🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Daniele Madureira

Daniele Madureira

Daniele Madureira é jornalista freelancer. Formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, tem pós-graduação em Jornalismo Social pela PUC-SP. Foi editora-assistente do site Valor Online, repórter dos jornais Valor Econômico, Meio & Mensagem e Gazeta Mercantil. Colaborou com as revistas Exame, Capital Aberto e com a edição do livro Guia dos Curiosos.

Um mar de possibilidades

O mantra dos shoppings: comprem na loja, comprem no site, mas comprem de mim…

Para encarar avanço do e-commerce, grandes shoppings centers testam novos modelos de venda online que usam estoques das lojas. Inovação pode mudar a cara dos shoppings e aumentar vocação dos centros comerciais como espaço de entretenimento e lazer

Daniele Madureira
Daniele Madureira
24 de maio de 2019
6:01 - atualizado às 19:02
Varejo: imagem desfocada de pessoas caminhando em um shopping center
Imagem: Shutterstock

Para alguém como eu que tem mais de 40 anos e veio do interior, shopping center sempre foi sinônimo de diversão.

Namorar vitrines, caminhar sob a temperatura ideal, encontrar com facilidade produtos e serviços no mesmo espaço, ter um lugar seguro para estacionar o carro, enfim, diversas comodidades que costumam fisgar quem tem algum pendor para o consumo.

Mas para aqueles avessos ao “tumulto” de gente, ou para quem encara as compras de uma maneira pragmática (comprar o quê, para quem, gastar quanto e quando), o comércio eletrônico chegou como um verdadeiro elixir.

Nada de se estapear em busca de uma vaga no estacionamento do shopping aos fins de semana, esbarrar com estranhos e suas sacolas, correr o risco de perder as crianças nos imensos corredores, ou encarar filas antes de sacar o cartão de crédito.

Basta um lugarzinho confortável, em casa ou na rua, com conexão wi-fi, para pesquisar via smartphone, tablet ou notebook os preços e apertar um botão para comprar o que tiver o melhor custo-benefício entre preço e prazo de entrega. Voilà! A compra está feita.

Atentos à mudança de comportamento, os shoppings decidiram transformar o algoz em aliado. Grandes grupos do setor como Multiplan, brMalls, Sonae Sierra Brasil e Iguatemi começam a explorar o comércio eletrônico.

Leia Também

Um casamento difícil de se imaginar em um primeiro momento, uma vez que a maioria das grandes lojas que estão nos shoppings já têm elas mesmas os seus canais de venda online. Como o shopping pode entrar nessa festa, que promete movimentar mais de R$ 60 bilhões no Brasil este ano?

“Vamos lançar a nossa plataforma de vendas online ao final deste primeiro semestre, integrando os estoques dos nossos lojistas para atender consumidores em um raio de até 100 quilômetros de distância do shopping”, diz Laureane Cavalcanti, diretora de comunicação e marketing do Sonae Sierra Brasil.

No grupo, o Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (SP), será o projeto piloto da nova plataforma.

“Não viramos a bússola, mas o consumidor mudou o seu jeito de comprar, e mesmo as gerações mais jovens não acham graça em shopping, um programa que concorre com a Paulista fechada aos domingos, passeios de bicicleta, shows e feiras ao ar livre”, diz a executiva.

Segundo Laureane, o site do Parque D. Pedro vai aparecer em todas as buscas de produtos na região de Campinas. “Se o consumidor está procurando uma camiseta branca, o site vai mostrar todas as lojas em que o produto está disponível, desde as pequenas até as grandes redes”, afirma.

Se o comprador escolher a camiseta da Renner, por exemplo, o produto vai sair da loja do Parque D. Pedro, e não do centro de distribuição da rede varejista. Assim, a venda será computada para a loja do shopping, que por sua vez pagará comissão para o centro de compras.

O cliente, então, terá a opção de retirar a camiseta na loja da Renner, quando lhe for mais conveniente, ou pedir para levar o produto até a sua casa, algo que deve acontecer em questão de horas.

Mas, neste último caso, quem compra terá que arcar com o frete. O custo da logística – separar o produto e prepará-lo para a entrega – será do shopping.

A ideia do Sonae Sierra Brasil, no entanto, é incentivar o consumidor a retirar o produto no centro de compras e, ao mesmo tempo, conhecer um pouco mais do seu perfil, uma informação que costuma ficar com o lojista.

