Ações da Embraer (EMBJ3) lideram altas do Ibovespa com acordo bilionário e novo combustível para carteira de pedidos do 2T26
Azorra amplia encomenda pela terceira vez desde 2021 e reforça a demanda global pelos jatos E2 da fabricante brasileira

A Embraer (EMBJ3) ganhou mais um voto de confiança de um de seus principais clientes na aviação comercial. Pela terceira vez em menos de cinco anos, a Azorra decidiu ampliar sua aposta na fabricante brasileira e encomendou mais aeronaves da família E2.
O novo contrato prevê a compra firme de 15 jatos E195-E2, além de direitos para adquirir outras 15 unidades no futuro.
Pelos preços de tabela, o acordo adiciona cerca de US$ 1,26 bilhão (R$ 6,47 bilhões) à carteira da companhia e pode alcançar US$ 2,52 bilhões (R$ 12,9 bilhões) caso todas as opções sejam exercidas.
- Veja também: Embraer (EMBJ3) entra no radar da FAA: agência dos EUA manda inspecionar jatos executivos após problema em testes
Com o novo acordo, o total de pedidos firmes da Azzora salta de 39 para 54 aeronaves, se consolidando como uma das principais parceiras comerciais da Embraer no segmento.
O contrato também ajudou a Embraer a atingir um novo marco comercial: a família E2 superou a marca de 500 aeronaves vendidas desde o lançamento do programa.
Após o anúncio, as ações da Embraer ganharam os céus da bolsa brasileira nesta sexta-feira. Em uma sessão majoritariamente negativa para o mercado local, EMBJ3 subia 4,62% por volta das 11h10 e liderava a ponta positiva do Ibovespa, cotada a R$ 72,89.
Leia Também
Novo combustível para o 2T26
Segundo a Embraer o novo pedido da Azorra será incorporado à carteira de encomendas da companhia no segundo trimestre de 2026.
Nas contas do JP Morgan, após este pedido, a carteira de pedidos firmes (backlog) comercial da Embraer no 2T26 deve ficar em cerca de US$ 15,6 bilhões.
Segundo o banco norte-americano, assumindo um preço de lista do E2 de US$ 84,1 milhões por aeronave, este pedido representa 4% do backlog agregado reportado no trimestre passado.
"Isso corrobora o discurso da Embraer de que, até agora, a guerra EUA-Irã não impactou a expansão do backlog, a demanda das companhias aéreas por suas aeronaves e a execução das entregas", afirmam os analistas.
Avião da Embraer vira “peça-chave” para companhias aéreas
Na visão da Embraer, o pedido também reforça o papel que o E195-E2 vem desempenhando na estratégia de expansão e renovação de frota das companhias aéreas ao redor do mundo.
Para a fabricante brasileira de aviões, o movimento reforça o interesse das companhias aéreas por aeronaves de menor porte, mais eficientes em consumo de combustível e capazes de atender mercados regionais sem sacrificar rentabilidade.
“Ultrapassar 500 pedidos do E2 é um momento de alegria para a Embraer e reflete a crescente demanda por aeronaves de tamanho adequado e mais eficientes”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da divisão de Aviação Comercial da Embraer.
Segundo John Evans, CEO e fundador da Azorra, a decisão de ampliar novamente a encomenda reflete a procura crescente por aeronaves capazes de combinar eficiência operacional, menor consumo de combustível e flexibilidade de operação.
“Nosso investimento contínuo no E2 da Embraer reflete a forte demanda que estamos observando por parte de companhias aéreas em todo o mundo”, afirmou o executivo.
Na avaliação da Azorra, o E2 tem se mostrado uma alternativa especialmente atraente para empresas que buscam abrir novas rotas, aumentar frequências em mercados existentes e modernizar suas frotas sem os custos associados a aeronaves maiores.
A trajetória da família E2 da Embraer
Desde a entrada em serviço da nova geração de jatos comerciais da Embraer, a família E2 vem ampliando sua presença no mercado global.
Atualmente, mais de 200 aeronaves estão em operação, distribuídas entre 24 clientes ao redor do mundo.
O E195-E2, principal modelo da família, é hoje o maior avião comercial produzido pela Embraer e tem como principal argumento de venda a eficiência operacional.
Segundo a Embraer, a aeronave oferece menor consumo de combustível, redução de emissões, níveis mais baixos de ruído e elevada confiabilidade operacional.
MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO