Governo liberou saque do FGTS em até R$ 500 por conta; onde dá para investir esse dinheiro?
Governo acaba de anunciar a liberação dos saques dos recursos das contas ativas e inativas do FGTS, num limite de até R$ 500; indicamos alguns investimentos que aceitam aportes iniciais até este valor

Depois de anunciar com estardalhaço a liberação do saque de contas ativas e inativas do FGTS, fazendo os brasileiros que têm uma boa grana no fundo sonharem com um repeteco do que aconteceu em 2017, o governo resolveu colocar água no nosso chope e liberar, no máximo, R$ 500 por conta.
É bem verdade que 81% das contas do fundo de garantia têm saldo de até R$ 500. Pelo menos os titulares dessas contas poderão sacar tudo. Quem tiver mais de uma conta poderá sacar até R$ 500 em cada uma delas, isto é, o total resgatado poderá ultrapassar essa quantia. Por exemplo, quem tiver duas contas poderá sacar até R$ 1.000, e assim por diante.
Quem tiver mais do que R$ 500 em alguma conta, porém, ficará limitado a este valor e terá todo direito de ficar p*** de não poder colocar as mãos nesse dinheiro que é seu, mas que só pode ser sacado em situações muito específicas. Saiba como consultar o seu saldo do FGTS.
Mas, convenhamos, dinheiro é dinheiro, e o FGTS tem rendido menos que a poupança, mesmo nas condições atuais. Então, neste caso, vale a pena sacar.
Quem tem conta poupança na Caixa terá o valor depositado automaticamente na sua conta. Já aqueles que tiverem Cartão Cidadão poderão resgatar o valor no caixa automático. Saques inferiores a R$ 100 poderão ser realizados em casas lotéricas, mediante apresentação da carteira de identidade e do número do CPF.
Quem não se enquadrar nas situações acima deverá comparecer a uma agência da Caixa, seguindo um cronograma que o banco ainda vai anunciar.
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E o que pode ser legal fazer com essa grana?
O governo espera que você gaste. A ideia é injetar, só com o FGTS, R$ 28 bilhões na economia para aquecê-la. Mas eu recomendo que você não vá com tanta sede ao pote. Destinar esses recursos à amortização de dívidas ou a investimentos mais rentáveis, ainda que conservadores, vale muito mais a pena financeiramente.
“É preciso ter em mente que esse dinheiro pode ser pouco, mas é nobre. Afinal, os motivos que hoje permitem ao trabalhador sacar o FGTS são sempre causas relevantes. É bom olhar para esses recursos com carinho”, observa o especialista em investimentos do Itaú Unibanco, Martin Iglesias.
Eu conversei com o Martin e com o planejador financeiro Alexandre Amorim, da consultoria independente Par Mais, para saber quais seriam os melhores destinos para essa grana.
Amortizar e quitar dívidas
Basicamente, há três possibilidades interessantes para o uso desse dinheiro. A primeira é, evidentemente, amortizar e quitar dívidas. Antes de pensar em investir, é importante se livrar do pagamento dos juros altos.
Se o custo do financiamento for muito baixo, no entanto, convém fazer umas continhas, pois pode ser mais vantajoso receber o retorno das aplicações e continuar pagando as parcelas.
“Caso o custo seja superior a 10% ao ano, é bom amortizar. Mas abaixo disso, pode não valer a pena”, diz Alexandre Amorim.
Reserva de emergência
A segunda possibilidade, para quem não tem dívidas e já está com o orçamento equilibrado, é destinar esses recursos à reserva de emergência. Se você ainda não tem um colchão financeiro, ou ficou totalmente descapitalizado depois de precisar gastá-lo por completo, esta é uma boa oportunidade de (re)começar.
A finalidade original do fundo de garantia, afinal de contas, é ser uma reserva de emergência para quando o trabalhador perde o emprego. A vantagem é que agora você poderá investir esse dinheiro em aplicações conservadoras muito mais rentáveis que o FGTS.
Mas nada de aplicar na caderneta de poupança, viu? Os investimentos mais indicados para a reserva de emergência são aqueles constituídos, direta ou indiretamente, por títulos públicos atrelados à Selic. Eles são mais rentáveis que a poupança e frequentemente aceitam aportes de até R$ 500.