A partir do site, o grupo pretende diminuir o desgaste da experiência de compra: o cliente já escolheu o que procurava e pagou online, basta retirar o produto e aproveitar o tempo livre para consumir na praça de alimentação, agendar um serviço ou ir ao cinema.

Menos compras, mais lazer

Para Laureane, o futuro do shopping passa por menos compra por impulso e mais tempo para o lazer. A executiva acaba de voltar de uma viagem à Alemanha, onde um dos sócios controladores do Sonae Sierra Brasil, o investidor Alexander Otto, trabalha a integração entre as vendas on e offline na empresa da família – a ECE, gigante alemã dos centros comerciais. Vale lembrar que Sonae Sierra Brasil e a brasileira Aliansce já anunciaram um memorando de entendimentos para uma possível fusão.

Um clique, muitos envolvidos

Já os grupos rivais BR Malls e Multiplan se tornaram sócios do Delivery Center, uma empresa de tecnologia que integra o varejo físico às plataformas digitais de vendas, como o Mercado Livre ou o iFood, ou o próprio aplicativo de vendas da empresa, o Dtudo. Nesse caso, o shopping funciona como o centro de distribuição e fica com um percentual sobre as vendas.

Um cliente que mora na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, por exemplo, faz uma compra de R$ 100 no McDonald’s, via iFood.

O pedido chega ao McDonald’s mais próximo, que pode ser o do Shopping Metrô Santa Cruz (da BR Malls). Desse pedido de R$ 100, R$ 80 vão para o McDonald’s, R$ 10 vão para o iFood (que captou a compra on-line), e R$ 10 ficam com o Delivery Center, responsável pela logística.

O Delivery Center, por sua vez, paga 10% desse valor (R$ 1) ao shopping, onde instalou uma central de entrega. Ainda assim, a compra sai por R$ 110 ao cliente, uma vez que ele pagará mais R$ 10 de frete. O tempo médio de entrega é de 40 minutos.

O responsável por toda essa engenharia é o empresário Andreas Blazoudakis, presidente do Delivery Center e um entusiasta das startups. Ele foi um dos fundadores do iFood. Ele não tem participação no negócio, mas a experiência serviu para que Blazoudakis começasse a integrar os shoppings à venda online a partir da praça de alimentação. “

Quando o Delivery Center instala sua central de entrega no shopping, as vendas da praça de alimentação crescem 17%”, diz Blazoudakis. Com o serviço, o lojista aumenta suas vendas, enquanto o shopping vê crescer sua receita com o aluguel variável, que é o percentual recebido sobre as vendas da loja.

Hoje, o Delivery Center tem 18 centrais de entregas em Porto Alegre, Rio e São Paulo – destas, 17 estão em shoppings.

O plano é atingir 40 centros de entregas este ano na capital paulista, e chegar a 200 em todo o país em 2021. Se isso ocorrer, as as vendas por meio do Delivery Center vão somar US$ 1 bilhão por ano, diz o empresário.

O desafio, agora, é abocanhar setores além do alimentar – farmácia, roupas, presentes etc., que hoje representam menos de 6% das vendas do Delivery Center.

O grupo Iguatemi também está de olho na tendência. Ele anunciou no fim do ano passado o lançamento da plataforma digital Iguatemi 365, que servirá como canal de vendas online das grifes do shopping. Mas até agora o projeto ainda não entrou em operação.

Mexe no preço?

Os analistas que acompanham as empresas de shopping na bolsa veem as iniciativas como um ponto positivo – mas elas ainda não estão no preço das ações.

“Ainda não sabemos quais plataformas serão bem-sucedidas, mas é bom que os shoppings estejam nos diferentes canais pela disputa do cliente”, diz Luiz Maurício Garcia, do Bradesco

Segundo ele, a curto prazo, as plataformas são geradoras de prejuízo, uma vez que consomem investimentos. No caso do Delivery Center, o analista do Bradesco acredita que o serviço agregue receita aos shoppings em segmentos como alimentação e farmácia, por exemplo, mas questiona o efeito sobre os outros setores, como vestuário, porque vai gerar perda de fluxo nos centros de compras.

Na visão de um outro analista, a entrada dos shoppings no e-commerce pode levar a um rearranjo no mix de lojas. “Foi o que aconteceu com as livrarias. Muitas fecharam as portas. Mas não é por falta de público, mas porque estavam superdimensionadas”, afirma.

