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Valorização artificial do peso e inflação ainda alta fizeram com que os serviços de turismo e a hotelaria tivessem um aumento significativo de preços
A Argentina tinha se tornado o novo Eldorado dos turistas brasileiros. É bem provável que, nos últimos anos, algum conhecido seu (ou você mesmo) tenha aproveitado um feriado prolongado para dar um “pulinho” em Buenos Aires — que, diga-se de passagem, estava mais barata que alguns dias em Trancoso. Ou talvez você tenha tido um “gostinho” de Alpes Suíços em um destino muito mais próximo e econômico até então: Bariloche.
O território dos hermanos oferece opções de turismo para todos os gostos: de praias a montanhas, de neve a deserto, de cidades cosmopolitas vibrantes a pequenas vilas com vinícolas.
E, antes, essas opções também cabiam em muitos bolsos.
A situação mudou desde que Javier Milei assumiu a presidência e empreendeu uma série de medidas econômicas para lidar com a inflação galopante da Argentina. No frigir dos ovos, o país deixou de ser uma pechincha e passou a se equipar a vizinhos como Chile e Uruguai.
Com isso, muitos brasileiros vão precisar refazer as contas, se quiserem desfrutar da temporada de inverno no Cerro Catedral, a montanha mais célebre e disputada de Bariloche.
A distorção do valor do peso em relação ao dólar e ao real era algo tão complexo que tornou-se comum para os turistas usarem o câmbio paralelo (“blue”).
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Se você foi para a Argentina recentemente, deve se lembrar que a dica principal de todos os especialistas era não trocar os reais por pesos no Brasil, e sim esperar para chegar no país e fazer o câmbio nas cuevas, que negociavam por um valor bem mais atrativo.
Além do câmbio favorável, os preços das refeições — e dos vinhos — também eram um outro atrativo, principalmente para os brasileiros acostumados com o alto custo da gastronomia em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
Era normal para um turista jantar em um restaurante argentino estrelado pagando um valor bem mais acessível do que em um local equivalente no Brasil.
“O câmbio, especialmente o paralelo, estava favorecendo muito o turista estrangeiro. E as pessoas optavam pela Argentina em detrimento de outros destinos no mundo. Excluindo a parte aérea, o custo do país era até 50% menor do que em outros países da América Latina, como Chile e Colômbia”, relembra Gianlucca Nahas, CEO da agência de turismo FlyBy.

A decisão de Milei de sustentar uma valorização artificial do peso, mesmo com a inflação ainda alta, mudou tudo para o turismo.
Por um lado, os argentinos viram os salários subirem em dólares, o que impulsionou as viagens dos hermanos para países vizinhos, incluindo o Brasil.
Por outro, a Argentina tornou-se um país caro, com os preços dos serviços turísticos ficando cada vez mais puxados. Alimentação, transporte, hotelaria… todos esses segmentos tiveram que se adaptar à inflação que, dessa vez, não teve o câmbio barato para “compensar” os efeitos.
Nahas comenta que agora, sem contar as passagens aéreas (que até ficaram mais baratas devido à queda da demanda), uma viagem para o país está até 70% mais cara para os brasileiros.
Já quando o assunto são as viagens de luxo, a Argentina, na verdade, nunca foi barata, uma vez que os melhores hotéis sempre tiveram tarifas dolarizadas, explica a sócia da agência de luxo Matueté, Gabriela Figueiredo. “O que encareceu muito foram os serviços, mas proporcionalmente são coisas que impactam menos [do que os hotéis].”
A “vantagem” para esse segmento da indústria turística é que o público de alta renda é menos afetado pela alta das tarifas, por já estar habituado a preços mais altos, explica Figueiredo.
Como consequência do encarecimento, o número de turistas internacionais no país caiu quase 20% comparando janeiro de 2024 e janeiro de 2025, de acordo com dados do INDEC (Instituto Nacional de Estadística y Censos de la República Argentina).
Já o número de argentinos que viajaram para fora do país subiu 73% em comparação com 2024.
É importante ressaltar que o turismo representou quase 9% do PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina em 2023, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. Portanto, uma crise no setor pode ter impactos relevantes para a economia.

