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VALE A PENA COMPRAR?

Qual ação da bolsa brasileira pode subir quase 80%, segundo o BTG?

Esta ação despencou 22% em 2026, mas banco BTG Pactual recomenda compra; potencial de alta chega a 79,5%

Floresta cortada por uma estrada de terra, vista de cima. Imagem da empresa Suzano.
Floresta cortada por uma estrada de terra, vista de cima - Imagem: Divulgação

Ela é líder global em seu setor, tem escala difícil de replicar, custos competitivos e uma gestão bem avaliada pelo mercado. E apesar da queda acumulada de 22,03% no ano, o BTG Pactual segue otimista com os papéis da companhia, reiterando a recomendação de compra para a ação.

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A empresa em questão é a Suzano (SUZB3). Segundo o BTG, a avaliação sobre a gestão da companhia continua positiva, mesmo em meio a um ambiente mais difícil para o setor de papel e celulose. Dessa forma, o banco manteve o preço-alvo de R$ 72,00 para SUZB3. Considerando o fechamento do papel a R$ 40,11 nesta sexta-feira (26), isso representa um potencial de valorização de 79,51%.

O cenário está difícil para Suzano: ainda vale a pena investir?

O principal ponto de atenção está na celulose. O BTG espera uma queda entre 5% e 10% nos preços da celulose na China nos próximos meses. O país é um dos principais compradores globais da commodity, mas os estoques seguem elevados, o que reduz o poder de reação dos preços.

Além disso, o banco destaca que o sentimento ao longo da cadeia produtiva ainda é fraco, enquanto o segmento de fibra longa permanece pressionado. Na prática, isso significa que o curto prazo ainda pode ser desafiador para empresas do setor.

Então por que o BTG ainda gosta da ação?

Apesar do pano de fundo adverso, o BTG Pactual avalia que a Suzano tem características que ajudam a atravessar esse momento com mais resiliência. Entre os pontos positivos, o banco cita os esforços da companhia para reduzir a dependência do mercado chinês e o foco na desalavancagem, ou seja, na redução do endividamento.

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Outro fator visto como positivo é a ausência de grandes aquisições no radar no curto e médio prazo. Para os analistas, isso reforça a prioridade da empresa em fortalecer o balanço.

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Ação ainda está barata?

Na visão do BTG, sim. O banco afirma que os papéis da Suzano seguem negociados a múltiplos descontados e com baixa presença nas carteiras dos investidores. Em outras palavras, a ação estaria fora do radar de boa parte do mercado — justamente em um momento em que o potencial de valorização calculado pelo banco é elevado.

O relatório também destaca que a Suzano mantém liderança no setor de papel e celulose, apoiada por escala operacional, competitividade em custos e qualidade de gestão.

O que pode pesar contra SUZB3?

Apesar da recomendação positiva, o BTG reconhece que a ação ainda não conta com grandes catalisadores no curto prazo. O aumento da oferta global de celulose, combinado a uma demanda mais fraca, pode continuar pressionando os preços da commodity e, consequentemente, o desempenho das ações.

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