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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores

CAPEX DA DISCÓRDIA

Não é só o prejuízo: o número do balanço da Petrobras (PETR4) que assustou o mercado — e faz as ações despencarem na B3

Os investimentos acima do esperado e o impacto sobre os dividendos ajudam a derrubar as ações da Petrobras na B3

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
27 de fevereiro de 2025
11:05 - atualizado às 11:29
Magda Chambriard em primeiro plano com painel branco atrás, com os dizeres Petrobras
Magda Chambriard, presidente da Petrobras - Imagem: Agência Brasil/Fernando Frazão

O prejuízo líquido de R$ 17 bilhões da Petrobras (PETR4) no quarto trimestre pegou o mercado de surpresa, mas está longe de ser o fator de maior preocupação em relação ao balanço que a estatal divulgou na noite desta quarta-feira (26).

De fato, a maior parte do prejuízo veio de fatores que estavam fora do alcance da Petrobras. O principal deles foi a alta do dólar, que impacta as dívidas das subsidiárias da estatal, mas não tem efeito no caixa.

Ou seja, se fosse apenas pelo resultado negativo, o mercado provavelmente conseguiria digerir o balanço sem maiores problemas.

Na verdade, o que assustou os investidores foi outro número do resultado da Petrobras: o volume de investimentos (capex).

Os gastos acima do esperado -- e o impacto sobre os dividendos -- ajudam a derrubar as ações da companhia. Por volta das 10h40, os papéis PETR4 recuavam 3,95% na B3. A estatal promove uma conferência ao meio-dia com o mercado, e o tema dos investimentos deve dominar as discussões.

Petrobras (PETR4): o capex da discórdia

O chamado capex da Petrobras somou US$ 5,7 bilhões no quarto trimestre. Trata-se de um valor muito superior em relação à expectativa dos analistas. O Goldman Sachs, por exemplo, projetava investimentos de US$ 2,5 bilhões nos últimos três últimos meses de 2024.

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Desta forma, o capex da Petrobras no ano como um todo atingiu US$ 16,6 bilhões e estourou a estimativa (guidance) da própria companhia. Além disso, trata-se de um aumento de 31% na comparação com os investimentos de 2023.

A Petrobras argumenta que o investimento acima da expectativa não representa um custo adicional e sim uma antecipação. Isso porque houve uma redução da diferença entre a entre a evolução física e financeira da construção de plataformas em Búzios.

Então se a estatal antecipou investimentos no fim do ano passado, a expectativa para os gastos em 2025 será menor, certo? Errado.

A Petrobras manteve o guidance de capex para este ano em US$ 18,5 bilhões, com uma variação de 10% para mais ou para menos.

Mais investimentos = menos dividendos

Com o volume de investimentos bem acima do esperado no quarto trimestre, os dividendos da Petrobras foram na direção contrária.

A estatal anunciou a distribuição de R$ 9,1 bilhões aos acionistas, ou seja, R$ 0,70954522 por ação ordinária e preferencial.

O valor ficou bem abaixo da expectativa, que variava entre R$ 14,4 bilhões e R$ 17,3 bilhões, de acordo com as projeções colhidas pelo Seu Dinheiro.

Por fim, a expectativa de que a Petrobras mantenha o pé no acelerador dos investimentos também tende a reduzir o potencial de pagamentos futuros de dividendos.

Petrobras (PETR4): falha de comunicação?

O volume de investimentos foi uma surpresa negativa, mas a forma como a empresa se comunicou com o mercado pode ter amplificado o problema, de acordo com os analistas do BTG Pactual.

Isso porque a companhia havia anunciado inicialmente que investiria US$ 18 bilhões em 2024, mas acabou reduzindo o guidance para US$ 14 bilhões em agosto do ano passado.

“Se o guidance não tivesse sido ajustado no meio do ano, as expectativas estariam mais alinhadas”, escreveu o BTG.

De todo modo, os analistas seguem confiantes com a estatal. “Mantendo inalteradas nossas premissas de capex, produção e preços do petróleo, projetamos um dividend yield de 15% para 2025, o que sustenta nossa tese de investimento.”

Assista também - LULA CAI E BOLSA SOBE: Como a popularidade do presidente mexe com os mercados

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