Como Jorge Paulo Lemann e sócios se tornaram donos de quase metade da Americanas (AMER3)
Com o aporte de dinheiro novo, os executivos viram sua participação subir de 30,12% em fevereiro para os atuais 49,2%

Acionistas de referência da Americanas (AMER3), os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira se tornaram donos de quase metade da gigante do varejo.
O “ganho” de participação do trio é resultado do aumento de capital de até R$ 40,7 bilhões na companhia — em que os acionistas de referência se comprometeram a injetar pelo menos R$ 12 bilhões.
Com o aporte de dinheiro novo, os executivos viram sua participação subir de 30,12% em fevereiro para os atuais 49,2%, de acordo com uma visão preliminar do resultado do aumento de capital enviada à CVM nesta terça-feira (2).
Se consideradas apenas as subscrições de ações realizadas até esta data — ou seja, excluindo as sobras de novos papéis que ainda poderão ser compradas —, a atual composição acionária da Americanas ficaria dessa forma:
Vale lembrar que as participações poderão ser alteradas, inclusive devido à subscrição de sobras.
Segundo a varejista, o montante de R$ 12,1 milhões decorrente do exercício do direito de preferência será destinado para o resgate antecipado ou amortização extraordinária de parte das debêntures não conversíveis em ações.
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A cifra não considera os valores relativos às ações subscritas pelos acionistas de referência e suas respectivas afiliadas.
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Americanas (AMER3) e o pagamento aos credores
Além disso, a Americanas (AMER3) já apurou o percentual de composição de cada contrapartida a ser entregue aos credores financeiros que optaram pela Opção de Reestruturação II após o leilão reverso.
Vale lembrar que a varejista destinou pouco mais de R$ 2 bilhões à operação de leilão reverso — permitindo que a empresa quitasse R$ 8,6 bilhões em dívidas no contexto de seu plano de recuperação judicial.
Agora, para além do leilão reverso, os credores quirografários Opção II receberão o pagamento do seu crédito mediante a entrega de novas ações ordinárias AMER3 e de debêntures da Companhia, além do pagamento em dinheiro no valor correspondente à parcela de recompra de créditos.
Em relação ao saldo de créditos quirografários Opção II – Pós Leilão Reverso, cada credor receberá as contrapartidas conforme a tabela:
Na contrapartida em ações, para cada três papéis AMER3, cada credor receberá um bônus de subscrição, avaliado ao preço de emissão nos termos do plano de recuperação judicial.
Por sua vez, para as debêntures, é considerado o valor integral da emissão dos títulos de dívida antes de qualquer evento de Cash Sweep — que define o pagamento de parte dos créditos com recursos da geração de caixa excedente.
Já a contrapartida de recompra considera a estimativa de 3,1% para o fator de ajuste pela inflação, medida pelo IPCA, que está sujeito a atualização até a data do pagamento aos credores.
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Investigações encerradas — pelo menos, pelo Conselho Independente
Uma das investigações sobre o rombo multibilionário na Americanas (AMER3) chegou ao fim no último domingo (30).
Segundo a varejista, o Comitê Independente (CI), que investiga as circunstâncias que resultaram em uma das maiores fraudes contábeis da história corporativa brasileira, concluiu os trabalhos de apuração após um ano e meio de esforços.
Os resultados da investigação conduzida pelo CI devem ser apresentados ao conselho de administração da Americanas nas próximas semanas.
Segundo o CI, a equipe de investigação revisou aproximadamente 1,2 milhão de documentos únicos, além de realizar cerca de 250 entrevistas com funcionários, ex-funcionários e outras partes que colaboraram com a apuração;
É importante ressaltar que os resultados do trabalho do comitê não têm ligação com as investigações conduzidas pelas autoridades públicas como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a CVM ou pela própria Americanas.
“As análises conduzidas pelo Comitê Independente não serviram de base para os trabalhos da Polícia Federal que resultaram na Operação Disclosure”, escreveu o CI.
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