Ações do Banco Pan disparam na B3 com promessa de ser o “novo Inter”
Controlado pelo BTG Pactual e pela Caixa Econômica Federal, o Banco Pan anunciou no começo do ano plano de criar ainda neste ano uma conta digital completa voltada para a população das classes C, D e E

É o novo Banco Inter? As ações do Banco Pan (BPAN4) disparam na bolsa desde que anunciou o plano de criar ainda neste ano uma conta digital completa voltada para a população das classes C, D e E.
Controlado pelo BTG Pactual e pela Caixa Econômica Federal, o Pan atua hoje na concessão de crédito consignado, de veículos usados, além de cartões e seguros, e conta com uma carteira de 4,5 milhões de clientes.
As ações do Banco Pan fecharam o dia em alta de 23,32%, cotadas a R$ 4,76. No ano, os papéis acumulam uma valorização de quase 145%. Confira também a nossa cobertura completa de mercados.
A disparada de hoje ocorreu após a publicação de um relatório da empresa de publicações Empiricus no qual indica a compra das ações. A Empiricus também incluiu os papéis do Pan em uma carteira recomendada, divulgada na semana passada.
O plano de oferecer uma conta digital torna inevitável a comparação com o Banco Inter. Com sua conta digital gratuita, a instituição mineira conquistou mais de 2 milhões de clientes. Desde que abriu o capital, há pouco mais de um ano, as ações acumulam ganho de mais de 250%.
Enquanto o Inter criou sua plataforma praticamente do zero, o Banco Pan tem a vantagem de já contar com uma boa musculatura, além dos sócios de peso por trás.
Leia Também
A instituição fechou o primeiro trimestre com R$ 28,5 bilhões em ativos. Para efeito de comparação, mesmo com todo o crescimento o Banco Inter contava com R$ 5,9 bilhões em ativos no fim de março.
Sombras do passado
Apesar das boas credenciais, é cedo para dizer se a estratégia digital do Banco Pan será bem sucedida. A instituição tem ainda o desafio de enterrar de vez o seu passado.
Para quem não se lembra, o Pan é novo nome do antigo Banco Panamericano, que pertencia ao grupo Silvio Santos. Em 2009, a Caixa comprou uma participação na instituição e, no ano seguinte, o Banco Central detectou uma fraude contábil que provocou um rombo de R$ 4,3 bilhões.
O banco foi socorrido com um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a venda da participação de Silvio Santos para o BTG Pactual. Ainda assim, passou anos dando prejuízo.
Os resultados recentes mostram uma recuperação. No primeiro trimestre, o Banco Pan teve lucro de R$ 96,1 milhões, alta de 70% em relação ao mesmo período de 2018. A rentabilidade ainda é baixa, pelo menos na comparação com os grandes de capital aberto, e atingiu 9,3% nos três primeiros meses do ano.
O menor retorno é consequência principalmente os passivos que o banco ainda carrega no balanço. Um deles é o alto custo de captação, graças a CDBs pré-fixados de longuíssimo prazo emitidos antes da descoberta da fraude contábil. Mas esse peso deve começar a diminuir a partir do ano que vem, quando os CDBs começam a vencer.
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
A compra do Banco Master pelo BRB é um bom negócio? Depois da Moody’s, S&P questiona a operação
De acordo com a S&P, pairam dúvidas sobre os aspectos da transação e a estrutura de capital do novo conglomerado, o que torna incerto o impacto que a compra terá para o banco público
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa