Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

AFUNDADA EM DÚVIDAS

CSN (CSNA3) sonda venda de até 100% do negócio de siderurgia; veja os planos da companhia para sair do sufoco do endividamento

A divisão de siderurgia é só uma das que podem sair das mãos da CSN neste ano. Neste mês, a companhia anunciou ao mercado o início de um plano para venda de parte de seus ativos, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa.

Karin Salomão
Karin Salomão
26 de janeiro de 2026
16:52 - atualizado às 17:34
Imagem: iStock/FG Trade

Em um plano bilionário para sair do sufoco das dívidas e vender participações em diversos negócios da holding, a CSN (CSNA3) já está sondando potenciais compradores para o desinvestimento em seu negócio de siderurgia, de acordo com o Valor Econômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fontes ouvidas pelo jornal apontam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica e deve contratar uma assessoria em breve. Até então, a diretoria da CSN estava focada em convencer o mercado a respeito da história de recuperação de sua divisão de siderurgia.

O negócio possui um portfólio diversificado, com uma presença estratégica não apenas no Brasil, mas também na Europa e nos EUA. O Ebitda da divisão foi de 6,9% no terceiro trimestre de 2024 para 9,4% no mesmo período do ano anterior.

Os desinvestimentos da CSN

A divisão de siderurgia é só uma das que podem sair das mãos da CSN neste ano. Neste mês, a companhia anunciou ao mercado o início de um plano para venda de parte de seus ativos, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa.

Ela pretende levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões e chegar a uma alavancagem — a relação entre dívida e Ebitda — de uma vez no médio prazo. As vendas devem começar no terceiro trimestre deste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com menos dívidas, a CSN deve focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento. Além do fortalecimento do caixa, as vendas também podem ajudar a empresa a enxugar as contas. As despesas anuais com juros poderão ser reduzidas em cerca de 21% a 25%, com economia de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,8 bilhão, estima a Genial.

Leia Também

Ainda que o plano seja ousado e os resultados previstos promissores, o mercado ainda está cético. Afinal, não é a primeira vez que a companhia anuncia planos de vender negócios para reduzir a dívida.

Um problema grande é o timing. Por mais que a CSN esteja disposta a vender, ela precisa encontrar compradores, que ofereçam preços adequados para os ativos e em transações que sejam benéficas para ela.

"Acreditamos que o alvo de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões é possível, mas o timing para esses acontecimentos é sempre difícil de prever", acredita o Itaú BBA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A execução bem sucedida da agenda de desinvestimentos tem potencial para destravar valor na companhia, especialmente se acontecer no período indicado e pelos preços esperados, o que ainda está incerto para nós", diz a XP em relatório.

A Genial tem recomendação neutra para as ações e preço-alvo de R$ 9,50 — atualmente, o papel é negociado a R$ 10,14, o que implicaria em um encolhimento desse valor. O Itaú BBA tem preço-alvo de R$ 9,50.

Cimento é o peso-pesado da desalavancagem

Para o mercado, a venda dessa divisão deve ser a mais simples e viável, e seria o principal motor para dar tração para a redução das dívidas.

A divisão de cimento da companhia tem sete plantas integradas, seis moinhos, 27 centros de distribuição e três terminais logísticos. A CSN conta com assessoria do Morgan Stanley no segmento de cimentos. Segundo o Itaú BBA, só essa venda já seria capaz de colocar pelo menos R$ 10 bilhões nos bolsos da CSN.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia tentou abrir o capital de sua divisão de cimentos com um IPO entre 2021 e 2022, mas o cenário macroeconômico não favorecia o movimento.

Desde então, a companhia passou a sondar o mercado para uma venda de uma fatia minoritária no negócio. Agora, mudou o tom e considera abertamente a venda de uma participação majoritária (ou até mesmo 100%) de sua divisão de cimento — inclusive em um prazo curto.

"Nós vemos essa mudança de postura de forma positiva. O mercado de capitais de ações continua desafiador, especialmente para IPOs no Brasil, enquanto uma transação privada com um investidor estratégico ou financeiro parece significativamente mais viável", diz o Itaú BBA.

Uma vantagem é que a CSN Cimentos opera como um negócio independente, com geração própria de caixa e um balanço saudável. Apenas com essa venda, especialistas acreditam que a redução do endividamento já pode chegar a um múltiplo de 2 vezes, se o valuation da divisão for de 7,5 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pacote de infraestrutura

Já a monetização da infraestrutura é mais complexa. Isso porque os negócios são altamente conectados entre si e com as outras divisões da CSN.

São sete negócios, distribuídos entre portos, ferrovias e logística: MRS Logística, TECAR, Tecon (Sepetiba Tecon), FTL, Tora Logística, Transnordestina Logística (TLSA) e Neolog.

Eles estão estrategicamente integrados à logística de mineração e siderurgia, fortalecem a posição competitiva da CSN. Além disso, esses ativos também ajudam a estabilizar resultados da CSN em tempos mais difíceis, já que têm fluxos de caixa mais resilientes.

Dessa forma, a preferência da companhia é por vender apenas participações minoritárias. A ideia é vender uma participação na holding que concentra todos esses ativos; a empresa deve se desfazer de uma fatia no cluster do Sudeste neste ano, e no Nordeste no ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mineração continua puxando o ferro para a CSN

A divisão CSN Mineração (CMIN3) deverá sendo o principal motor de crescimento da holding. A empresa é a sétima maior exportadora de minério de ferro do mundo, com quase 3 bilhões de toneladas em reservas, com uma longa vida útil de exploração.

