Por que a Amazon vai investir US$ 1,5 bilhão num aeroporto nos EUA? Conheça o novo projeto de Jeff Bezos
A partir de 2021, a gigante do varejo terá um espaço próprio no Aeroporto Internacional de Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos; projeto é parte do plano da Amazon de dominar a cadeia do e-commerce

A Amazon deu mais um grande passo para dominar a cadeia de e-commerce global. A empresa anunciou um investimento de US$ 1,5 bilhão num aeroporto nos Estados Unidos integrado a um de seus maiores centros operacionais, em uma estratégia para agilizar as entregas no serviço Amazon Prime.
O que a Amazon está fazendo é a construção de um hub para os seus cargueiros no Aeroporto Internacional de Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos. A previsão é contratar cerca de 2.000 pessoas para trabalhar no projeto, que deverá entrar em operação em 2021.
A ideia da Amazon com o projeto é ter mais controle sobre o processo de remessa, cortar custos e acelerar os prazos de entrega. A medida deve tornar a empresa menos dependente de transportadoras como a UPS, a FedEx ou o serviço postal dos EUA.
Amazon controla tudo
O avanço da Amazon no setor aéreo não é de agora. Nos últimos anos, a empresa começou a montar uma frota aérea própria em busca de uma maior autonomia no processo de entrega do produtos. Em 2016, a gigante varejista apresentou o avião Amazon One, posteriormente outras aeronaves vieram, num acordo inicialmente com duas companhias parceiras (Atlas e Air Transport Services).
Agora, com o hub, a Amazon dá mais um passo em direção a uma autonomia maior que, em tese, a colocará ainda mais no controle de toda a cadeia de serviços que envolvem a entrega do produto ao cliente. "Esse centro permitirá que enviemos pacotes para os clientes mais rapidamente, e isso é um grande negócio", disse o CEO da companhia, Jeff Bezos, durante um evento de início das obras.
O Brasil mesmo já viu movimento semelhante da empresa, ainda que muito mais tímido. No início deste ano ela anunciou que passaria a vender e entregar os produtos — antes o formato era de market place, em que a companhia vendia e, em grande parte, os produtos eram entregues por parceiros.
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We’re investing $1.5 billion in our new air hub to get you your packages faster. Three million square feet, and it’s going to create 2,000 jobs. And if you’re guessing that driving a front loader was fun, you’re right! #amazon #prime pic.twitter.com/Cud4orKrC4
— Jeff Bezos (@JeffBezos) May 14, 2019
100 aeronaves
O contrato que a Amazon firmou dá direito ao uso de mais de 900 acres de propriedade do Aeroporto de Cincinnati, por 50 anos. O tamanho da área é próxima à de hubs das principais companhias aéreas de carga, conforme informou a agência Associated Press. Segundo a Business Insider, o hub será suficiente para abrigar 100 aeronaves.
A ex-piloto de caça e diretora da Amazon Air, Sarah Rhoads, que esteve presente no mesmo evento de apresentação do projeto, disse estar orgulhosa da iniciativa que "deve criar mais de dois mil empregos nessa fantástica comunidade", disse se referindo ao entorno do aeroporto.
"Nosso novo hub faz parte de um investimento contínuo no serviço Amazon Prime para garantir que tenhamos a capacidade necessária para continuar prestando serviços excepcionais aos nossos clientes”, disse.
Segundo a Business Insider, o diretor do aeroporto, Candace McGraw, seguiu com um otimismo semelhante: "Somos gratos à equipe da Amazon por escolher como local de sua central de carga aérea o Cincinnati. Estamos ansiosos para uma parceria longa e frutífera”.
A empresa divulgou um vídeo de uma simulação do futuro hub. Confira.
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