🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Fraqueza nos EUA

Com a águia americana acuada, o dólar acumulou uma queda de 2,38% na semana

Com uma série de dados mais fracos da economia dos EUA, o dólar passou por um alívio intenso e voltou ao nível de R$ 4,05. Já o Ibovespa até subiu mais de 1% nesta sexta-feira, mas ainda acumulou baixa de 2,4% na semana

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de outubro de 2019
10:30 - atualizado às 14:32
Águia americana
Imagem: Shutterstock

A águia, símbolo da força e da liderança dos Estados Unidos, teve uma semana atípica. Acostumada ao topo da cadeia alimentar, a ave foi ferida pelos dados mais fracos da economia americana e se viu acuada pelo temor da recessão. E, com o predador hesitante, o dólar acabou se enfraquecendo no mundo todo — inclusive por aqui.

Afinal, se a economia dos EUA não está tão pujante assim, o dólar perde parte do apelo como ativo de segurança. Desta maneira, moedas de países emergentes e que costumam ser enxergadas como opções mais arriscadas — caso do real, do peso mexicano, do rublo russo e do peso chileno, entre outras — acabaram se dando bem.

Veja só o que aconteceu no mercado doméstico de câmbio: nesta sexta-feira (4), o dólar à vista caiu 0,80%, a R$ 4,0563 — o menor nível de fechamento desde 21 de agosto (R$ 4,0301). Com o desempenho de hoje, a divisa acumulou uma baixa de 2,38% na semana — o maior alívio semanal desde janeiro.

E o que aconteceu para que a águia passasse por esse momento de fraqueza nesta semana? A resposta está nos dados econômicos divulgados nos últimos dias, que mostraram que até mesmo os caçadores mais temidos estão sujeitos à desaceleração global.

Tudo começou na terça-feira (1), quando foi revelado o índice de atividade industrial dos Estados Unidos: uma baixa de 49,1 em agosto para 47,8 em setembro, o nível mais baixo desde junho de 2009 — analistas consultados pelo Wall Street Journal apostavam numa expansão no mês passado, para 50,1.

O sinal de alerta gerado pela indústria americana foi replicado pelo setor de serviços: na quinta (3), foi divulgada uma queda no índice de atividade do segmento, de 56,4 em agosto para 52,6 em setembro, resultado também abaixo das expectativas dos mercado.

Leia Também

O terceiro susto veio hoje, com informações mistas do mercado de trabalho americano: por um lado, foram criados 136 mil novos postos de trabalho em setembro, número inferior às projeções dos especialistas; por outro, a taxa de desemprego caiu para 3,5%, o menor índice desde 1969.

Esses dados, em conjunto, desenharam um cenário bastante claro para os mercados: a águia americana não está conseguindo mais voar tão alto. Vale lembrar que, nos últimos meses, a economia dos EUA estava destoando do resto do mundo e se mantinha relativamente sólida, enquanto China, Europa e Japão estavam patinando.

Assim, o dólar teve uma semana de alívio generalizado, voltando a se aproximar do nível dos R$ 4,00 — por aqui, a moeda americana no segmento à vista não consegue ficar abaixo desse patamar desde 15 de agosto.

Auxílio para o voo?

Mas, em meio a todos esses sinais de fraqueza da águia, o mercado começou a trabalhar com uma hipótese: o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) assumiria o protagonismo e daria uma ajudinha para que o predador continue confortável no topo da cadeia alimentar.

Ou seja: os agentes financeiros apostam que, com os sinais de desaquecimento da economia americana, o Fed será forçado a promover um corte de juros mais intenso, de modo a sustentar a atividade do país. E essa crença, paradoxalmente, acabou dando força às bolsas na reta final da semana.

"Com as notícias ruins, o pessoal acha que o médico vai aumentar a dosagem do remédio...", diz Glauco Legat, analista-chefe da Necton.

Nesta sexta-feira, o Dow Jones e o S&P 500 fecharam em alta de 1,42%, enquanto o Nasdaq avançou 1,40%. Os dois primeiros índices ainda fecharam a semana com uma leve queda acumulada, mas o terceiro obteve um saldo ligeiramente positivo desde segunda.

