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Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Trabalhou com comunicação institucional e jornalismo de viagens antes de entrar no mercado financeiro. Está sempre disponível para falar sobre inovação, livros e cultura pop.
BOAS PERSPECTIVAS, MAS..

Ou vai ou racha: Cyrela (CYRE3) está em uma ‘corrida contra o tempo’ — Itaú BBA prefere outras 2 ações de construtoras no momento

Analistas têm visão construtiva em relação à empresa, mas apontam preferência por outros nomes do setor da construção civil

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
3 de fevereiro de 2025
16:55 - atualizado às 16:30
Estande de vendas da Cyrela (CYRE3), empresa com ações listadas na B3 e que paga dividendos
Estande de vendas da Cyrela (CYRE3). - Imagem: Divulgação

Se o investidor brasileiro quiser fazer uma aposta arrojada e menos óbvia, a Cyrela (CYRE3) é uma opção para o Itaú BBA, porém não é a única — o banco tem outras duas queridinhas no setor de construção no momento. 

Segundo o BBA, existem vários fatores a favor da Cyrela. Com um valuation atrativo e com forte geração de receita, a companhia deve alcançar um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) de 20% neste ano. 

Isso sem falar que a ação CYRE3 vive um rali de alta de aproximadamente 25% nos últimos 12 meses, contra 5% do Ibovespa. 

Acontece que esses tempos de glória podem acabar em breve. Para o BBA, a Cyrela está em uma corrida contra o tempo: ou o cenário macroeconômico melhora ou o micro vai enfraquecer na segunda metade do ano. 

Explicando: as construtoras voltadas para a classe média são essencialmente dependentes das condições macro. Portanto, uma deterioração nesses indicadores pode afetar os fundamentos do setor e causar quedas nas ações das empresas.

Os analistas do BBA acreditam que a Cyrela seria a “última a sofrer” com esses efeitos. 

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Isso porque a companhia deve ganhar participação de mercado à medida que os pares perdem acesso a financiamento e reduzem os lançamentos; possui uma exposição de receita mais diversificada (30% baixa renda, 50% alta renda); e pode gerar um caixa considerável se reduzir a aquisição de terrenos.

No entanto, apesar de terem uma visão construtiva para a empresa, eles são claros ao revelar uma preferência pelas construtoras de baixa renda, que oferecem uma relação risco-retorno mais atrativa. 

Nesse sentido, Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) são as “top picks”. 

2024 foi bom, mas…

As construtoras voltadas para a classe média, incluindo a Cyrela, tiveram o melhor desempenho operacional de todos os tempos, no ano passado. O que levou a esse marco foi uma série de condições favoráveis, como:

  • O bônus demográfico (aumento da população em idade ativa); 
  • O aumento na renda dos brasileiros; 
  • O baixo índice de desemprego;
  • Disponibilidade de financiamento; e
  • Altos níveis de confiança do consumidor. 

Acontece que essa tamanha prosperidade no ambiente microeconômico não deve se repetir para 2025, na visão do Itaú BBA. 

“Acreditamos que a demanda por moradia de renda média provavelmente não permanecerá tão forte em 2025, pois a deterioração do cenário macroeconômico pode afetar os fundamentos [do setor]”, escreveram os analistas. 

Menor confiança dos consumidores, aceleração da inflação da construção (Índice Nacional de Custo da Construção), aumento do desemprego e mais restrições para financiamentos são todos fatores já mapeados pelo BBA que devem fazer a vida da Cyrela e das outras construtoras do ramo ficar mais difícil.

“Além disso, o aumento das taxas de juros pode aumentar o endividamento da renda familiar, potencialmente, reduzindo sua capacidade de arcar com parcelas elevadas relacionadas à aquisição de um apartamento”, diz o relatório. 

Vale destacar que a Cyrela, apesar de ser uma ótima empresa na visão dos analistas da instituição, está inserida em um setor extremamente cíclico e sensível a fatores como a Selic e a inflação.

Os últimos respiros

As construtoras já divulgaram as prévias para os balanços do quarto trimestre de 2024. O Seu Dinheiro fez uma análise aqui. 

O que se pode tirar desses números é que os desafios macroeconômicos dos últimos meses ainda não afetaram de forma pesada os canteiros de obras e os stands de vendas — pelo menos por enquanto.

Para o BBA, a primeira metade de 2025 pode “mascarar a desaceleração” que o setor deve sofrer ao longo deste ano. 

Em suma, os analistas não esperam que o primeiro semestre deste ano vá apresentar resultados ruins, uma vez que as construtoras devem concentrar os lançamentos nesses primeiros seis meses, mantendo os lançamentos e as vendas nominais em níveis elevados.

Somado a isso, o baixo estoque da cidade de São Paulo – o menor em cinco anos – deve preservar a velocidade das vendas em níveis saudáveis, apesar do aumento dos lançamentos. 

  • Para se ter uma noção, no ritmo atual de vendas, levaria apenas 10 meses para que todos os imóveis disponíveis fossem vendidos, caso nenhuma nova propriedade fosse colocada à venda.

Por um lado, a desaceleração no setor deve se tornar mais evidente no segundo semestre de 2025, o que pode prejudicar o sentimento dos investidores e, consequentemente, as ações.

Por outro, é nesse mesmo período que o Banco Central já teria atingido o “pico” do ciclo de aperto monetário e que as discussões sobre as eleições de 2026 começariam a esquentar – o que pode deixar o cenário macroeconômico “menos nervoso” e mais favorável às construtoras como a Cyrela. 

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