Petrobras (PETR4) afasta ruído político e diz que não há fato novo sobre recompra da Refinaria de Mataripe
Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa

Após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacenderem rumores sobre uma possível recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, a Petrobras (PETR4) decidiu se posicionar para conter especulações.
Em comunicado divulgado na noite de quinta-feira (26), a estatal afirmou que não há fatos novos que justifiquem qualquer divulgação sobre o tema. A manifestação busca afastar preocupações do mercado sobre uma eventual interferência política nos negócios da companhia.
A Petrobras reforçou que segue rigorosamente sua governança interna e que qualquer decisão de investimento — incluindo aquisições — passa por análises técnicas, econômicas e processos formais de aprovação.
Petrobras acompanha projetos estratégicos
A petroleira destacou que o diretor de relações com investidores (DRI) acompanha de forma permanente os projetos estratégicos, incluindo oportunidades no segmento de refino.
"O DRI acompanha constantemente os projetos da área de desenvolvimento de negócios da Petrobras, devido ao seu caráter estratégico, e possui informações atualizadas sobre o projeto da RefMat, entendendo não ser necessário consultar outras áreas da companhia ou terceiros sobre o tema", informou a empresa.
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Na terça-feira (24), a Petrobras já havia afirmado que "analisa continuamente oportunidades de investimentos e negócios, inclusive eventual aquisição da Refinaria de Mataripe", mas também reforçou que não existiam informações adicionais a serem divulgadas.
Sobre a Refinaria de Mataripe
Antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), a refinaria localizada em Mataripe, região metropolitana de Salvador, é a segunda maior do país e a mais antiga em operação, desde setembro de 1950.
Em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, a refinaria foi vendida à Mubadala Capital, gestora que representa o fundo de investimento do governo de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, por US$ 1,65 bilhão (R$ 10 bilhões à época).
Com capacidade de refino de 300 mil barris por dia — cerca de 14% da capacidade total do país —, a refinaria produz óleo diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, solventes, lubrificantes e gás de cozinha (GLP), entre outros produtos.
*Com informações da Agência Brasil
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