Uma das possibilidades é comprar títulos públicos Tesouro Selic (LFT) pelo Tesouro Direto, o programa de compra e venda on-line de títulos públicos do Tesouro Nacional. Atualmente, a aplicação mínima nesse tipo de título é de pouco mais de R$ 100.
Se você ainda não sabe investir no Tesouro Direto, baixe nosso e-book gratuito, onde explicamos tudo sobre essa aplicação.
Outra opção são os fundos de renda fixa conservadora que investem todo o patrimônio ou a maior parte dele em títulos públicos atrelados à Selic, desde que cobrem taxas de administração reduzidas.
Muitos deles têm aplicações iniciais e valores mínimos de movimentação baixos, uma vez que são justamente destinados ao caixa dos investidores.
Atualmente, há fundos desse tipo que sequer cobram taxas, como é o caso dos fundos Tesouro Selic da corretora Pi (aplicação mínima de R$ 30), da Órama (aplicação mínima de R$ 100) e do BTG Pactual Digital (aplicação mínima de R$ 500).
O ideal é ter uma reserva de emergência correspondente a, no mínimo, seis meses dos seus gastos mensais, mas o volume pode chegar ao equivalente a um ano ou mais dependendo do tamanho do seu patrimônio e da sua ocupação.
Investimentos de mais risco para o longo prazo
A terceiro e último destino interessante para os recursos do FGTS é o investimento de longo prazo, aquela parte da carteira mais voltada a ganhar uma rentabilidade superior à da renda fixa conservadora.
Essa pode ser a escolha de quem não tem dívidas, já tem uma boa reserva de emergência constituída e um bom prazo pela frente.
Segundo Alexandre Amorim, da Par Mais, essa é a parcela que você pode destinar a investimentos de maior risco, desde que você tenha perfil para tal e disponha de prazo. “Quanto maior esse prazo, mais risco você pode tomar. O objetivo aqui é independência financeira, aposentadoria”, diz.
O planejador financeiro diz que acima de dez anos de prazo até a aposentadoria, por exemplo, já pode ser considerado “longo prazo”.
“Quem tem menos de cinco anos de prazo até a aposentadoria já deve ser mais conservador. E se o prazo for menor que dois anos, recomendamos que o investidor seja totalmente conservador”, orienta.
É claro que a grana que você vai sacar do seu FGTS provavelmente não vai mudar a sua vida no quesito investimento de longo prazo, mas qualquer dinheiro extra para engordar a sua reserva é bem-vinda.
Mas existem investimentos com esse perfil para aplicações de até R$ 500? Por incrível que pareça, hoje em dia existem sim.
Onde investir os recursos do FGTS: aplicações que aceitam até R$ 500
Se você estiver no grupo dos que podem buscar ativos com mais risco e maior potencial de rentabilidade que a renda fixa conservadora, os especialistas com quem eu conversei deram algumas dicas de investimentos que podem receber os seus recursos do FGTS.
Fundos de ações e ETF
A aposta principal do Itaú Unibanco é o investimento em ações, por meio da compra de um ETF de Ibovespa ou de um bom fundo ativo de ações.
Infelizmente, a recomendação do banco, o fundo de ações da gestora Moat Capital, só aceita aplicações iniciais a partir de R$ 20 mil. Mas em uma busca pelas plataformas on-line de investimentos, você verá que há diversos fundos de ações de boas gestoras que aceitam aportes de até R$ 500.
Entre os ETF - fundos que replicam o desempenho dos índices de bolsa - são poucos aqueles cujo lote mínimo de dez cotas você consegue comprar com menos de R$ 500. Todos os que são atrelados ao Ibovespa, por exemplo, estão com lote mínimo na faixa dos R$ 1.000.
Uma opção é o mercado fracionário, que permite a aquisição de uma única cota. Neste caso, todos possibilitam investimento menor que R$ 500.
O BTG Pactual Digital dispõe de um fundo indexado ao Ibovespa que aceita aportes iniciais de R$ 500 e tem taxa de administração de apenas 0,14% ao ano, que rivaliza com o baixo custo dos ETF: o BTG Pactual Ibovespa Indexado FIA. Mas trata-se de um fundo de ações aberto, não de fundo fechado com cotas negociadas em bolsa, como é o caso dos ETF.
O Itaú acredita que, apesar de o Ibovespa já ter ultrapassado os 100 mil pontos, ainda há espaço para a bolsa subir, como a aprovação da reforma da Previdência e as perspectivas de queda de juros no Brasil e nos países desenvolvidos.
“A bolsa é a melhor classe de ativos do momento, sempre respeitando o limite aceito pelo perfil do investidor, claro”, diz Martin Iglesias.
Veja as perspectivas para os investimentos em bolsa no restante deste ano na matéria especial do meu colega Vinícius Pinheiro sobre onde investir no mercado de ações no segundo semestre de 2019.
Títulos públicos prefixados
A segunda classe de ativos na ordem de prioridades do Itaú são os títulos de renda fixa prefixados, notadamente o título público Tesouro Prefixado (LTN) com vencimento em 2022. Ele pode ser adquirido pelo Tesouro Direto, e o investimento mínimo, no momento, é de pouco mais de R$ 30.
“Projetamos um corte de taxas de juros maior do que o mercado espera. Muitos apostam que 2019 terminará com a Selic a 5,75% ou 5,5%, mas a nossa previsão é de 5%. E este título é o que melhor captura este cenário e tem prazo suficiente para o investidor já entrar numa alíquota vantajosa de imposto de renda”, explica Iglesias.
Fundos multimercados
Finalmente, o especialista em investimentos do Itaú cita os fundos multimercados, aqueles que podem investir em diversas classes de ativos. Novamente, não são todos os que aceitam aportes baixos, mas uma busca nas listas de fundos das plataformas de investimento on-line revela algumas opções de aporte inicial de até R$ 500.
“Estamos vendo oportunidades em diversas classes de ativos neste momento. Um bom gestor de multimercados é capaz de conseguir rentabilidades adicionais nessas diversas classes no cenário atual”, diz.
Iglesias frisa que, para cada tipo de investimento, é importante sempre respeitar o perfil de risco do investidor. “Se ele for conservador, não recomendamos bolsa em nenhuma proporção, pois assumimos que ele não aceita ter qualquer perda no mês”, explica.
A tolerância ao risco tem mais a ver com o prazo de que o investidor dispõe, sua ocupação, suas obrigações e seu emocional, e menos com a quantia que ele tem para investir.
Outros investimentos de aporte inicial baixo
Entre os investimentos atrativos no atual momento econômico, há outros que também aceitam aportes mínimos iniciais inferiores a R$ 500.
É o caso dos títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+), negociados via Tesouro Direto, cuja aplicação mínima atualmente gira em torno de R$ 40.
O investimento em debêntures via fundos, outra alternativa promissora para o segundo semestre, também é possível. Muitos fundos de debêntures aceitam aplicações de até R$ 500, além de terem rendimentos isentos de imposto de renda.
Saiba mais sobre os fundos de debêntures incentivadas e conheça as perspectivas para a renda fixa no segundo semestre de 2019.
Até quem deseja investir no mercado imobiliário pode fazer isso com menos de R$ 500, por meio dos fundos de investimento imobiliário (FII).
Com cotas negociadas em bolsa, esses fundos investem em imóveis corporativos de alto padrão, como lajes corporativas, shopping centers e galpões logísticos, ou então em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, como as LCI e os CRI. Os rendimentos distribuídos pelos fundos também são isentos de IR.
O investimento mínimo é de uma única cota, e atualmente a maioria dos FII têm cotas com valor em torno de R$ 100. Saiba como investir em fundos imobiliários.
Finalmente, se você prefere ficar na segurança da renda fixa mesmo, pode tentar ganhar um pouco mais do que os títulos públicos estão pagando por meio do investimento em títulos de renda fixa emitidos por bancos médios e garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Uma rápida busca no comparador de investimentos Yubb mostra que algumas instituições financeiras estão oferecendo CDB, LCI e LCA que aceitam aportes de até R$ 500: Banco Pine, Sofisa Direto, Banco Inter, Banco Máxima e Nubank.
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