Lojas Renner (LREN3): agora vai? Ação da varejista saltou 20% no último mês e BTG vê espaço para mais
A varejista que sofreu com o protagonismo das “gigantes” asiáticas pode ter trimestres mais positivos daqui para frente; BTG cita otimização logística e sinais mais positivos no crédito

Os últimos 30 dias acenderam uma faísca de esperança para os investidores das Lojas Renner (LREN3). Em um mês, as ações da varejista já saltaram 20,7%. Porém, segundo a análise do BTG Pactual, os papéis ainda têm espaço para subir mais: “o valuation ainda está atraente após a recente valorização”.
Em relatório recente, o banco reforçou a recomendação de compra para o papel e elevou o preço-alvo da ação para R$ 24 em 2025 – um potencial de alta de quase 25% em relação à cotação atual.
Além disso, aumentou as estimativas para o EBITDA (Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) e o lucro líquido em 6% e 15% nos próximos 4 anos, respectivamente.
Os analistas afirmam que a Renner vive uma dicotomia como empresa: de um lado, construiu um histórico bem-sucedido entre as varejistas brasileiras; de outro, enfrenta desafios graças às turbulências macroeconômicas de juros altos.
Ainda assim, a empresa tem adotado estratégias para mitigar esses impactos por meio de investimentos em tecnologia e logística que podem melhorar a produtividade e a eficiência operacional, segundo os analistas.
- Alta de 60%: as ações do Grupo SBF (SBFG3) disparam em 2024; saiba aqui se ainda vale a pena investir, segundo analista.
Os tempos ‘sombrios’ para a Renner ficaram no passado?
As ações da Renner ainda estão longe de recuperar os níveis pré-pandemia. Desde a máxima histórica, em janeiro de 2020, quando atingiu a cotação de R$ 54,70, os papéis acumulam desvalorização de 64%.
Leia Também
Nesse meio tempo, o varejo de moda brasileiro enfrentou uma série de “vilões”, como:
- A entrada das “gigantes” asiáticas Shein, Temu, Aliexpress e Shopee no Brasil, com a venda de produtos a preços abaixo das varejistas brasileiras;
- O cenário de juros nas alturas, que desfavorece o acesso ao crédito das famílias e gera a desaceleração do consumo no segmento de vestuário.
No entanto, a Renner tem passado por um período mais favorável para as ações, e o jogo parece estar virando.
Desde 1º de agosto, quando entrou em vigor a lei da “taxação das blusinhas” – que impõe um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, antes isentas – os papéis da varejista dispararam 45%.
Analistas estimam ‘ventos favoráveis’ nos próximos trimestres – veja o que está em jogo
Segundo o BTG, a companhia pode ter ventos favoráveis em seus resultados nos próximos trimestres.
Uma das peças-chave da Renner deve ser o aumento da eficiência em termos logísticos. No último ano, a empresa concluiu o investimento em seu centro de distribuição em São Paulo.
Em trimestres passados, a operação pesou sobre os lucros da companhia. Porém, a expectativa é de que agora esse CD seja responsável por otimizar a operação logística da Renner, tanto nas lojas físicas quanto no e-commerce, e pode gerar crescimento para a empresa até pelo menos 2035, de acordo com o banco.
Outro destaque devem ser as melhorias em relação ao crédito da empresa. Com os juros ainda altos e a expectativa de aumento da taxa Selic nos próximos meses, a empresa pretende manter as vendas parceladas abaixo da média histórica e investir mais em cartões da marca própria.
Além disso, está no radar da empresa o aumento de produtividade das lojas existentes e o crescimento por meio da abertura de novas lojas.
De acordo com a empresa, há 90 locais já mapeados para a criação de lojas, inclusive em municípios menores, onde há menos concorrência.
Lojas Renner é ‘uma das principais teses deste ano’
Com esse cenário em vista, analistas do banco defendem a compra das ações da varejista no patamar de preços atual.
A companhia está sendo negociada com o múltiplo de 12 vezes Preço sobre Lucro (P/L) para 2025, o que, na visão do BTG, ainda é “atraente” mesmo com as altas recentes:
“Após um período de maiores investimentos, essas iniciativas começaram a dar frutos, o que deve aparecer gradualmente nos resultados da Renner nos próximos trimestres. Juntamente com uma posição de caixa líquido confortável, isso sustenta nossa recomendação de compra e a Renner como uma das principais teses para este ano”.
Michael Klein eleva posição acionária na Casas Bahia (BHIA3) e dá mais um passo para retornar ao conselho da varejista
Segundo o comunicado, o aumento da posição acionária tem como objetivo viabilizar o envolvimento de Michael Klein na gestão da Casas Bahia (BHIA3)
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Shopee quer bater de frente com Mercado Livre e Amazon no Brasil — mas BTG faz alerta
O banco destaca a mudança na estratégia da Shopee que pode ser um alerta para as rivais — mas deixa claro: não será nada fácil
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado
Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel
TIM (TIMS3) anuncia pagamento de mais de R$ 2 bilhões em dividendos; veja quem tem direito e quando a bolada cai na conta
Além dos proventos, empresa anunciou também grupamento, seguido de desdobramento das suas ações
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita