Sem venda de um dos principais ativos, Oi (OIBR3) vê caixa minguar para R$ 19,6 milhões e pode ficar sem recursos para operar
O anúncio vem na esteira da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que barrou a venda da V.tal, que traria fôlego para a Oi executar as etapas centrais do plano de recuperação

Depois de ter a venda da participação na V.tal barrada pela Justiça, a Oi (OIBR3) viu o cinto apertar ainda mais, deixando a empresa mais próxima da falência.
O gestor judicial do grupo protocolou na noite de quinta-feira (9) uma petição no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) com as informações atualizadas sobre o agravamento da situação econômico-financeira da Oi, reforçando o alerta sobre a capacidade da empresa de manter as operações.
Segundo documento, o caixa da companhia de telecomunicações encolheu de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões.
Caso não ocorram mudanças no cenário ou a entrada de recursos, a Oi pode não ter recursos suficientes para manter as atividades de forma regular a partir do próximo mês, em 1º de agosto.
Porém, isso não significa que a companhia encerrará as operações nessa data, mas que, sem medidas adicionais, a continuidade operacional pode ser comprometida.
A petição foi apresentada enquanto a companhia aguarda a retomada do julgamento que definirá se a empresa permanecerá em recuperação judicial ou se terá a falência definitivamente decretada. A análise está suspensa após um pedido de vista.
Além disso, o anúncio vem na esteira da decisão da Justiça do Rio de Janeiro que barrou a venda da V.tal, maior empresa de infraestrutura digital e a primeira rede neutra de fibra óptica fim a fim do mercado brasileiro.
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O problema é que, após vender praticamente todos os seus ativos relevantes nos últimos anos, a Oi passou a depender da alienação de sua participação de 27,5% na V.tal para levantar recursos, reduzir o endividamento e executar as etapas centrais do plano de recuperação.
Vale lembrar ainda que, em novembro de 2025, a 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, vinculada ao TJ-RJ, converteu em falência a recuperação judicial da Oi e das subsidiárias, mantendo provisoriamente as atividades do grupo.
O impasse da venda da participação da Oi (OIBR3) na V.tal
No fim de junho, a Justiça suspendeu a venda da participação da Oi na V.tal, em resposta a recursos interpostos por credores e investidores.
Eles questionaram a homologação da proposta vencedora, que foi apresentada por BGC Fibra Participações, em conjunto com fundos e veículos de investimento ligados ao BTG Pactual.
Os credores e investidores alegaram que a operação desrespeitou regras previstas no plano de recuperação judicial e permitiu a venda do principal ativo remanescente da companhia por um preço muito inferior ao originalmente estabelecido no edital.
O plano previa um valor mínimo atualizado de cerca de R$ 12,3 bilhões para a participação, mas a oferta não teve sucesso. O consórcio liderado pelo banco foi o único a apresentar uma proposta, oferecendo R$ 4,5 bilhões, além de um earn-out de R$ 500 milhões condicionado a um futuro evento de liquidez.
Assim, o negócio foi rejeitado por 92,08% dos credores da chamada Opção de Reestruturação I, que consideraram o valor insuficiente e incompatível com o plano de recuperação.
*Com informações do Broadcast.
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