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UM ACENO AOS EMPRESÁRIOS

Fim da escala 6×1 em xeque? Flávio Bolsonaro sinaliza revisão da PEC a empresários caso seja eleito

O grupo do senador tem dito que ele votou a favor do fim da escala 6x1 para evitar desgaste eleitoral

Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). - Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

O fim a escala 6x1, que foi aprovado na noite de quarta-feira (14) já começou a agitar o xadrez político, mas pode estar com os dias contados. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que aparece na frente na disputa eleitoral, sinaliza a lideranças empresariais que pode mexer na medida caso seja eleito.

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Aliados e integrantes da campanha do senador indicam que ele pretende apoiar a revisão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. Representante de entidade empresarial afirmou, inclusive, que "garantiram que vão rever tudo na 6x1".

O recado teria sido enviado a pedido do próprio senador, segundo o Broadcast.

O aceno é feito a lideranças do setor produtivo, que defendem ajustes na PEC e pedem modulação na proposta.

O posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o fim da 6x1

Algumas lideranças empresariais criticaram, em grupos reservados de mensagens, a mudança de posição de Flávio Bolsonaro. As ressalvas foram no sentido de que o presidenciável "não sustenta" suas posições.

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Já o grupo do senador tem dito aos empresários que ele votou a favor do fim da escala 6x1 para evitar desgaste eleitoral, disse uma das fontes. Publicamente, no entanto, o presidenciável não citou eventual revisão da medida.

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Além disso, não há, segundo as lideranças empresariais, um detalhamento de como seria essa possível reformulação da escala.

Senadores da oposição também dizem desconhecer qual seria a revisão possível. Por outro lado, sinalizam a lideranças empresariais que o foco em um segundo momento será mitigar os impactos aos setores.

Os aliados do candidato à Presidência discutem ainda a apreciação da PEC, que foi apresentada pelo líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN). Ele propõe a criação de um regime de trabalho flexível baseado em remuneração por horas trabalhadas.

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A aprovação da PEC no Senado

O Senado aprovou a PEC no período da noite da quarta-feira (14), a 11 dias do segundo turno das eleições presidenciais. Além de acabar com a escala 6x1, a medida reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário.

Como já havia passado pela Câmara, o texto segue agora para promulgação no Congresso Nacional, em data ainda não definida.

Na terça, Flávio Bolsonaro, que até então classificava o fim da 6x1 como oportunismo do presidente Lula, anunciou que votaria a favor da PEC. O senador afirmou que a decisão foi tomada para atender "à maioria da população".

Após a mudança de posição do senador, a oposição se viu "sem saída" no Senado e teve que votar a favor da aprovação da medida. Senadores relataram que, como Flávio Bolsonaro decidiu apoiar a PEC, a orientação da oposição foi também votar sim para a mudança na jornada de trabalho.

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Parlamentares aliados ao senador afirmaram que o objetivo foi tirar a pauta da frente e evitar desgaste eleitoral ao candidato, bem como que o seu adversário, o presidente Lula "capitalizasse" o tema nas urnas.

No entanto, a campanha de Flávio Bolsonaro já sinalizavam revisão da medida a partir de 2027, caso o senador seja eleito.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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