Javier Milei terá semana decisiva: ministro negocia US$ 15 bilhões com FMI e vice tenta passar “pacotão” para destravar Argentina
Para atingir seus objetivos ultraliberais, o presidente conta com a ajuda do ministro da Economia, Luis Caputo, e de Victoria Villarruel, vice-presidente do país

A vida de Javier Milei não tem sido fácil desde que assumiu a presidência da Argentina, porém a administração do ultraliberal parece ter colhido alguns frutos, como é o caso da mais recente queda na inflação do país pelo terceiro mês seguido.
O presidente mantém certa popularidade e tem a confiança do mercado desde que assumiu. Porém, a próxima semana será chave para que a “lua de mel” com esses dois blocos sociais se mantenha por mais tempo.
Para que isso ocorra, o presidente da Argentina conta com a ajuda do ministro da Economia, Luis Caputo, e de Victoria Villarruel, vice-presidente do país.
O próprio presidente antecipou sua volta para o país, que estava marcada para a próxima quarta-feira (17). Porém, Milei achou melhor voltar à Argentina para articular apoio à Israel após os ataques do Irã na noite do último sábado (13).
Veja a seguir o que acontecerá de mais importante na gestão Milei na próxima semana:
- Como proteger os seus investimentos: dólar e ouro são ativos “clássicos” para quem quer blindar o patrimônio da volatilidade do mercado. Mas, afinal, qual é a melhor forma de investir em cada um deles? Descubra aqui.
Argentina em busca de dólares
O ministro da Economia viajará a Washington para a reunião de primavera com o FMI na próxima semana, entre a quarta-feira (17) e o sábado (20).
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Além de tentar reduzir as sobretaxas sobre a dívida argentina, o que pouparia ao país até US$ 1 bilhão até o fim do ano, Caputo também buscará um novo financiamento de até US$ 15 bilhões.
Para um país que já é o maior credor do FMI, a tarefa pode ser difícil, mas tem uma finalidade: engordar o caixa do Banco Central da Argentina (BCRA), o que ajudaria a retirar as restrições sobre o dólar.
Na visão de Milei e do corpo governamental, a retirada do chamado “cepo” cambial seria mais um passo para destravar a economia. Vale lembrar que, recentemente, o país tomou novas medidas para afrouxar a legislação para empresas do exterior, visando atrair investimentos estrangeiros.
Disputas internas
Ainda nos próximos dias, outro nome que deve ser lembrado com carinho por Milei é o de Victoria Villarruel. Isso porque a vice-presidente também acumula o cargo de presidente do Senado na Argentina.
Em outras palavras, Villarruel também é responsável por colocar as pautas do governo em debate nas Casas Legislativas.
Porém, a vice-presidente já deu algumas “caneladas” com os deputados, como quando colocou em pauta o chamado Decreto de Necesidad y Urgencia (DNU) antes que o governo pudesse fazer alterações.
Assim como a Ley Ômnibus, o DNU é um pacote de medidas e reformas de desregulamentação da economia.
Agora, o papel de Villarruel será o de articular com o Congresso, o qual o partido do presidente não consegue compor maioria em nenhuma das duas casas, a aprovação dos pacotes do presidente,
A Argentina de Milei sob pressão
Por fim, vale lembrar que Milei começou o ano apostando todas as fichas na Ley Ómnibus e no Decreto de Necesidad y Urgencia (DNU), que o Congresso fez voltar à estaca zero na Casa.
Agora, as atenções se voltam para o chamado Pacto de Maio, que deve ser assinado entre a União e os governadores das províncias em 25 de maio, na cidade de Córdoba — onde, diz Milei, teria nascido seu cão Conan.
A medida, contudo, não é novidade: assim como a Lei Ônibus e o DNU, o Pacto de Maio nada mais é do que uma proposta de desregularização da economia argentina.
*Com informações do La Nacion e Clarín
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