votos da comissão e falar que o plenário, dependendo da contagem extraoficial de votos, não é problema dele ou só dele.
Para encerrar, ao comentar com um amigo com larga experiência no mercado essa questão dos prazos e afins, ele me falou o seguinte: “pequenos probleminhas podem passar despercebidos”.
O mercado já “comprou” a ideia de que uma reforma vai passar, não importa muito quando, nem de quanto, desde que não seja algo decepcionante.
A ideia no mercado parece ser de que teremos algum tipo de governabilidade de uma forma ou de outra. Cenário que teria se cristalizado depois do pacto entre os Poderes, que aliás, está com sua assinatura atrasada. É a Política, estúpido.
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
A resposta de Lula às tarifas de Trump: Brasil pode pegar pesado e recorrer à OMC
O governo brasileiro estuda todas as opções para se defender das medidas do governo norte-americano e, embora prefira o diálogo, não descarta acionar os EUA na Organização Mundial do Comércio
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado
Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita