Guedes: Alguns países ficam anos, décadas insanos
Paulo Guedes esteve na Câmara dos Deputados, onde defendeu seu plano econômico que pode nos tirar da insanidade de fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes

Acompanhei as mais de seis horas em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficou na Câmara dos Deputados e uma intervenção chamou muito a atenção. Ao falar da situação da Argentina, o ministro lembrou a definição de insanidade atribuída a Albert Einstein: fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.
Segundo Guedes, alguns países continuam repetindo a insanidade de fazer a mesmo coisa em termos econômicos, o tempo todo, esperando resultados diferentes. “Alguns países ficam anos, décadas insanos. A Argentina foi picada por um vírus que não vou dizer qual é.”
A menção à insanidade econômica pareceu-me, também, uma boa definição para designar a postura de boa parte dos parlamentares que fizeram questionamentos ao ministro, notadamente os da oposição ou os que se dizem neutros ou progressistas.
A insanidade se resume em pedir mais Estado, quando a raiz do problema é, justamente, o tamanho do Estado.
Essa insanidade transpareceu nas insistentes perguntas e cobranças por planos de curto prazo para estimular a economia, na defesa de pautas e demandas de determinados grupos e na constatação, feita por um dos poucos deputados lúcidos, do partido Novo, de que 70% das emendas feitas à reforma da Previdência pretendem ampliar benefícios ou suavizar as regras propostas.
A receita de parte dos deputados, para o país voltar a crescer, gerar emprego e renda, é justamente dar mais recursos para o Estado. Mas se o Estado não tem recursos, que tirem dos rentistas, dos bancos, dos ricos, dos especuladores.
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A preocupação com os pobres esconde um certo sadismo. Parece não passar pela cabeça desse grupo de parlamentares de que poderemos ter menos pobres via modernização da economia ou que o aposentado poderá se beneficiar da mágica do juro composto. Dentro dessa cegueira da insanidade econômica, a única coisa que avança é o retrocesso.
Sem discordar das injustiças do regime tributário atual, mas essa demagogia barata seduz muita gente desde sempre, estimulando a busca por inimigos imaginários para colocar a culpa de nossa auto infligida miséria econômica. A campanha “O petróleo é nosso”, que ecoa desde os anos 1950 mostra a força dessa faceta da insanidade.
Recobrando a sanidade

De outro lado, o ministro passou horas desenhando um plano que busca fazer diferente ou escapar da insanidade, pela primeira vez desde a Constituição de 1988.
Vamos reduzir o tamanho do Estado, que ficou grande demais ao lançar tentáculos sobre todas as atividades. Vamos reduzir o Estado onde ele não é necessário para ter Estado onde ele se faz necessário, como saúde, educação e segurança.
De acordo com o ministro, se o mercado produz desigualdades e diferenças de oportunidade, o Estado existe para aparar essas arestas e tentar corrigir eventuais diferenças que persistam. "O que não se pode conceber é que tenhamos uma máquina pública que promove transferências de renda perversas", disse.
Exemplo: empréstimos do BNDES e Caixa para empresas de amigos ou de setores escolhidos; aposentadorias públicas acima do teto do funcionalismo, que aliás é desrespeitado com anuência do Judiciário; que eu me aposente mais cedo que um trabalhador braçal, que já se aposenta por “idade mínima”.
Segundo Guedes, não há mais dúvidas de que o setor público inchou demais, com despesas indesejáveis, cheio de ativos inúteis enquanto falta recursos para setores que importam. Além disso, é o ajuste fiscal que permite o gasto social, como disse outro esclarecido parlamentar.
“A essência da democracia é a limitação e a descentralização de poder”, resumiu o ministro.
O plano ou a tentativa de sair da insanidade já avança, mas passaremos por uma dolorosa fase de abstinência de Estado. Esse redimensionamento do Estado não pode falhar, pois uma recidiva da insanidade no estágio atual da nossa moléstia econômica será fatal.
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