Nos últimos anos, as margens Ebitda se mantiveram entre os 40% e 50%, "apoiadas por uma forte execução operacional e um portfólio cada vez mais voltado para produtos de alta qualidade”, diz a Genial. Cerca de 65% da empresa está baseada na extração de ferro.

S&P rebaixa rating

Na última semana, a agência classificadora de riscos S&P Global rebaixou a nota de crédito da CSN de ‘BB-’ para ‘B+’ na escala global, tendo em vista os riscos de execução e prazo do plano anunciado pela companhia para redução da alavancagem.

Atualmente, os analistas da S&P Global projetam uma alavancagem ajustada acima de 5,0 vezes em 2026, na ausência da venda de ativos. A agência colocou ainda uma perspectiva negativa, que indica uma em três chances de outro rebaixamento nos próximos 12 meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Embora reconheçamos os esforços da empresa para melhorar sua estrutura de capital e reduzir a carga de juros, acreditamos que há riscos para a execução tempestiva dessas transações expressivas, o que pode postergar uma melhoria na alavancagem”, avaliam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
GARANTIA A CREDORES

Oi (OIBR3) recebe autorização para venda de seu principal ativo, mas dinheiro não vai para ela

2 de abril de 2026 - 8:53

A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões

MAIS PERTO DO NÍVEL MÁXIMO

Axia Energia (AXIA6) dá mais um passo na direção do carimbo final rumo ao Novo Mercado; saiba o que falta agora

1 de abril de 2026 - 19:54

O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos

ENTRE PERDAS E RECUPERAÇÃO

O prejuízo volta na Marisa (AMAR3), mas menor: o que o balanço do 4T25 revela sobre o futuro da varejista de moda

1 de abril de 2026 - 11:33

Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

ENTRE A GUERRA E AS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) bate recordes, aumenta preço do querosene, e Bruno Moretti deixa conselho; entenda o que acontece na estatal

1 de abril de 2026 - 11:03

O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

Time for Fun

Mais uma empresa deixará a bolsa: T4F (SHOW3) anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

1 de abril de 2026 - 9:28

O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

SD ENTREVISTA 

Boa Safra (SOJA3) freia após crescer rápido demais, mas CEO revela: ‘estamos prontos para um grande negócio’

1 de abril de 2026 - 6:12

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses 

ALÉM DO MINÉRIO DE FERRO

No coração da estratégia da Vale (VALE3), metais básicos devem compor o motor de lucros da mineradora

31 de março de 2026 - 17:45

Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos

COMPOUNDER

Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários

31 de março de 2026 - 14:10

Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

ELE NÃO ERA O ÚNICO PROBLEMA

CEO sai, ação sobe: por que o mercado comemorou a saída de Rafael Lucchesi da Tupy (TUPY3)

31 de março de 2026 - 12:30

A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano

REDUZINDO AS DÍVIDAS

MRV (MRVE3) faz a maior venda até então no plano de desinvestimento da Resia, nos EUA, por US$ 73 milhões; confira os próximos passos

31 de março de 2026 - 12:01

Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados

SINAIS DE VIRADA?

Gol melhora, mas ainda não decola: prejuízo cai 72% e chega a R$ 1,4 bilhão no 4T25; veja os destaques do balanço

31 de março de 2026 - 11:22

Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre

TÍTULOS DE DÍVIDA

Mais dinheiro na mesa: JBS (JBSS32) emite US$ 2 bilhões em bonds com taxas de até 6,4% ao ano

31 de março de 2026 - 10:55

Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”

VIROU A CHAVE

Nubank (ROXO34): mercado aperta “vender”, XP manda “comprar” — e vê rali de mais de 50% para as ações

31 de março de 2026 - 10:16

Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação

VIRADA ESTRATÉGICA

Fundadores deixam conselho da Natura (NATU3) pela primeira vez: por que analistas acreditam que a reestruturação na liderança é positiva

31 de março de 2026 - 9:46

A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança

MOMENTO DE VIRADA

Natura (NATU3) dá mais um passo na reestruturação — e traz um gigante global para perto

30 de março de 2026 - 20:04

Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado

LÍDERES NO MEIO DA CRISE

Ações do Grupo Pão de Açúcar caem após mudanças no conselho de administração: assembleia reduz mandato e elege novos conselheiros

30 de março de 2026 - 14:10

Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3

VAI TER ACORDO?

Com fim da RJ, Americanas (AMER3) pode destravar venda do Hortifruti Natural da Terra, diz jornal

30 de março de 2026 - 10:03

O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Credores avaliam cisão na Raízen (RAIZ4) e exigem aporte maior das controladoras Cosan (CSAN3) e Shell, diz jornal

29 de março de 2026 - 15:50

Bancos credores e os detentores de títulos de dívida estão entendendo que segregar os negócios de usinas e os de distribuição de combustíveis pode ter um sentido econômico relevante para todos

FALTA DE PAGAMENTO

Banpará anuncia fim de contrato com a Entrepay após liquidação extrajudicial pelo BC

29 de março de 2026 - 13:30

Principalmente pequenos comerciantes reclamavam que a empresa estava retendo recursos de vendas feitas em suas maquininhas de cartão. Alguns lojistas fizeram reclamações na internet de perdas de mais de R$ 100 mil em vendas feitas e não recebidas

OTIMIZAÇÃO

Fim da linha para o Itaucard: a reorganização societária do Itaú (ITUB4) que coloca fim à subsidiária

28 de março de 2026 - 13:59

Para quem investe em ITUB4, o anúncio é neutro no curto prazo. O banco destacou que a reorganização não terá impacto financeiro.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia