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A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos
Não é de hoje que os acionistas da Vale (VALE3) se perguntam quando os dividendos extraordinários vão pingar na conta, e a mineradora resolveu emitir um sinal mais forte sobre a distribuição adicional: os preços das commodities precisam se manter nos patamares atuais.
A sinalização veio de uma reunião entre representantes do Bank of America com o CEO da companhia, Gustavo Pimenta. De acordo com o BofA, a administração da Vale afirmou que o cenário atual permitiria a entrega de retornos robustos aos acionistas. O minério de ferro é negociado acima dos US$ 100.
Ainda assim, isso não foi o suficiente para que o banco recomendasse a compra dos papéis. o Bank of America manteve a recomendação neutra para as ações da Vale, que fecharam em queda de 0,78% nesta quarta-feira (11), cotadas a R$ 79,93. No ano, no entanto, VALE3 acumula alta de quase 60%.
Segundo o BofA, decisões sobre remuneração aos acionistas seguem condicionadas à manutenção da dívida líquida expandida próxima de US$ 15 bilhões, de um caixa mínimo em torno de US$ 5 bilhões e ao suporte adicional que pode vir da geração de caixa da Vale Base Metals (VBM).
Ainda segundo o banco, o cobre permanece no centro da estratégia de crescimento da Vale. O banco relata que a administração reafirmou confiança de que a VBM alcance 700 mil toneladas por ano de produção de cobre até 2035.
De acordo com o BofA, com o ativo apresentando bom desempenho, ganhando escala por meio de investimentos de baixo capex e sem restrições de financiamento no momento, um eventual IPO da VBM é visto pela companhia principalmente como uma forma de financiar uma possível grande transação futura.
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No campo das oportunidades de expansão, o Bank of America disse que a Vale destacou maior convicção no potencial de Carajás, onde os gastos com exploração triplicaram. Já o projeto Hu’u segue tecnicamente desafiador, e a mineradora busca um parceiro para avançar com o ativo.
Em níquel, segundo o banco, os esforços de curto prazo estão concentrados na redução de custos para fortalecer o negócio e melhorar a rentabilidade.
O Bank of America também relatou que a Vale vê uma demanda saudável por minério de ferro. De acordo com o banco, a companhia acredita que a produção de aço bruto na China ficou estável ou ligeiramente acima do nível do ano anterior em 2025.
Os estoques portuários estão mais elevados, ainda segundo o Bank of America, principalmente devido a materiais menos líquidos e de menor teor, além de alguma atividade de blending nos portos.
O banco acrescenta que a Vale ressaltou que a demanda por seu portfólio permanece sólida, sustentada pela oferta limitada de produtos como o BRBF e pelo aumento dos prêmios à medida que o teor médio do minério global diminui.
A Europa, segundo o relato do Bank of America, continua apresentando desempenho melhor que o esperado, enquanto a Índia segue como um mercado relevante de crescimento no longo prazo — com cerca de 10 milhões de toneladas vendidas ao país no último ano.
Enquanto a Vale estuda a distribuição de dividendos extraordinários aos seus acionistas, a guerra no Oriente Médio não para — e afeta os negócios da companhia.
Segundo o BTG Pactual, as implicações envolvendo o conflito giram principalmente em torno dos custos de combustível e de frete, que a mineradora disse monitorar de perto.
A companhia opera com cerca de 75% de sua exposição a combustível protegida por hedge, política que já estava em vigor antes da guerra, o que ajuda a mitigar a volatilidade de curto prazo por meio de estruturas de collar de custo zero, disse o banco.
Como regra geral, a administração, de acordo com o BTG, indicou que um movimento de US$ 10 por barril no preço do petróleo se traduziria em um aumento de US$ 1 por tonelada nos custos totais (em base anualizada).
A exposição ao frete também está amplamente protegida, com quase 100% dos volumes contratados, segundo analistas.
Do lado da oferta, eventuais interrupções envolvendo o Irã poderiam retirar cerca de 10 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de material transportado por via marítima do mercado.
No entanto, o impacto final dependerá da duração do conflito e, mais importante, das implicações para a demanda global, acrescentou o banco.
O BTG segue recomendando a compra de Vale, com o preço-alvo de US$ 15, citando melhora nas perspectivas para cobre e níquel, boa geração de caixa mesmo com o minério perto de US$105 por tonelada e valuation ainda atrativo.
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