China segue no radar, agora com dados de atividade
Crescimento da indústria e do varejo chinês acima do esperado em novembro mantém o apetite por risco no mercado financeiro

Dados fortes sobre a atividade na China abrem a semana, que promete ser mais lenta, com o mercado financeiro perdendo ritmo à medida que se aproximam as festas de fim de ano. Os investidores tendem a deixar as mesas de operações, enxugando a liquidez dos negócios. Com isso, os últimos dias deste ano deve ser dedicados aos ajustes finais, ainda digerindo o encaminhamento das duas principais incertezas geopolíticas no mundo.
As principais bolsas asiáticas nem festejaram o acordo comercial da China com os Estados Unidos, anunciado na sexta-feira passada. A sessão na região foi mista, com Tóquio e Hong Kong cedendo, ao passo que Xangai subiu 0,6%, com muitos ainda se perguntando se é possível chamar mesmo de acordo os compromissos assumidos por Pequim, em relação às compras agrícolas e à tecnologia.
Afinal, o caminho para um tratado abrangente ainda é distante e incapaz de restaurar completamente a confiança dos mercados. Seja como for, o governo chinês informou ontem o adiamento de tarifas punitivas contra automóveis e outros produtos fabricados nos EUA, após a fase um do acordo. Com isso, a escalada da tensão entre as duas maiores economias do mundo fica fora de questão.
Agora, os investidores iniciam a contagem regressiva para 2020. E os números melhores que o esperado da atividade chinesa mostram a resiliência da economia do país, alimentando perspectivas favoráveis em relação ao crescimento global no novo ano. A produção industrial chinesa cresceu 6,2% no mês passado em relação a um ano antes, acelerando-se após a alta de 4,7% em outubro, na mesma base de comparação.
A previsão era de aumento de 5,0% da indústria chinesa. Já as vendas no varejo avançaram 8,0% no mês passado, de +7,2% no mês anterior e ante estimativa de +7,6%. Por fim, os investimentos em ativos fixos nas áreas urbanas acumulam aumento de 5,2% nos 11 meses deste ano, conforme previsto. Esses números, juntamente com o acordo comercial entre Washington e Pequim, aliviam as preocupações em relação à China.
Essa sensação sustenta os índices futuros das bolsas de Nova York em alta, embalando a abertura do pregão europeu, antes de uma série de indicadores sobre a atividade nos dois lados do Atlântico Norte, ao longo da manhã (leia mais abaixo). À espera desses números, o petróleo oscila em baixa.
Leia Também
Entre as moedas, a libra estende os ganhos, diante do otimismo em relação a um desfecho para o Brexit, e o yuan chinês (renminbi) sobe, após o Banco Central chinês (PBoC) fixar a mais forte taxa de referência diária em quatro meses. Entre os bônus, o rendimento (yield) dos títulos norte-americanos segue firme, com a trégua na guerra comercial favorecendo a pausa prolongada no juro pelo Federal Reserve.
Semana de agenda cheia
Novos indicadores preliminares sobre a atividade nos setores industrial e de serviços em dezembro nos EUA e na zona do euro serão conhecidos já nesta segunda-feira. No Brasil, a semana começa com as tradicionais publicações do dia: o relatório de mercado Focus (8h25) e os dados semanais da balança comercial (15h).
Também será conhecido o resultado do primeiro IGP de dezembro, o IGP-10 (8h). Nos próximos dias, no exterior, saem números sobre o setor imobiliário norte-americano, a confiança do consumidor nos dois lados do Atlântico Norte e a leitura final do PIB nos EUA. Também merece atenção a reunião do Banco Central da Inglaterra (BoE).
Por aqui, os destaques ficam com as publicações do Banco Central. Amanhã, será conhecida a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom). Na quinta-feira, é a vez do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Juntos, ambos os documentos devem calibrar as expectativas em relação ao rumo da Selic.
Ainda no Brasil, também merece atenção a prévia de dezembro do índice oficial de preços ao consumidor brasileiro, que sai na sexta-feira. O IPCA-15 deve continuar mais “salgado”, diante da alta nos preços das carnes (bovinas, frango etc.). Ainda assim, o IPCA deve encerrar 2019 em 4,0% - portanto abaixo do alvo perseguido pelo BC, de 4,25%.
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
China lança primeiro título soberano verde em yuans no exterior
O volume total de subscrições alcançou 41,58 bilhões de yuans, superando em quase sete vezes o valor inicial da oferta
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
As tarifas de Trump: entenda os principais pontos do anúncio de hoje nos EUA e os impactos para o Brasil
O presidente norte-americano finalmente apresentou o plano tarifário e o Seu Dinheiro reuniu tudo o que você precisa saber sobre esse anúncio tão aguardado pelo mercado e pelos governos; confira
Elon Musk fora da Casa Branca? Trump teria confirmado a saída do bilionário do governo nas próximas semanas, segundo site
Ações da Tesla sobem 5% após o Politico reportar que o presidente dos EUA afirmou a aliados sobre a mudança no alto escalão da Casa Branca
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Tony Volpon: Buy the dip
Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
Protege contra a inflação e pode deixar a Selic ‘no chinelo’: conheça o ativo com retorno-alvo de até 18% ao ano e livre de Imposto de Renda
Investimento garimpado pela EQI Investimentos pode ser “chave” para lucrar com o atual cenário inflacionário no Brasil; veja qual é
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Trump taxa carros e dá spoiler: vem surpresa no dia 2 de abril
No melhor do toma lá, dá cá, o presidente norte-americano cogitou conceder uma redução nas tarifas impostas à China se houver um acordo sobre o TikTok
Inteligência artificial ajuda China a reduzir os impactos da guerra tarifária de Donald Trump
Desenvolvimento de inteligência artificial na China vem fazendo empresas brilharem com a tecnologia e ajuda a proteger o país das tarifas de Trump
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
‘Taxa das blusinhas’: entenda por que vai ficar mais caro (de novo) comprar produtos da China
As compras feitas em sites como Shein, Shopee e AliExpress passarão a pagar mais Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que sobe de 17% para 20%
Selic em 14,25% ao ano é ‘fichinha’? EQI vê juros em até 15,25% e oportunidade de lucro de até 18% ao ano; entenda
Enquanto a Selic pode chegar até 15,25% ao ano segundo analistas, investidores atentos já estão aproveitando oportunidades de ganhos de até 18% ao ano
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom
Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros
Mais um Ozempic vem aí: Novo Nordisk licencia caneta emagrecedora chinesa em acordo de US$ 2 bilhões
Medicamento está nos estágios iniciais de desenvolvimento e vem sendo testado em pessoas com sobrepeso e obesidade na China continental