Problemas para a Vale (VALE3)? Mineradora anuncia mais uma interrupção em Onça Puma — e desta vez, não tem nada a ver com a briga com o Estado do Pará
A atual paralisação na mina de níquel acontece devido a danos na rede de transmissão de energia da companhia elétrica local depois de um “forte vendaval” no fim de semana

A Vale (VALE3) anunciou na noite do último domingo (6) mais uma interrupção temporária da operação na usina de níquel de Onça Puma, localizada no município de Ourilândia do Norte, no Pará.
Desta vez, porém, a suspensão não tem ligação com a disputa judicial entre a mineradora e o Estado do Pará.
- Tchau, BBAS3; olá, VALE3: BTG promove alterações significativas na carteira recomendada de outubro; confira aqui
Segundo comunicado enviado à CVM, a atual paralisação na mina de níquel acontece devido a danos na rede de transmissão de energia da companhia elétrica local depois de um “forte vendaval” no último sábado (5).
A expectativa da empresa é que a rede de transmissão de energia elétrica seja restabelecida até 15 de outubro.
De acordo com a mineradora, não houve registro de incidentes relacionados à segurança dos empregados, das comunidades vizinhas ou dos ativos da Vale na região.
Em meio à interrupção das operações em Onça Puma, a Vale prevê um impacto de 1,5 a 2 quilotoneladas na produção de níquel no quarto trimestre de 2024.
Leia Também
Apesar da redução na produção, a gigante da mineração garantiu que isso não afetará o guidance estabelecido para este ano, de 153 a 168 quilotoneladas de níquel.
“A companhia seguirá avaliando os impactos da paralisação na produção de níquel de Onça Puma e as medidas necessárias para a retomada dos processos operacionais afetados”, afirmou.
A situação da Vale (VALE3) hoje
Vale destacar que Onça Puma é a única mina de níquel da Vale (VALE3) no Brasil. A companhia anunciou em 2022 o investimento de aproximadamente US$ 555 milhões para a expansão da mina, com a instalação de um segundo forno.
A expectativa é que o investimento resulte no aumento de 15 mil toneladas por ano na produção de níquel contido em ferro-níquel a partir de 2025.
A nova paralisação das operações de Onça Puma é apenas um dos desafios que a Vale enfrentou neste ano.
Em meio a preocupações com a China e o futuro do minério de ferro, além de incertezas sobre a sucessão do CEO na companhia, as ações VALE3 sofreram forte pressão na bolsa de valores nos últimos meses.
- Veja mais: analista aponta que a bolsa está ainda mais barata e recomenda 10 ações para comprar “com desconto”
Desde janeiro, os papéis acumulam desvalorização da ordem de 12%. A gigante da mineração atualmente é avaliada em aproximadamente R$ 247,5 bilhões.
No entanto, o mercado recentemente melhorou a perspectiva sobre a Vale (VALE3) à medida que as principais preocupações acerca do futuro da companhia se dissiparam.
Um dos “pontos-chave” dessa mudança de visão foram os novos incentivos anunciados na China para recuperar a economia local e resgatar o mercado imobiliário chinês em crise, que animaram os analistas em relação às cotações do minério de ferro.
A mineradora chegou inclusive a liderar o ranking de ações mais recomendadas pelos analistas para investir em outubro.
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros