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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

VOLTOU A SUBIR

Reserva de emergência passa a pagar mais após alta da Selic para 10,75%; veja quanto rendem R$ 100 mil na renda fixa conservadora agora

Copom elevou taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta (18), tornando aplicações atreladas à Selic e ao CDI mais atrativas

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
18 de setembro de 2024
19:22 - atualizado às 10:41
Homem puxa juros para cima
Imagem: Shutterstock

Após um ciclo de cortes iniciado em agosto do ano passado e um breve período de estabilidade, a taxa básica de juros voltou a subir nesta quarta-feira (18). O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 10,50% para 10,75% ao ano, no que promete ser o início de um pequeno ciclo de alta dos juros.

O aumento já era esperado pelo mercado, mas ainda havia incerteza quanto à sua magnitude, se 0,25 ou 0,50 ponto percentual. A atividade econômica aquecida e a inflação já não tão controlada foram os fatores que levaram o BC a reverter os cortes recentes.

O movimento contraria o que se vê nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, cortou as taxas de juros em 0,50 ponto percentual hoje mais cedo, iniciando o que se espera ser um ciclo que quedas.

Até por esse cenário internacional mais favorável, espera-se que o ciclo de alta dos juros por aqui seja breve, mas a Selic ainda deve ver novas elevações nas próximas reuniões.

Os economistas de mercado esperam que a taxa básica de juros suba a 11,25% até o fim deste ano, retornando para 10,50% até o fim do ano que vem, segundo o último Boletim Focus do Banco Central.

O que a alta da Selic representa para a sua reserva de emergência e os demais investimentos de renda fixa

A Selic em patamares mais elevados também tende a aumentar a remuneração das aplicações de renda fixa pós-fixadas, aquelas cuja remuneração é indexada a uma taxa de juros – a Selic ou a taxa DI, que costuma acompanhar a taxa básica.

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Entre os ativos com essa característica estão os investimentos mais conservadores de renda fixa, incluindo aqueles indicados para a reserva de emergência, como é o caso do título público Tesouro Selic, negociado no Tesouro Direto; dos fundos de taxa zero que investem em Tesouro Selic, do tipo Selic Simples; e dos CDBs de grandes bancos com liquidez diária.

Com as novas altas de juros esperadas para as próximas reuniões, a rentabilidade dessas aplicações ficará ainda mais atrativa. Fora que os investimentos pós-fixados também atuam como portos seguros em momentos de alta de juros, que podem aumentar a volatilidade dos ativos mais arriscados.

  • Veja mais: corte de juros nos EUA pode ser ‘gatilho’ para a valorização de um grupo específico de ações; saiba quais

Quanto rendem os investimentos de renda fixa conservadora com a Selic em 10,75%?

A mudança na Selic não altera a regra de remuneração da poupança, que continua pagando seu tradicional 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR).

Embora a TR tenda a aumentar ligeiramente com a alta na taxa básica, a elevação dos juros torna a caderneta menos atrativa que as demais aplicações de renda fixa pós-fixadas, já que as remunerações destas tendem a subir, enquanto a da poupança tem uma espécie de teto.

Com a Selic em 10,75% ao ano (e supondo um CDI um pouco inferior, de 10,65%, como costuma acontecer), as rentabilidades mensais e anuais líquidas das principais aplicações financeiras conservadoras ficam assim:

InvestimentoRetorno líquido em 1 mês*Retorno líquido em 1 ano**
Poupança0,57%7,07%
Tesouro Selic 2027 (via Tesouro Direto)0,63%8,70%
CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero0,66%8,79%
CDI bruto0,85%10,65%
(*) 1 mês, no caso da poupança, ou 21 dias úteis e mais de 30 dias corridos para os demais investimentos. Alíquota de IR de 22,5%, quando for o caso. (**) 12 meses, no caso da poupança, ou 252 dias úteis e mais de 360 dias corridos para os demais investimentos. Alíquota de IR de 17,5%, quando for o caso.

Parâmetros da simulação

  • Para o cálculo do retorno da poupança, foi considerada a TR média de agosto de 2024 (0,0707%);
  • Para o cálculo do retorno do Tesouro Selic, foram considerados uma taxa de administração igual a zero, o spread de compra e venda (espécie de “pedágio” para a venda do título antes do vencimento) e uma taxa de custódia de 0,20% ao ano sobre todo o montante investido, que é o padrão da calculadora do Tesouro Direto. Atualmente, no entanto, existe uma isenção da taxa de custódia para valores aplicados de até R$ 1 mil, o que significa que a verdadeira rentabilidade do Tesouro Selic, nesses casos, é um pouco maior que a estimada na tabela.

Como a Selic deve subir mais neste ano, ela não ficará estagnada em 10,75% por muito tempo. Ou seja, até o fim do ano, a rentabilidade das aplicações conservadoras será ainda maior que os valores projetados na tabela.

Assim, para dar uma ideia melhor de como ficará a rentabilidade dos investimentos conservadores daqui para frente, vamos simular a aplicação para os prazos de um e dois anos utilizando as estimativas do mercado para a Selic e o CDI (DI futuro) para setembro de 2025 (11,70%) e setembro de 2026 (11,83%), respectivamente.

Repare que ambas as previsões já precificam uma Selic maior que a atual, estimando que o BC vai aumentar ainda mais a taxa básica de juros.

Vale frisar, no entanto, que essas projeções podem mudar a partir da decisão do Copom de hoje, bem como das sinalizações do Banco Central para as próximas reuniões. Além disso, as projeções para a poupança continuam considerando a TR de agosto, que viu uma queda em relação ao mês anterior, mas também pode mudar daqui para a frente.

InvestimentoRetorno líquido em 1 ano*Retorno líquido em 2 anos**
Poupança7,07%14,63%
Tesouro Selic 2027 (via Tesouro Direto)9,57%20,92%
CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero9,65%21,30%
LCI 90% do CDI10,47%22,29%
(*) 12 meses, no caso da poupança, ou 252 dias úteis e mais de 360 dias corridos para os demais investimentos. Alíquota de IR de 17,5%, quando for o caso. (**) 24 meses, no caso da poupança, ou 504 dias úteis e mais de 720 dias corridos para os demais investimentos. Alíquota de IR de 15,0%, quando for o caso.

Parâmetros da simulação

  • DI para setembro de 2025 (simulação de 1 ano): 11,70% a.a.
  • Selic para setembro de 2025 (simulação de 1 ano): 11,80% a.a.
  • DI para setembro de 2026 (simulação de 2 anos): 11,83% a.a.
  • Selic para setembro de 2026 (simulação de 2 anos): 11,93% a.a.
  • Para o cálculo do retorno da poupança, foi considerada a TR média de agosto (0,0707%);
  • Para o cálculo do retorno do Tesouro Selic, foram considerados uma aplicação de R$ 100 mil, taxa de custódia de 0,20% ao ano, uma taxa de administração igual a zero e o spread de compra e venda (espécie de “pedágio” para a venda do título antes do vencimento).

Veja, na tabela a seguir, quanto você teria ao final de cada período caso aplicasse R$ 100 mil em cada um desses investimentos, nas circunstâncias da simulação anterior:

InvestimentoQuanto você teria após 1 anoQuanto você teria após 2 anos
Caderneta de poupançaR$ 107.067,50R$ 114.634,50
Tesouro Selic 2027R$ 108.363,14R$ 120.917,52
CDB ou fundo Tesouro Selic 100% do CDIR$ 109.567,60R$ 121.300,57
LCI 90% do CDIR$ 110.471,13R$ 122.294,50

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