Pintou o sete! Lucro do Itaú bate em R$ 7,034 bilhões no segundo trimestre, alta de 10,2%
O número impressiona, mas ficou dentro do esperado pelos analistas. Itaú segue como o mais rentável entre os grandes bancos brasileiros, com um retorno de 23,5% no trimestre

O Itaú Unibanco alcançou um novo patamar quando se fala em lucro de bancos. O resultado da maior instituição financeira privada do país bateu nos R$ 7,034 bilhões no segundo trimestre. Trata-se de uma alta de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O número impressiona, mas já era esperado pelos analistas. A projeção média para o lucro do banco era de R$ 7,038 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.
O Itaú também manteve por mais um trimestre a posição de mais rentável entre os gigantes do varejo bancário. O retorno sobre o patrimônio foi de 23,5%, bem acima dos 21,6% obtido no segundo trimestre do ano passado. Se considerarmos apenas as operações do banco no Brasil, a rentabilidade sobe para impressionantes 24,6%.
Mas como o lucro veio apenas dentro do previsto, é possível que a reação dos investidores na bolsa amanhã não seja boa. A seguir eu conto por quê.
Crédito ainda lento
Apesar do lucrão, o crédito segue em um ritmo mais lento que o esperado no Itaú. O banco encerrou junho com R$ 659,7 bilhões em financiamentos, o que representa um avanço de 2% no trimestre e de 5,9% em 12 meses. Ou seja, segue abaixo da projeção de crescimento feita pela instituição para este ano, que varia de 8% a 11%.
As linhas voltadas a pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas continuam puxando o crescimento do Itaú, enquanto que as companhias de maior porte seguem com o pé no freio ou recorrendo a outras opções, como captações no mercado de capitais.
Leia Também
A margem financeira com clientes, que inclui a receita do banco com a concessão de crédito, aumentou 5,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 6,7% no semestre. Em ambos os casos, também em um ritmo inferior à expectativa de um avanço entre 9% e 12%. De todo modo, o banco manteve todas as projeções para o ano.
Assim como aconteceu com Bradesco e Santander, foi a tesouraria do Itaú que ajudou a engordar as margens, com um resultado de R$ 1,6 bilhão – alta de 17,2% na comparação com o mesmo período de 2018.
Mais provisões
Também chamou a minha atenção o aumento de 12,3% nas despesas para cobrir os custos com crédito, como as provisões para calotes. O banco creditou esse avanço à alta na concessão de crédito para pessoas físicas no período.
A boa notícia é que os índices de inadimplência se mantêm sob controle e encerram junho em 2,9%, uma queda de 0,1 ponto percentual no trimestre e um avanço também 0,1 ponto se comparado com o índice de 12 meses atrás.
Ajudinha da XP
Assim como os concorrentes, o Itaú também vem encontrando dificuldades para ampliar as receitas com tarifas. Os ganhos com prestação de serviços e o resultado com Seguros atingiu R$ 10,7 bilhões, uma alta de 3,5% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
No acumulado do semestre, o avanço nas receitas com serviços foi de 2,3%, mais próximo do piso da projeção do banco para o ano, que varia de entre 2% e 5%.
A compra da participação de 49,9% na XP Investimentos já rende frutos para o maior banco privado brasileiro. Entre os fatores que contribuíram positivamente com as receitas, o Itaú destacou a assessoria econômico-financeira e corretagem, com o impacto do investimento na corretora.
Vai ter PDV
Do lado das despesas, o crescimento foi de 3,3% e atingiu para R$ 12,7 bilhões. A expectativa do banco é de um aumento de 3% a 6% nos gastos neste ano.
Junto com o balanço, o Itaú anunciou o lançamento de um programa de desligamento voluntário (PDV) para todas as empresas controladas pelo banco.
Quem aderir ao programa pode optar por dois pacotes de benefícios:
- pagamento de 0,5 salário por ano trabalhado (limitado a 6 salários) e manutenção do plano de saúde por 60 meses;
- pagamento de 0,5 salário por ano trabalhado (limitado a 10 salários) e manutenção do plano de saúde por 24 meses.
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
Impasse no setor bancário: Banco Central deve barrar compra do Banco Master pelo BRB
Negócio avaliado em R$ 2 bilhões é visto como ‘salvação’ do Banco Master. Ativos problemáticos, no entanto, são entraves para a venda.
Nubank (ROXO34): Safra aponta alta da inadimplência no roxinho neste ano; entenda o que pode estar por trás disso
Uma possível explicação, segundo o Safra, é uma nova regra do Banco Central que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano.
Banco de Brasília (BRB) acerta a compra do Banco Master em negócio avaliado em R$ 2 bilhões
Se o valor for confirmado, essa é uma das maiores aquisições dos últimos tempos no Brasil; a compra deve ser formalizada nos próximos dias
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Após virar pó na bolsa, Dotz (DOTZ3) tem balanço positivo com aposta em outra frente — e CEO quer convencer o mercado de que a virada chegou
Criada em 2000 e com capital aberto desde 2021, empresa que começou com programa de fidelidade vem apostando em produtos financeiros para se levantar, após tombo de 97% no valuation
Do Pix ao câmbio online: Itaú anuncia transferências e pagamentos instantâneos em moeda estrangeira direto pelo app
Funcionalidade é fruto da parceria entre o Itaú e a Wise Platform e permite tanto a transferência quanto pagamentos online, com rastreio das operações.
110% do CDI e liquidez imediata — Nubank lança nova Caixinha Turbo para todos os clientes, mas com algumas condições; veja quais
Nubank lança novo investimento acessível a todos os usuários e notificará clientes gradualmente sobre a novidade
CEO da Americanas vê mais 5 trimestres de transformação e e-commerce menor, mas sem ‘anabolizantes’; ação AMER3 desaba 25% após balanço
Ao Seu Dinheiro, Leonardo Coelho revelou os planos para tirar a empresa da recuperação e reverter os números do quarto trimestre
Em reviravolta, ações da CVC (CVCB3) deixam a ponta negativa do Ibovespa e chegam a subir 6%. Afinal, o resultado do 4T24 é positivo ou negativo?
A empresa saiu das maiores quedas do Ibovespa para as maiores altas, com o mercado avaliando se os pontos negativos foram maiores do que os positivos; saiba o que fazer com as ações agora
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
JBS (JBSS3): Com lucro em expansão e novos dividendos bilionários, CEO ainda vê espaço para mais. É hora de comprar as ações?
Na visão de Gilberto Tomazoni, os resultados de 2024 confirmaram as perspectivas positivas para este ano e a proposta de dupla listagem das ações deve impulsionar a geração de valor aos acionistas
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções
BYD acelera em 2024 e supera Tesla em receita, em mais uma notícia ruim para Elon Musk
Montadora chinesa divulgou receita de US$ 107 bilhões no ano passado, contra US$ 97 bilhões da americana
Agenda econômica: Ata do Copom, IPCA-15 e PIB nos EUA e Reino Unido dividem espaço com reta final da temporada de balanços no Brasil
Semana pós-Super Quarta mantém investidores em alerta com indicadores-chave, como a Reunião do CMN, o Relatório Trimestral de Inflação do BC e o IGP-M de março
Empréstimo consignado para CLT passa de 35 milhões de simulações em apenas 3 dias. Confira tudo o que você precisa saber sobre o crédito
Nova modalidade de empréstimo consignado para trabalhadores CLT registrou 35,9 milhões de simulações de empréstimo
AgroGalaxy (AGXY3) adia outra vez balanço financeiro em meio à recuperação judicial
A varejista de insumos para o agronegócio agora prevê que os resultados do quarto trimestre de 2024 serão divulgados em 22 de abril