Na opinião do consultor Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, os shoppings serão obrigados a pensar em novos modelos de locação dos espaços.

“Com o e-commerce, todos os modelos de negócio serão redesenhados: enquanto o shopping quer maximizar o que ganha por metro quadrado, o lojista quer minimizar o que paga por metro quadrado. As vendas pela internet terão que atender as duas frentes”, diz.

Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), concorda. “Quem quer vender hoje precisa estar presente em todos os canais, personalizar os produtos e gerar uma experiência positiva de vendas. A internet só vem a agregar”, diz ele, que não vê problemas se, no futuro, alguns shoppings se tornarem showrooms de produtos vendidos online ou centros de distribuição do comércio eletrônico.

“O que muda são as fontes de receita – feiras, eventos, publicidade, estacionamento”, diz Humai, que acredita que, no futuro, os shoppings podem ter uma área destinada à impressão em 3D, por exemplo. “Versatilidade é o sucesso do nosso negócio”, diz.

De acordo com a Abrasce, pesquisa da GfK feita no ano passado revelou que menos de um terço dos frequentadores (31%) vão aos shoppings para comprar algo. A esmagadora maioria (62%) vai para outros fins – como aquela passeadinha básica. Algo que ainda não dá para fazer online.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AGORA É OFICIAL

Iguatemi fecha aquisição dos shoppings Pátio Higienópolis e Pátio Paulista por R$ 2,59 bilhões; detalhes de acordo colocam ações entre as maiores quedas da bolsa

11 de março de 2025 - 11:52

Apesar de a aquisição já estar no radar dos investidores desde 2024, o mercado não vem reagindo bem ao acordo do Iguatemi. O analista da Empiricus Reasearch, Caio Araujo, explica o motivo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Hegemonia em disputa: Ibovespa tenta manter bom momento em semana de IPCA, dados de emprego nos EUA e balanços

10 de março de 2025 - 8:14

Temporada de balanços volta a ganhar fôlego enquanto bolsas têm novo horário de funcionamento, inclusive no Brasil

FII DO MÊS

XP Malls (XPML11) é desbancado por outro FII do setor de shopping como o favorito entre analistas para investir em março

10 de março de 2025 - 6:13

O FII mais indicado para este mês está sendo negociado com desconto em relação ao preço justo estimado para as cotas e tem potencial de valorização de 15%

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Procuramos independência: Ibovespa tenta se recuperar de queda em dia de IPCA-15, balanços e Haddad

25 de fevereiro de 2025 - 8:16

IRB e Vivo divulgam resultados por aqui; lá fora, investidores concentram o foco no balanço da Nvidia

INDO ÀS COMPRAS

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3): Goldman diz qual ação de shopping colocar na carteira agora

24 de fevereiro de 2025 - 13:39

As units da Iguatemi chegaram a cair 3% na manhã desta segunda-feira (24) na esteira do anúncio da saída da CEO, Cristina Anne Betts; saiba se esse é um sinal de venda dos papéis

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café amargo na bolsa: Ibovespa se prepara para balanços da Petrobras e da Ambev em semana agitada de indicadores

24 de fevereiro de 2025 - 8:01

Poucos aromas são tão irresistíveis quanto o do café. No entanto, muita gente se queixa que o sabor do cafezinho não chega perto de seu cheiro. Talvez porque não é todo mundo que consegue beber café sem adicionar pelo menos um pouco de açúcar ou adoçante. De uns tempos para cá, porém, cada vez mais […]

MUDANÇA NO COMANDO

Perto da conclusão de um negócio de R$ 2,6 bilhões, Iguatemi (IGTI11) anuncia saída de Cristina Anne Betts da presidência

21 de fevereiro de 2025 - 20:04

Em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), empresa informou que a executiva será substituída por Ciro Zica Neto, atual vice-presidente comercial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Sem querer parecer chato: Ibovespa reage a prejuízo da Vale e ao andamento de temporada de balanços

20 de fevereiro de 2025 - 8:24

Em dia de agenda fraca, investidores repercutem reversão de lucro para prejuízo pela Vale no quarto trimestre de 2024

ENCHER OU NÃO A SACOLA

Vale a pena comprar Iguatemi (IGTI11)? O que fazer com os papéis após o balanço do 4T24 e antes da conclusão de um negócio de R$ 2,6 bilhões

19 de fevereiro de 2025 - 15:16

As units da dona de dezenas de shoppings iniciaram a quarta-feira (19) em alta, mas entraram na tarde de hoje no vermelho; no ano, os ativos acumulam ganho de 13,5% no ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como não ser pego de surpresa: Ibovespa vai a reboque de mercados estrangeiros em dia de ata do Fed e balanço da Vale

19 de fevereiro de 2025 - 8:21

Ibovespa reage a resultados trimestrais de empresas locais enquanto a temporada de balanços avança na bolsa brasileira

ATIVO PREMIUM

BTG tem uma nova ação favorita no setor de shoppings: Multiplan (MULT3) leva a coroa de “top pick” — e aqui estão os motivos

18 de fevereiro de 2025 - 10:36

A Multiplan (MULT3) não é a única ação brasileira de shoppings que atrai a atenção do banco; veja outros dois papéis na mira dos analistas

DESTAQUES DA BOLSA

Ação da Multiplan surge entre os maiores ganhos do Ibovespa após alta de 70% no lucro no 4T24. Chegou a hora de comprar MULT3?

7 de fevereiro de 2025 - 13:53

Lucro líquido da dona da rede de shoppings foi de R$ 512,477 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma alta de 69,4% ante o mesmo período do ano anterior

PLANO DE INVESTIMENTOS

Ultrapar (UGPA3) pretende investir até R$ 2,5 bilhões em 2025 – e a maior parte deve ir ‘lá para o posto Ipiranga’

7 de fevereiro de 2025 - 11:51

Plano apresentado pela Ultrapar (UGPA3) prevê investimentos de até R$ 2,542 bilhões este ano, com 60% do valor destinados à expansão do grupo

TODO MUNDO VAI SOFRER

O raio-x da Moody’s para quem investe em empresas brasileiras: quais devem sofrer o maior e o menor impacto dos juros altos

6 de fevereiro de 2025 - 18:50

Aumento da Selic, inflação persistente e depreciação cambial devem pressionar a rentabilidade das companhias nacionais em diferentes graus, segundo a agência de classificação de risco

EM BUSCA DE VOAR ALTO

Em mais uma etapa da reestruturação financeira, Azul (AZUL4) aprova aumento de capital em até R$ 6,1 bilhões – mercado reage e ação cai

5 de fevereiro de 2025 - 12:20

Conselho de administração da Azul aprova aumento de capital da companhia em até R$ 6,1 bilhões; ação fica entre maiores quedas do Ibovespa nesta manhã (5)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um olho na estrada, outro no retrovisor: Ibovespa reage à ata do Copom enquanto se prepara para temporada de balanços

4 de fevereiro de 2025 - 8:06

Investidores também repercutem a relatório de produção e vendas da Petrobras enquanto monitoram desdobramentos da guerra comercial de Trump

NEGÓCIO BILIONÁRIO

Iguatemi (IGTI11): Cade aprova aquisição dos shoppings Pátio Higienópolis e Pátio Paulista por R$ 2,59 bilhões sem restrições

3 de fevereiro de 2025 - 11:53

Negócio bilionário será pago 70% à vista, no fechamento da operação, e o restante em duas parcelas anuais iguais, corrigidas pela variação do CDI

SETOR IMOBILIÁRIO

Depois de um 2024 farto, cenário macro deve afetar os resultados da Allos (ALOS3) este ano — mas nem tudo será culpa da economia

17 de janeiro de 2025 - 16:10

Para o Itaú BBA, ritmo em 2025 será mais lento para a administradora de shopping; veja se ainda vale a pena comprar a ação

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Onde investir 2025: Alta dos juros abre oportunidades para comprar fundos imobiliários com desconto; veja indicações de FIIs para este ano

16 de janeiro de 2025 - 14:00

Caio Araujo, analista da Empiricus Research; Mauro Dahruj, gestor da Hedge Investimentos; e Ricardo Vieira, responsável pelo setor de Real Estate do Pátria, avaliam o cenário para os fundos imobiliários em 2025 e dizem onde investir nesse mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vai ficar só na ameaça? Ibovespa busca recuperação, mas feriado em Wall Street drena liquidez

9 de janeiro de 2025 - 8:02

Ibovespa tenta reaver a marca dos 120 mil pontos enquanto EUA se fecham em luto para o funeral de Jimmy Carter

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar