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Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Durante anos, o mercado flertou com a ideia de uma oferta de ações (IPO) da Bradesco Seguros. A listagem nunca vinha — mas a tese permanecia viva. Agora, ela ressurge com uma cara diferente, e um escopo bem mais ambicioso. O Bradesco (BBDC4) anunciou nesta sexta-feira a criação da Bradsaúde, um conglomerado que reúne todos os ativos de saúde do grupo e que já nasce com musculatura de gigante.
Agora, o objetivo do grupo não é a listagem de uma seguradora isolada, mas a consolidação de empresas como Bradesco Saúde, Odontoprev (ODPV3), Atlântica Hospitais e outros ativos do grupo.
O plano não é apenas reorganizar a casa, mas sim montar o maior ecossistema integrado de saúde suplementar do país — e, no fim do caminho, levá-lo ao Novo Mercado da B3.
A futura companhia estreia com números que ajudam a explicar o tamanho da ambição: R$ 52 bilhões em receita, R$ 3,6 bilhões em lucro líquido e um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 24%.
No lado operacional, são mais de 13 milhões de beneficiários, cerca de 3,6 mil leitos hospitalares e 35 clínicas próprias logo na largada.
A ambição é integrar toda a jornada do paciente — do plano de saúde ao hospital, da atenção primária ao tratamento oncológico, passando por tecnologia, diagnóstico e dados — sob um mesmo guarda-chuva.
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Na prática, o desenho estratégico é ambicioso. A ideia é consolidar a liderança em receitas nos segmentos de planos de saúde e odontológicos, enquanto acelera a expansão da Atlântica Hospitais para posicioná-la entre as maiores redes hospitalares do país.
Ao mesmo tempo, o grupo quer ganhar escala na atenção primária e no atendimento oncológico, abrir novas frentes de negócios e aprofundar a integração entre serviços, tecnologia e distribuição.
Há também um componente comercial relevante: ampliar a oferta de produtos e serviços por meio da rede de corretores e dos canais próprios do banco, especialmente em nichos considerados estratégicos — como pequenas e médias empresas (PMEs), onde ainda há espaço para aumentar penetração e fidelização.
A nova estrutura consolida ativos que já eram relevantes isoladamente, mas que agora passam a operar como um bloco único.
A espinha dorsal é a Bradesco Saúde, líder no segmento, com R$ 41 bilhões de faturamento, R$ 3,4 bilhões de lucro e 3,9 milhões de beneficiários ao fim de 2025.
Ao lado dela está a Odontoprev (ODPV3), líder em planos odontológicos, com mais de 9 milhões de clientes, rede credenciada superior a 27 mil profissionais, receita de R$ 2,4 bilhões e lucro de R$ 550 milhões no último ano.
A engrenagem inclui ainda:
O desenho é sair da lógica fragmentada — operadora de um lado, hospital de outro, laboratório em outro CNPJ — e operar como plataforma integrada.
Em um setor pressionado por custos crescentes, envelhecimento populacional e judicialização, controlar mais elos da cadeia significa ganhar eficiência, previsibilidade e poder de negociação.
A criação da Bradsaúde envolve algumas etapas técnicas e regulatórias. Primeiramente, as ações da Odontoprev e da Bradesco Gestão de Saúde (BGS), que hoje estão sob a Bradseg Participações, serão transferidas diretamente para o balanço do Banco Bradesco.
Depois, a Odontoprev incorporará a totalidade das ações da BGS, tornando-a sua subsidiária integral. É nesta etapa que ocorre a mudança oficial do nome para Bradsaúde S.A.
Para que a Bradsaúde atue apenas como uma holding, sociedade que controla outras empresas, ela transferirá sua carteira de planos odontológicos e ativos operacionais para a Mediservice. Assim, a Mediservice passa a ser a operadora direta dos planos dentários do grupo.
Ao final do processo, o Bradesco passará a deter 91,35% do capital da nova companhia, enquanto os atuais acionistas minoritários da Odontoprev ficarão com 8,65%, com ações em circulação no mercado (free float).
Em outras palavras, trata-se de um IPO reverso, que fará com que a Odontoprev seja "alçada ao papel de consolidadora do ecossistema de saúde da Organização Bradesco, passando a controlar a totalidade dos seus negócios de saúde", segundo o fato relevante enviado ao mercado.
O objetivo declarado é listar a Bradsaúde no Novo Mercado, o segmento de mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira.
A transação, no entanto, ainda depende de condições suspensivas usuais, incluindo aprovações regulatórias.
Para o mercado, a mensagem da administração é destravar valor e dar foco estratégico a um negócio que já é uma das principais fortalezas do grupo.
A Bradesco Seguros tem sido um dos pilares mais resilientes nos resultados do Bradesco nos últimos trimestres. E, na visão da administração, há espaço para acelerar.
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, afirmou que a seguradora é parte essencial do modelo de negócios do grupo, estruturado sobre dois pilares: financeiro e seguridade.
Segundo o executivo, o movimento anunciado amplia as possibilidades de crescimento e transformação da organização.
Já Ivan Gontijo, presidente da Bradesco Seguros, descreveu a criação do conglomerado como " “fruto da estratégia que vem sendo adotada pelo grupo ao longo dos últimos anos”, baseada na percepção de que ainda há espaço a ser ocupado na saúde suplementar brasileira — especialmente diante da demanda crescente.
“Temos a convicção de que a criação desse ecossistema fundamenta os alicerces necessários para ampliar a atuação do grupo no segmento de saúde, permitindo o aproveitamento das oportunidades de negócio”, afirmou Gontijo, em nota.
Já Elsen Carvalho, CEO da Odontoprev, destacou o potencial de expansão em segmentos ainda pouco penetrados, principalmente no mercado massificado de seguro dental, “combinando escala e potencial de mercado e elevando ainda mais as sinergias de negócios”.
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