Vem dividendo extraordinário? Petrobras (PETR4) deve depositar mais de R$ 55 bilhões em proventos em 2025, diz XP; estatal lança captação no exterior
Para os analistas, o valuation da estatal permanece “atraente”, com uma expectativa de dividend yield de cerca de 10%, considerando apenas os proventos ordinários

A discussão sobre a possibilidade de dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4) voltou outra vez à mesa. Desta vez, quem traçou essa expectativa foi a XP Investimentos, na esteira da divulgação do projeto de lei orçamentária anual (PLOA) de 2025 pelo governo federal — maior acionista da petroleira.
Na visão dos analistas, a estatal deve pagar US$ 10 bilhões em proventos aos acionistas em 2025 — equivalente a R$ 55,82 bilhões no câmbio atual —, com possibilidade de remuneração adicional ainda no próximo ano.
- Ação de petróleo pode saltar até 89% (não é PETR4): BTG Pactual revela 5 motivos para investir neste papel agora – veja de graça.
Segundo a XP, a previsão é “consistente com as recentes distribuições de cerca de US$ 2,5 bilhões por trimestre” pela Petrobras.
“Embora os dividendos ordinários tenham atendido às nossas expectativas, acreditamos que há espaço para um aumento adicional dos dividendos extraordinários”, avaliou a corretora, em relatório.
Vem dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)?
A projeção da XP para os dividendos da Petrobras (PETR4) considera também as perspectivas do próprio governo federal em relação à remuneração da petroleira.
Na última segunda-feira (2), a União forneceu detalhes sobre o projeto de lei orçamentária anual (PLOA) de 2025.
Leia Também
Segundo a PLOA, o governo prevê receber R$ 14,6 bilhões em dividendos pela participação direta na Petrobras, de 28,7%, considerando premissas como câmbio a R$ 5,19 e o petróleo do tipo Brent — referência no mercado internacional — a US$ 81 por barril.
“Suspeitamos que o orçamento havia incorporado apenas os dividendos ordinários da Petrobras”, afirmou a XP.
Considerando os proventos de todas as empresas estatais, o governo espera embolsar em torno de R$ 34 bilhões — um declínio em relação ao ano anterior.
Para os analistas, o valuation da Petrobras permanece “atraente”, com uma expectativa de retorno com dividendos (dividend yield) de cerca de 10%, considerando apenas os proventos ordinários.
No entanto, a XP projeta um rendimento de fluxo de caixa livre (FCFE yield) de 16% para a Petrobras.
Na perspectiva dos analistas, esse excesso de caixa poderia eventualmente ser distribuído aos investidores da estatal — inclusive na forma de dividendos extraordinários, com 6% de dividend yield.
“Há espaço para um aumento adicional de dividendos extraordinários, já que estimamos o FCFE da Petrobras em US$ 16 bilhões. Acreditamos que essa diferença de US$ 6 bilhões (rendimento de 6%) provavelmente se transformará em dividendos extraordinários mais adiante, com um potencial rendimento total de dividendos de 16%”, escreveu a XP.
Preço do petróleo continua fator de risco
Apesar das expectativas otimistas dos analistas, os preços do petróleo continuam como o principal fator de risco para a Petrobras daqui para frente.
“A Petrobras está significativamente alavancada em relação aos preços do petróleo e, portanto, será diretamente afetada se o Brent permanecer em baixa por mais tempo”, escreveram os analistas.
Nas contas da XP, cada mudança de US$ 5 por barril de Brent impacta a política de dividendos da estatal em aproximadamente US$ 1,1 bilhão por ano.
Se analisado o efeito no fluxo de caixa livre, essa sensibilidade aumenta para cerca de US$ 2,5 bilhões, com impacto no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de cerca de US$ 3,7 bilhões.
No entanto, a perspectiva da XP é que o petróleo deve se recuperar e continuar negociado a uma média de aproximadamente US$ 80 pir barril de Brent.
Captação no exterior
Além das expectativas em torno dos proventos da estatal, os investidores acompanham também uma nova captação da Petrobras no exterior.
A petroleira informou nesta terça-feira (3) que pretende lançar uma série de títulos no mercado internacional por meio da subsidiária Petrobras Global Finance B.V - PGF.
Os títulos terão vencimento em 13 de janeiro de 2035 e serão emitidos com garantia total e incondicional da Petrobras.
A companhia ainda anunciou nesta manhã o início de uma oferta de recompra por essa mesma subsidiária de títulos emitidos no exterior, limitada a US$ 1 bilhão (R$ 5,58 bilhões).
“As operações estão em linha com a gestão de dívida da companhia, mantendo o compromisso de controle do endividamento em nível saudável para empresas do segmento e porte da Petrobras”, afirmou a empresa, em comunicado enviado à CVM.
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA
O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Petrobras faz parceria com BNDES e busca rentabilidade no mercado de créditos de carbono
Protocolo de intenções prevê compra de créditos de carbono de projetos de reflorestamento na Amazônia financiados pelo Banco
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Família Trump entra no setor de mineração de bitcoin — American Bitcoin mira o topo da indústria
Donald Trump Jr. e Eric Trump ingressaram no setor de mineração de bitcoin e, em parceria com a Bitcoin Hut 8, buscam construir a maior empresa do ramo
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”