Com cinco dias em Bariloche, já é possível fazer o “básico” dos principais passeios e aprender o suficiente de ski e/ou snowboard para aproveitar a montanha de neve.
A temporada de inverno, que começa no final de junho e se estende até os primeiros dias de setembro, é a mais procurada pelos turistas estrangeiros. Para os argentinos, Bariloche também é visto como um belo destino de verão, por conta dos lagos e do clima bucólico e mais ameno, para quem quer fugir das ondas de calor.
Através do Google Flights, calculamos o preço médio das passagens para uma viagem entre os dias 1º e 6 de julho, partindo de São Paulo.
Com escalas, geralmente em Buenos Aires, a ida e volta saem por cerca de R$ 3.200 por pessoa. Se quiser um voo direto, o valor já sobe para perto de R$ 3.700.
Entre as companhias aéreas que operam o trecho, estão a Gol, a LATAM, a Aerolíneas Argentinas e a Azul. Nos períodos de alta temporada, é normal que o número de voos diários aumente, o que dá mais flexibilidade aos viajantes.
A cidade é bem servida de hospedagens, com opções tanto no centro, perto dos principais serviços, lojas e restaurantes, quanto na saída para o Cerro Catedral. É possível encontrar também muitas cabanas e apartamentos, com vistas bonitas para as montanhas.
Hotéis e pousadas simples, mas bem-avaliados no Booking (nota acima de 8), saem por volta de R$ 2.000 para as cinco diárias.
Hospedagens mais luxuosas, como o hotel Heaven Catedral e o Llao Llao Resort, não se encontram por menos de R$ 10.000, pela mesma quantidade de dias.
No inverno, também é preciso considerar o aluguel de roupas adequadas para a neve, assim como os passeios para as estações de ski e demais atrações turísticas.
Os preços variam bastante de acordo com o esperado pelo viajante, pelo tempo e pelo meio de transporte usado. Um tour privado por Bariloche pode sair por cerca de R$ 3.000, enquanto uma opção mais econômica sai a R$ 200.
A recomendação de Gabriela Figueiredo, da Matueté, é tentar fechar todos os passeios com cotação em dólar, antes da viagem, e deixá-los pré-pagos, para não ficar refém do câmbio instável da Argentina.
No centro de Bariloche, é possível encontrar tanto as lojas para aluguel de trajes invernais quanto as agências de turismo receptivo. Caso você queira sentir o clima da cidade antes de definir os passeios, com certeza encontrará opções para decidir na hora.
Quanto à alimentação, planeje-se para uma média de R$ 80 a R$ 100 a refeição, em restaurantes bem avaliados da cidade.
Por ser um destino com muitas atividades esportivas, é recomendável contratar também um seguro viagem, ainda que a contratação não seja obrigatória para entrar na Argentina. Algumas bandeiras de cartão de crédito oferecem o serviço gratuitamente.

A popularidade de Bariloche, principalmente entre os brasileiros, acabaram levando a cidade a sofrer com o fenômeno do overtourism na alta temporada.
A boa notícia é que, para quem quer fugir da superlotação de Bariloche, existem outras opções tanto na Argentina quanto no Chile.
“O destino é bonito, tem bons hotéis, a neve é boa. Mas como ficou superlotado, a cidade perdeu muito charme. Então, os viajantes estão procurando alternativas”, diz Gabriela Figueiredo.
Claro, a estrutura não é a mesma das cidades invernais mais célebres da Europa e dos Estados Unidos. Segundo a sócia da Matueté, para o turista de luxo, é difícil encontrar o “pacote completo da cidade charmosa, do hotel bom, da pista incrível, proximidade do aeroporto, da proximidade da pista do hotel”.
Ainda assim, alguns destinos argentinos e chilenos têm se destacado para quem busca neve próximo ao Brasil.
Na própria Argentina, a Rota dos 7 Lagos, entre San Martín de los Andes e Villa La Angostura, é uma opção um pouco mais fora do senso comum, com a vantagem de ser próxima de Bariloche, o que facilita a operação logística e até permite um “pulinho” na cidade.
No extremo sul do país, Ushuaia, considerada a “cidade do fim do mundo” por ser a cidade mais austral do planeta, também tem se destacado como opção para o inverno.
Para Gianlucca Nahas, da FlyBy, o Chile tem uma estrutura “com muito mais qualidade dos meios de elevação do que a Argentina”.
Nesse sentido, ele indica as estações de La Parva e Valle Nevado, que já estão vendendo ingressos para a temporada de inverno de 2025 no site oficial.
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