Presidente do Fed fala em “usar todas as ferramentas” para estender a expansão econômica dos EUA
Em sabatina no Senado norte-americano, Jerom Powell afirmou que o fed não está com pressa para mudar sua política monetária

O BC americano parece que está firme na sua posição de "paciente" em relação à política monetária. O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta terça-feira, 26, que a autoridade monetária dos Estados Unidos usará "todas as nossas ferramentas" para estender ao máximo o crescimento econômico do país.
Ele também ressaltou que a paciência empregada pelo Fed em sua política indica que o banco "não está com pressa para fazer julgamento sobre mudanças na política monetária".
Powell participou de uma sabatina no Comitê Bancário do Senado americano e lá voltou a dizer que os riscos estrangeiros estão "particularmente relevantes" para a economia dos EUA neste momento. O presidente do Fed também enfatizou que o processo de divórcio do Reino Unido da União Europeia (Brexit) também integra esses riscos, "mas não deve ter muito efeito na nossa economia".
Um motor chamado inflação
Powell também aproveitou a sabatina para dizer que as expectativas de inflação nos Estados Unidos são, agora, o motor mais importante para índices de preços no país.
O líder do Fed destacou que, na reunião de janeiro do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), os dirigentes notaram que a ausência de pressões inflacionárias, juntamente com os desenvolvimento econômicos e financeiros e a política incerta em curso do governo americano garantiram a postura "paciente" na condução da política monetária.
"No futuro, nossas decisões políticas continuarão dependentes dos dados e levarão em conta novas informações, à medida em que as condições econômicas e as perspectivas evoluírem", explicou.
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Powell ainda afirmou que, retirados os efeitos transitórios, espera que a inflação fique em torno de 2% ao ano. Ele destacou que as recentes quedas nos preços de energia devem levar a inflação para baixo da meta de 2% ao ano do Fed por algum tempo, mas descontados os fatores transitórios, a expectativa é que a inflação volte a operar ao redor de 2%.
*Com Estadão Conteúdo.
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