Embraer (EMBJ3), Marcopolo (POMO4), Iochpe (MYPK3): qual deve ser o impacto da Copa do Mundo nas ações, segundo o Safra
Em relatório, o banco concluiu que jogos de Copas anteriores envolvendo o Brasil não tiveram efeito estatisticamente significativo sobre a produção industrial

A Copa do Mundo 2026 pode movimentar sua vida social e até a sua carteira, com a comemoração de cada jogo, mas deve ter pouco impacto nas ações na bolsa de valores, avalia o Safra. O banco acredita que o campeonato deve ter impacto inicial limitado sobre os resultados das empresas.
Com o fuso horário, os primeiros jogos ocorrerão à noite, reduzindo possíveis perdas de produtividade. Isso porque algumas companhias tendem a adotar rodízios de turnos para permitir que funcionários acompanhem as partidas.
Essa avaliação também leva em comparação o histórico das competições anteriores. Em relatório, o banco concluiu que jogos de Copas anteriores envolvendo o Brasil não tiveram efeito estatisticamente significativo sobre a produção industrial. Ainda assim, partidas realizadas em horário comercial podem gerar interrupções temporárias na atividade.
O risco aumenta caso a seleção brasileira avance para fases mais decisivas, quando cresce a probabilidade de jogos durante o expediente.
Entretanto, dados históricos indicam que esses impactos tendem a ser diluídos nos resultados trimestrais.
Estimativas
Nas fases eliminatórias:
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- a probabilidade de jogos em horário comercial aumenta conforme o Brasil avança;
- se a seleção chegar à final, o número máximo seria de quatro partidas no horário de trabalho;
- no entanto, esse cenário tem baixa probabilidade (cerca de 10%).
O cenário mais provável, segundo o Safra, é:
- cerca de dois jogos em horário comercial (probabilidade próxima de 40%).
Impactos por empresa
O Safra avalia que a Embraer (EMBJ3) pode se beneficiar indiretamente de um eventual aumento na rentabilidade das companhias aéreas durante a Copa, o que favoreceria a renovação de frota. Ainda assim, a alta do combustível e riscos geopolíticos devem limitar esse efeito, sem mudanças relevantes na tese.
Para a Randoncorp (RAPT4), de peças e serviços para logística,, o banco vê possível aumento pontual na demanda por implementos voltados à distribuição de bebidas, mas o impacto tende a ser imaterial diante da escala da companhia.
No caso da Fras-le (FRAS3), subsidiária da Randoncorp que também vende peças de reposição, a expectativa é de leve pressão na demanda no curto prazo, com consumidores priorizando gastos ligados ao evento e adiando manutenção de veículos.
Já a Marcopolo (POMO4), fabricante de ônibus, deve ficar sem novos efeitos positivos. Os ganhos, via New Flyer, com investimentos em frotas na América do Norte, já foram capturados. A brasileira havia adquirido uma participação majoritária na fabricante canadense de ônibus, mas vendeu parte de sua fatia e mantém uma participação minoritária. “Diferentemente de 2014, não há novos ganhos relevantes”, dizem os analistas.
Para a Iochpe (MYPK3), fabricante de rodas e componentes de veículos, eventuais ajustes na produção em dias de jogos podem gerar ineficiências pontuais, mas sem impacto relevante nos resultados.
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