Volatilidade, reforma e Fed: Ibovespa fecha no vermelho
Queda ganhou força assim que investidores viram que a economia que o governo fará com a Previdência ficou perto do mínimo estimado por Guedes

Depois de um dia com reforma da Previdência e ata do Federal Reserve (o banco central americano) a Bolsa de Valores de São Paulo não resistiu: fechou em forte queda de 1,14%, a 96.544 pontos.
Pela manhã, abriu no azul e ficou perto de bater o recorde de pontuação de 98.588 (assim que o projeto de reforma da Previdência Social foi entregue aos deputados, em Brasília). Mas o índice ficou instável quando os técnicos do governo começaram a entrevista coletiva para a imprensa e disseram que "quem ganha mais, pagará mais". A volatilidade continuou quando os investidores souberam que a economia que o governo fará com a reforma em dez anos ficou perto do mínimo estimado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para completar o dia, veio a ata do Federal Reserve. Aí tudo azedou de vez. Bastou o Fed destacar que a expansão econômica no Brasil foi moderada entre outubro e dezembro do ano passado - após uma breve recuperação nos três meses anteriores, que tudo foi para o vinagre.
Conclusão: o dólar acelerou (e o Ibovespa encolheu) e fechou em alta de 0,43%, a R$ 3,73.
Fed ataca novamente
A divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), alertando que os riscos à economia mundial aumentaram, trouxe volatilidade aos ativos. Em entrevista à rede de TV americana CNN, o vice-presidente do Federal Reserve, Richard Clarida defendeu o aumento nos juros em dezembro e disse que o banco central está próximo das metas de preços e de emprego. Além disso, o vice-presidente do Fed comentou que há cenários em que a autoridade monetária pode não elevar os juros este ano.
Via Varejo
A Via Varejo fechou em baixa de 1,33% depois de a empresa divulgar prejuízo líquido de R$ 279 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo lucro líquido de R$ 111 milhões em igual intervalo de 2017. No acumulado de 2018, o prejuízo líquido atingiu R$ 267 milhões, ante um lucro líquido de R$ 168 milhões em 2017.
A expectativa média dos analistas apontava para um lucro de R$ 202 milhões da Via Varejo no quarto trimestre, de acordo com dados da Bloomberg. A diferença entre a expectativa e a realidade se deu principalmente pela contabilização de despesas adicionais relacionadas ao processo de reestruturação da varejista.
Leia Também
Marias vão com as outras
Depois de divulgados resultados desfavoráveis da Via Varejo, B2W e Magazine Luiza também passaram a cair. A dona do site Submarino caiu 5,36% e Magalu perdeu 4,22%.
Realizando lucros
Após apresentar lucro líquido acima do esperado por analistas, as ações ON da Engie Brasil lideraram as maiores quedas do Ibovespa, com baixa de 5,62%.
Em relatório, os analistas do BTG apontam que a empresa teve um bom desempenho recentemente, com a ação acumulando ganho de 64% nos últimos seis meses. "Mas apesar do bom conjunto de resultados em 2018 e potencial para novas aquisições, ainda vemos a avaliação atual como excessivamente cara".
Telefônica e Tim
As ações PN de Telefônica fecharam em baixa de 1,81%, enquanto as ordinárias de Tim subiram 2,51%, após a divulgação de balanço trimestral.
Já a Tim registrou aumento no seu faturamento, principalmente com o tráfego de dados, mas o lucro foi impactado por maiores despesas financeiras. Enquanto isso, o Ebitda teve crescimento de 5,6% em igual base de comparação.
CSN em primeiro
A CSN foi o grande destaque dentro do setor siderúrgico hoje, e também a maior alta do Ibovespa, com alta de 3,74%. Outras do mesmo setor também tiveram alta, como Usiminas PNA, com 0,65%, e Gerdau PN, com 1,67%.
Ensino à distância
A Estácio e a Kroton figuraram entre as principais quedas do Ibovespa. Em relatório, o BTG Pactual destaca que o Ministério da Educação (MEC) divulgou nota afirmando que identificou a necessidade de revisar os processos de credenciamento de novos polos de ensino à distância (EAD). A justificativa da pasta é assegurar a qualidade do ensino ofertado diante da rápida expansão do setor, que, ressalta o MEC, cresceu mais de 120% em apenas dois anos. Em 2017, relembram os analistas, o MEC mudou a regulação para facilitar o credenciamento de polos, que, até então, chegava a demorar de 18 a 24 meses. O MEC disse que não descarta a possibilidade de elaboração de novas diretrizes, a criação de novos instrumentos de avaliação e a revisão da legislação atual do ensino à distância. Estácio recuou 5,55% e Kroton caiu 3,80%.
Blue Chips
A Petrobras PN caiu 1,24%. Já a Vale registrou alta de 0,68%. Os bancos, que pela manhã guiavam o índice para cima, arrefeceram, com as ordinárias do Bando do Brasil em baixa de 2,83% e Itaú Unibanco com menos 1,27%. Bradesco encolheu 1,65%.
*Com Estadão Conteúdo
A pressão vem de todos os lados: Trump ordena corte de juros, Powell responde e bolsas seguem ladeira abaixo
O presidente do banco central norte-americano enfrenta o republicano e manda recado aos investidores, mas sangria nas bolsas mundo afora continua e dólar dispara
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas