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O negócio envolve o portfólio de contratos de trading de energia mantido pela Raízen no mercado livre; entenda
Pressionada por um nível de endividamento que vem pesando sobre o balanço há meses, a Raízen (RAIZ4) decidiu acelerar a revisão do portfólio e avançar em mais um movimento relevante de desinvestimento.
Segundo informações da Reuters, a companhia fechou nesta sexta-feira (19) a venda de sua divisão de comercialização de energia no mercado livre para a Tria Energia, empresa controlada pela gestora Pátria Investimentos. O valor da transação não foi divulgado.
O negócio envolve exclusivamente o portfólio de contratos de trading de energia mantido pela Raízen no mercado livre.
Ficaram fora da operação os ativos de geração distribuída, assim como os contratos e usinas de geração centralizada que integram a Raízen Power, braço de energia do grupo.
A venda representa mais um passo da companhia na tentativa de simplificar a estrutura operacional e aliviar a pressão financeira, em um momento em que o mercado acompanha de perto os esforços da Raízen para reduzir alavancagem e reforçar a disciplina de capital.
Em comunicado ao mercado, a Raízen afirmou que a operação está em linha com sua estratégia de desinvestimento em ativos de energia, com foco na otimização da estrutura de capital e na concentração em negócios considerados core (essenciais) para a geração de valor no longo prazo.
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Vale destacar que a empresa enfrenta trimestres consecutivos de desafios financeiros: alavancagem elevada, dificuldade na geração de caixa e lucro comprimido.
Esse quadro levou a sucessivos rebaixamentos de recomendação por casas de análise, além de cortes nas notas de crédito pelas agências de classificação de risco.
Do outro lado da mesa, a Tria Energia afirmou que a aquisição acelera a execução de seu plano estratégico. Segundo a empresa, o negócio reforça o compromisso com uma "expansão sustentável" no mercado livre de energia.
Vale lembrar que o fechamento da transação ainda depende de etapas regulatórias. A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além do aval de outros órgãos regulatórios.
*Com informações da Reuters.
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