🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Quebrando recordes

Dólar sobe a R$ 4,24 e chega a uma nova máxima de fechamento; Ibovespa cai mais de 1%

O dólar à vista teve um dia de pressão intensa, chegando a tocar o nível de R$ 4,27 no momento de maior tensão. Após duas atuações do Banco Central, a divisa se afastou das máximas, mas ainda fechou em alta firme e atingiu um novo recorde de encerramento

Kaype AbreuVictor Aguiar
26 de novembro de 2019
10:06 - atualizado às 17:18
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Um dia após bater recorde de fechamento, o dólar à vista testou novas máximas nesta terça-feira (26). Tanto em termos intradiários quanto de encerramento, a moeda americana chegou a níveis nunca antes alcançados — ao menos, em termos nominais. E, em meio a esse cenário de tensão, o Ibovespa e os juros também foram afetados.

No momento de maior tensão, o dólar à vista cegou a ser negociado a R$ 4,2772 (+1,49%), marcando um novo recorde em termos intradiários. Ao fim da sessão, a divisa estava longe desse pico, a R$ 4,2400 — uma alta de 0,61%. Esse alívio, no entanto, não muda a história: é uma nova máxima de encerramento, superando com folga os R$ 4,2145 de ontem.

E esse quadro de cautela extravasou para os demais mercados: o Ibovespa cai mais de 1% e retorna ao patamar dos 106 mil pontos, e as curvas de juros fecharam em alta firme.

A forte reação dos agentes financeiros se deve às declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendando aos investidores que se costumassem com juros mais baixos e câmbio mais alto — segundo ele, a atual conjuntura econômica faz com que a taxa de equilíbrio do dólar seja mais alta.

A fala do ministro foi mais uma camada na bola de neve de fatores de estresse para o mercado de câmbio. Conforme destaca Cleber Alessie, operador da H. Commcor, a combinação entre juros mais baixos, redução do apelo das operações de carry trade, frustração com o leilão da cessão onerosa e tensão social na América Latina já vinha pressionando o dólar.

"Além de tudo isso, veio o Guedes dizendo que é melhor o mercado se acostumar. Juntando todos os fatores, não há como enfrentar o movimento de alta por aqui", diz Alessie. "Mesmo o especulador pode sofrer bastante até que a moeda volte a cair".

Leia Também

Durante a manhã, o dólar à vista chegou a tocar o nível de R$ 4,26 e, nesse cenário, o Banco Central (BC) voltou a promover um leilão surpresa para venda da moeda americana no mercado à vista. A medida até trouxe um alívio pontual e fez a divisa recuar a R$ 4,24, mas esse movimento teve vida curta: no meio da tarde, a moeda chegou a romper o nível dos R$ 4,27.

O novo pico fez o BC convocar mais um leilão no segmento à vista por volta de 15h30. O anúncio da segunda operação trouxe alívio às cotações, derrubando-as ao patamar de R$ 4,23 — mas, assim como ocorreu durante a manhã, a divisa voltou a subir pouco tempo depois, terminando a sessão em R$ 4,24.

Para completar o quadro desfavorável para o mercado de câmbio brasileiro, o dia foi de pressão sobre as moedas de países emergentes como um todo. O dólar ganha força em relação ao peso mexicano, ao rublo russo, ao peso chileno, ao rand sul-africano, ao peso colombiano e à lira turca, entre ouras divisas.

Alta firme nos juros

A pressão no dólar à vista é refletida no mercado de juros futuros: as curvas passam por ajustes positivos, tanto na ponta curta quanto na longa. Veja abaixo como estão os principais DIs:

  • Janeiro/2021: alta de 4,64% para 4,73%;
  • Janeiro/2023: avanço e 5,94% para 5,97%;
  • Janeiro/2025: subida de 6,54% para 6,59%;
  • Janeiro/2027: ganho de 6,85% para 6,92%.

E o Ibovespa?

A disparada do dólar trouxe efeitos imediatos à bolsa, em especial às empresas que possuem custos denominados na moeda americana, como as companhias aéreas. Azul PN (AZUL4) e Gol PN (GOLL4) recuam 5,29% e 4,30%, respectivamente, e lideram as perdas do Ibovespa.

Mas não são apenas essas as companhias que aparecem no campo negativo. Grande parte dos papéis do índice operam em queda, contaminados pelo sentimento de aversão ao risco e cautela que toma conta do dólar nesta terça-feira. Nesse cenário, as ações dos bancos e das varejistas caem forte, assim com os ativos da Petrobras.

No lado oposto, companhias exportadoras comemoram o nível mais alto da moeda americana, uma vez que o câmbio mais elevado tende a impulsionar a geração de receita. É o caso das siderúrgicas CSN ON (CSNA3), em alta de 3,24%, e Gerdau PN (GGBR4), com ganho de 2,44%.

Você pode ver mais detalhes das altas e baixas do índice nesta matéria especial. Confira também as maiores altas do Ibovespa no momento:

  • CSN ON (CSNA3): +3,48%
  • Gerdau PN (GGBR4): +2,38%
  • Yduqs ON (YDUQ3): +2,04%
  • Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): +1,70%
  • Bradespar PN (BRAP4): +1,68%

E os papéis de pior desempenho do índice:

  • Azul PN (AZUL4): -5,27%
  • Gol PN (GOLL4): -4,18%
  • Cielo ON (CIEL3): -4,09%
  • Cogna ON (COGN3): -3,57%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -3,52%

Lá fora

No exterior, os mercados globais se ressentem da menor liquidez nos negócios nos próximos dias devido ao feriado de Ação de Graças, que acontece na próxima quinta-feira nos Estados Unidos.

Wall Street testa o fôlego para esticar o rali recente, um dia após as bolsas terem renovado os níveis recordes. No momento, o Dow Jones sobe 0,08%, o S&P 500 tem alta de 0,07% e o Nasdaq avança 0,12%.

Novamente, a esperança quanto ao fechamento de um acordo comercial entre EUA e China pauta os rumos dos mercados financeiros globais. Notícias de que autoridades dos dois países mantiveram contatos telefônicos nesta terça-feira animaram os investidores.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

AJUSTANDO A CARTEIRA

Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 11:27

A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

AÇÃO DO MÊS

Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas

3 de abril de 2025 - 6:10

Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês

2 de abril de 2025 - 19:30

No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

CADEIRA NO CONSELHO

Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO

2 de abril de 2025 - 18:57

Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

O DIA DA LIBERTAÇÃO

O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China

2 de abril de 2025 - 6:01

A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

NOVA ERA

Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio

1 de abril de 2025 - 18:08

Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

conteúdo EQI

Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário

1 de abril de 2025 - 12:00

O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar