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O conselho municipal da capital francesa aprovou no mês passado um protocolo de acordo para relançar a reforma da Torre Montparnasse, um polêmico prédio dos anos 1970 que ficou conhecido como a “cicatriz” da cidade
Os quase 50 milhões de turistas que Paris recebe todo ano são a prova de que a cidade mais visitada do mundo também tem uma das arquiteturas mais bonitas entre as grandes metrópoles globais.
O visual da capital francesa permanece praticamente intocado desde a grande reforma urbana do século 19, quando Paris adotou o estilo haussmanniano, com avenidas arborizadas largas e edifícios de feitos em pedra bege claro, com fachadas padronizadas cheias de adornos.
O resultado é uma aparência homogênea que ainda define Paris e a torná facilmente identificável. Existe, porém, um “estranho no ninho”. O Edifício Montparnasse, prédio mais emblemático da cidade, é um espigão de aço de 210 metros de altura que desagrada por sua aparência “agressiva” e destoante quando comparado às outras construções.

Já faz décadas que os parisienses reclamam do prédio, que destaca-se por suas janelas pretas foscas, um paradigma da arquitetura moderna e brutalista. Em 2017, um consórcio de escritórios de arquitetura venceu um concurso para reformar o lugar, mas nada saiu do papel.
No mês passado, porém, a polêmica história ganhou mais um capítulo. O conselho municipal de Paris aprovou um acordo para finalmente relançar a reforma do Montparnasse. A previsão inicial é de que os trabalhos começarão até o final do próximo ano.
Os locais torcem o nariz para a Torre Montparnasse porque o prédio simplesmente não se “encaixa” no horizonte compartilhado com a Torre Eiffel, o Panteão, a Catedral de Notre-Dame e outros inúmeros ícones arquitetônicos.
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O principal motivo dessa inadequação é a altura. Na Paris intramuros, somente a Torre Eiffel, que tem 330 metros da base ao topo, supera o edifício Montparnasse em altura.

Logo após o arranha-céu ter sido erguido, em 1973, ele foi apelidado de a “cicatriz” de Paris. Quatro anos depois, a cidade proibiu novos prédios com mais de 6 andares e 37 metros de altura, a fim de garantir a harmonia visual que é tão importante para os parisienses.
O desgosto pelo Montparnasse não é exclusivo. Os habitantes de Paris são historicamente conhecidos por se oporem a grandes mudanças na cidade. A Torre Eiffel, construída em 1889 para a Expo Paris, também foi recebida com críticas. O mesmo aconteceu na década de 1980, quando o Museu do Louvre instalou suas famosas pirâmides de vidro, acusadas de serem “radicais” naquela época.

Com 59 andares de escritórios que já acolheram executivos e gabinetes políticos, incluindo o do presidente Emmanuel Macron, a reforma do Montparnasse acontecerá em todos os pisos – especialmente na parte de fora do edifício, uma “maquiagem” esperada há décadas.
O escritório de arquitetura responsável é o Nouvelle AOM, que promete transformar a torre em um “ícone da revolução energética”. Para isso, as 7.200 janelas opacas escuras serão trocadas por vidraças claras e transparentes, melhorando o visual da torre, mas também ajudando a poupar energia devido à economia no uso de ar condicionado.

Outra mudança é que o prédio ganhará novos espaços de uso, como hotéis, restaurantes e lojas. O novo centro comercial tem como objetivo atrair os parisienses que têm virado as costas para a torre há pelo menos 50 anos.
Em vez do famoso observatório no topo do prédio, que tem uma das vistas mais bonitas de Paris por 24 euros (cerca de R$ 150 na cotação atual), a reforma trará uma imensa estufa verde, com diversos tipos de plantas e árvores – espaço também aberto à visitação.

Se para muitos países os arranha-céus são sinônimo de modernidade e ao progresso, na Europa, eles não fazem tanto sucesso.
De acordo com o Tall Buildings and Urban Habitat, uma associação independente dos Estados Unidos que define os prédios mais altos do mundo, a prevalência de torres quilométricas no mundo se concentra nos Estados Unidos, em alguns reinos do Oriente Médio e em países asiáticos como China e Japão.
Por outro lado, a Europa demonstra certa aversão em relação à verticalização extrema. Apenas sete dos mil edifícios mais altos do planeta ficam na União Europeia. Já na lista dos 100 mais altos, os exemplares europeus vêm da Rússia e Turquia.
A presença de inúmeros monumentos históricos é um dos motivos que fez a Europa não ter adotado uma arquitetura tão verticalizada. O velho continente é conhecido por preservar sua arquitetura secular, e não faria sentido “esconder” o Panteão de Roma ou a Acrópole de Atenas atrás de prédios espelhados.
A legislação europeia também é bem rígida em relação à verticalização. Mesmo em Londres, uma das metrópoles mais modernas do mundo, repleta de prédios altíssimos, existem leis que proíbem a construção de edifícios que prejudiquem a visão de seus monumentos mais famosos.
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