Essa tese do mercado ganhou ainda mais força nesta tarde, quando o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou em discurso que a instituição irá atuar para manter a economia americana num bom lugar pelo maior tempo possível — o que foi entendido como um sinal de que o BC está aberto a novos cortes de juro.

Além disso, vale ressaltar que, na próxima semana, ocorre o encontro formal entre autoridades de primeiro escalão dos EUA e da China, dando continuidade às negociações da guerra comercial. E, com a economia americana baqueada, aumenta a expectativa quanto ao estabelecimento de algum tipo de acerto entre as partes.

E o Ibovespa? Bem, o principal índice da bolsa brasileira fechou o pregão de hoje com alta firme de 1,02%, aos 102.551,32 pontos, pegando carona nos mercados acionários americanos. Mas, no acumulado da semana, a praça brasileira acumulou perdas firmes de 2,40%, destoando do alívio no dólar à vista.

Essa diferença de desempenho entre o Ibovespa e as bolsas dos EUA pode ser explicada, em grande parte, pelo noticiário doméstico — em especial, às novidades pouco animadoras no front da tramitação da reforma da Previdência.

Surpresas em Brasília

Por aqui, o cenário político voltou a trazer cautela às operações. O texto-base das novas regras da aposentadoria foi aprovado em primeiro turno pelo plenário do Senado, mas sofreu uma nova desidratação no processo — uma perda que não estava no radar dos mercados.

Além disso, a tramitação da proposta pode sofrer com novos atrasos: lideranças da Casa já sinalizaram que a votação no segundo turno não deve ocorrer antes do dia 21 — originalmente, o processo deveria ser concluído no dia 10.

Esses dois fatores fizeram com que a Previdência voltasse aos holofotes do mercado: o tema já era dado como página virada, e a etapa do Senado era vista como protocolar. No entanto, desentendimentos entre governo e Congresso criaram obstáculos à tramitação e elevaram a percepção de risco por parte dos agentes financeiros.

O cenário-base ainda é de aprovação do texto, mas os eventos dessa semana trouxeram dois desdobramentos negativos: em primeiro lugar, há o enfraquecimento da potência fiscal da proposta em si; em segundo, há um atraso maior para que as outras pautas econômicas do governo — como a reforma tributária — consigam avançar.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SALVE-SE QUEM PUDER (E ELAS PUDERAM)

As únicas ações que se salvaram do banho de sangue no Ibovespa hoje — e o que está por trás disso

4 de abril de 2025 - 15:30

O que está por trás das únicas altas no Ibovespa hoje? Carrefour sobe mais de 10%, na liderança do índice

ESPERAR PARA VER

A pressão vem de todos os lados: Trump ordena corte de juros, Powell responde e bolsas seguem ladeira abaixo

4 de abril de 2025 - 14:00

O presidente do banco central norte-americano enfrenta o republicano e manda recado aos investidores, mas sangria nas bolsas mundo afora continua e dólar dispara

CÂMBIO

O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar

4 de abril de 2025 - 12:25

Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano

PESOU NO BOLSO

Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump

4 de abril de 2025 - 11:31

Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg

OLHO POR OLHO

China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta

4 de abril de 2025 - 9:32

O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell

4 de abril de 2025 - 8:16

Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem

SEXTOU COM O RUY

Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa

4 de abril de 2025 - 6:03

O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso

MODO DEFESA

Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos

3 de abril de 2025 - 19:14

A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco

UM DIA PARA ESQUECER

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump

3 de abril de 2025 - 19:01

Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro

NO OLHO DO FURACÃO

Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora

3 de abril de 2025 - 15:05

Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados

ABAIXO DO PREÇO

O ativo que Luis Stuhlberger gosta em meio às tensões globais e à perda de popularidade de Lula — e que está mais barato que a bolsa

3 de abril de 2025 - 14:53

Para o gestor do fundo Verde, Brasil não aguenta mais quatro anos de PT sem haver uma “argentinização”

DÓLAR HOJE

Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte

3 de abril de 2025 - 13:13

A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

AJUSTANDO A CARTEIRA

Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 11:27

A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

AÇÃO DO MÊS

Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas

3 de abril de 2025 - 6:10

Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês

2 de abril de 2025 - 19:30

No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar