Ibovespa destoa do exterior e cai, mas consegue sustentar os 108 mil pontos
Otimismo no front da guerra comercial dá forças às bolsas globais. O Ibovespa, no entanto, tem dificuldade para acompanhar o exterior após os ganhos firmes dos últimos dias

A segunda-feira (25) é marcada por um clima de otimismo nas bolsas globais: os mercados acionários dos Estados Unidos e da Europa operam em alta e, na Ásia, os principais índices terminaram no azul. Só que, por aqui, o Ibovespa encontra dificuldades para se juntar à festa.
Após chegar a subir 0,20% na abertura e tocar os 108.914,73 pontos, o Ibovespa perdeu força e, por volta de 15h10, recuava 0,24%, aos 108.427,60 pontos. Uma baixa não tão expressiva, é verdade — mas também é fato que estamos na contramão do resto do mundo, que sobe em bloco.
Veja as bolsas americanas, por exemplo: o Dow Jones avança 0,58%, o S&P 500 tem ganho de 0,64% e o Nasdaq opera em alta de 1,09%. Na Europa e na Ásia, o tom foi igualmente positivo, com as principais praças acionárias aparecendo no azul.
Todo esse otimismo no exterior se deve às esperanças renovadas no front da guerra comercial entre EUA e China. Autoridades chinesas disseram esperar que o acordo entre as potências tenha como base o "respeito mútuo", afirmando que o país segue disposto a fechar um acerto preliminar.
Por mais que a assinatura dessa primeira fase do acordo ainda neste mês pareça improvável, há a perspectiva de que, ao menos, a nova rodada de tarifas impostas pelo governo americano às importações chinesas – prevista para começar no meio de dezembro – seja adiada.
A expectativa foi reforçada pela notícia de que a China pretende elevar as punições sobre violações de propriedade intelectual, uma das principais demandas dos EUA nas negociações. Essa informação, assim, dá forças aos ativos globais nesta manhã, provocando um alívio generalizado nas bolsas.
Leia Também
Mas, então, por que o Ibovespa não consegue pegar carona no otimismo global? Bem, é importante ressaltar que o índice brasileiro vem de uma sequência bastante positiva, com altas de mais de 1% em dois dias consecutivos — ao fim da semana passada, o índice acumulou ganhos de 2%.
Assim, por mais que o tom no exterior seja de tranquilidade e otimismo, o recente rali na bolsa brasileira faz com que os ativos domésticos exibam pouco fôlego nesta segunda-feira. No entanto, por mais que o índice não acompanhe os ganhos vistos lá fora, ele também não cede a um movimento mais amplo de realização de lucros.
O dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 4,2145, e atingiu um novo recorde de encerramento. Você pode ler mais sobre a dinâmica do mercado de câmbio e juros nesta segunda-feira clicando aqui.
Altas e baixas
Ações de frigoríficos, mineradoras e siderúrgicas aparecem entre as principais altas do Ibovespa nesta segunda-feira, impulsionadas pelo noticiário referente à China e à perspectiva de aumento nas importações pelo gigante asiático. Por outro lado, os papéis dos bancos e da Petrobras caem e trazem pressão ao índice.
Você pode ver um resumo das principais altas e baixas do Ibovespa nesta matéria. Veja abaixo quais os destaques positivos do índice:
- JBS ON (JBSS3): +8,66%
- Marfrig ON (MRFG3): +6,08%
- BRF ON (BRFS3): +5,63%
- Qualicorp ON (QUAL3): +3,74%
- Cielo ON (CIEL3): +3,59%
E os destaques negativos desta sessão:
- B3 ON (B3SA3): -3,27%
- Ultrapar ON (UGPA3): -2,69%
- Magazine Luiza ON (MGLU3): -2,22%
- Itaúsa PN (ITSA4): -1,90%
- BB Seguridade ON (BBSE3): -1,45%
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump