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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de empresas no Seu Dinheiro. Formada em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.

MEIOS DE PAGAMENTO

Cielo se prepara para sair da bolsa e uma dupla de empresas de maquininhas pode surfar essa onda, mas o Santander tem uma favorita

Os analistas avaliam que existe uma boa janela de curto prazo para a Stone e a PagSeguro em meio à queda das ações e à OPA da Cielo; veja quem é a preferida

Camille Lima
Camille Lima
12 de junho de 2024
17:33 - atualizado às 17:37
As empresas de maquininhas PagSeguro e Stone
As empresas de maquininhas PagSeguro e Stone - Imagem: Canva Pro/ Reprodução/ Montagem Seu Dinheiro

A potencial saída da Cielo (CIEL3) da bolsa brasileira gerou uma oportunidade atraente para outras duas empresas de maquininhas: a PagSeguro e a Stone

Na avaliação do Santander, ambas as ações já teriam um ponto de entrada interessante devido à queda acumulada dos papéis em 2024. Mas o fechamento de capital da rival das maquininhas azuis melhorou ainda mais as perspectivas dos analistas para a dupla.

Os analistas elevaram a recomendação do par de ações de “neutro” para “outperform” — equivalente a compra — em Wall Street, com um potencial de alta estimado na casa de 20% para os papéis até o fim deste ano.

Vale lembrar que as companhias também possuem BDRs (recibos de ações) negociados na bolsa brasileira, sob os tickers PAGS34 e STOC31.

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De onde vem o otimismo com as maquininhas?

É importante destacar que, mesmo com a revisão para cima das ações, o Santander continua com um pé atrás em relação ao setor de maquininhas. Porém, os analistas avaliam que existe uma boa janela de curto prazo para a Stone e a PagSeguro.

“Não nos entenda mal. Nossa visão estruturalmente cautelosa sobre o setor de aquisição do Brasil continua. Mas vemos oportunidades sólidas de curto prazo”, afirma o banco, em relatório. 

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Nas contas dos analistas, as empresas atualmente são negociadas a um múltiplo inferior a 10 vezes a relação preço sobre lucro (P/E) de 2025 — bem abaixo dos patamares históricos de 28 vezes da Stone e de 20 vezes da PagSeguro.

Além disso, o crescimento do volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) também foi mais forte do que o esperado.

O indicador da indústria subiu 11% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2023 — enquanto a Stone avançou 13% e a PagSeguro teve alta de 27% — devido às contínuas revisões para cima no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, segundo o Santander.

Por sua vez, a oferta pública de aquisição (OPA) em andamento da Cielo (CIEL3) oferece uma oportunidade para que as concorrentes ganhem participação de mercado no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs), de acordo com os analistas.

Oportunidade de abocanhar a Stone

Os analistas do Santander elevaram a recomendação das ações da Stone para compra, mas cortaram o preço-alvo de US$ 18 para US$ 16 para o fim de 2024, implicando em um potencial de valorização de 25,4% em relação ao último fechamento.

“Acreditamos que este é um ponto de entrada sólido para uma posição longa na Stone”, escreveram os economistas.

A Stone é a favorita do Santander no segmento de empresas de maquininhas devido às perspectivas de crescimento mais forte do lucro no longo prazo e ao fato de que a empresa “raramente foi negociada com um múltiplo P/L semelhante ao da PagSeguro”.

“A administração declarou que, se as tendências positivas atuais persistirem, os resultados podem potencialmente superar o guidance em 2024 — com o que concordamos —, mas eles acreditam que ainda é muito cedo para revisar a orientação para cima”, disse o banco.

“Também vemos seu produto de crédito (empréstimos para capital de giro) com tendências positivas de crescimento.”

Para a inadimplência, a expectativa é que o NPL acima de 90 dias suba “significativamente” durante os próximos trimestres. “Por enquanto, não vemos o aumento como prejudicial”, afirmou o Santander.

“A Stone está atualmente com um nível de provisionamento de 20% e, embora esperemos que os NPLs se deteriorem, uma almofada de provisionamento é mais do que suficiente.”

Já as projeções para a carteira de crédito — especialmente no produto de empréstimos de capital de giro —, os analistas acreditam em uma tendência positiva de crescimento melhor do que o imaginado.

Entretanto, o banco prevê quatro principais riscos ao desempenho da Stone:

  1. Execução ruim para crédito e novas iniciativas;
  2. Intensificação da concorrência, que está aumentando no segmento de PMEs; 
  3. Desafios regulatórios, como a intervenção do governo na indústria, incluindo a limitação de quantidade em parcelas sem juros; e 
  4. Deterioração do ambiente macroeconômico.

De olho no PagBank

Segundo os analistas, as oportunidades de ganho de participação de mercado após a OPA da Cielo são de players concentrados em pequenas e médias empresas.

“A PagSeguro decidiu recentemente entrar neste segmento — no momento certo, ao que parece, já que ela foi a principal ganhadora de participação de mercado no 1T24”, disse o banco.

Além disso, o Santander avalia que a capacidade de a empresa de maquininhas retomar o crescimento em crédito por meio de linhas não garantidas pode ser uma fonte adicional de receita e ajudar as margens no futuro.

“Embora um ambiente de taxas mais altas por mais tempo tenda a ser negativo para as empresas de maquininhas que não são apoiadas por bancos, a PagSeguro tem contrariado essa tendência nos últimos trimestres ao reduzir seus custos financeiros, como resultado principalmente de sua crescente base de depósitos.”

O banco revisou para cima a recomendação para as ações da PagSeguro, mas reduziu o preço-alvo de US$ 15 para US$ 14 para o final deste ano, um potencial de valorização de 20,2% frente ao fechamento anterior.

“Vemos o nível de preço atual como um ponto de entrada sólido, considerando que a ação caiu 6% no ano e está sendo negociada a 9,8 vezes o P/L de 2024, mas ainda fornecendo fundamentos sólidos e perspectivas de crescimento.”

O Santander aumentou as estimativas de lucro líquido em 5%, para próximo do guidance da PagSeguro para 2024. A revisão foi baseada em melhores perspectivas para TPV, além de um melhor custo de financiamento e expansão de crédito. 

Já de olho nos riscos de investimento, os analistas avaliam uma trinca de fatores que podem colocar a tese de PagSeguro em risco. 

São eles o ambiente econômico, já que uma crise econômica poderia causar uma desaceleração no crescimento da empresa; o regulatório, já que o possível teto no rotativo do cartão de crédito e mudanças nos pagamentos parcelados podem possivelmente prejudicar as receitas da empresa, e o aumento da concorrência.

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