A porta giratória de Milei na Argentina e o “novo” fracasso de Lemann: veja quais foram as notícias mais lidas do Seu Dinheiro nesta semana
Nesta semana, as leitoras e os leitores do Seu Dinheiro acompanharam de perto a agenda de Javier Milei. O presidente da Argentina virou figura popular ao assumir um país que passa por uma das piores crises econômicas de sua história.
O país viveu uma semana de “porta giratória”. De um lado, o HSBC vendeu as operações ao Galicia, maior grupo financeiro privado argentino, por US$ 550 milhões.
Do outro, o bilionário Elon Musk fez de tudo para se encontrar com Milei — inclusive dando a entender que ofereceria seu próprio avião para o presidente da Argentina viajar pelos Estados Unidos.
Mas não foram só notícias internacionais que se destacaram nesta semana. Jorge Paulo Lemann, o bilionário do grupo 3G Capital, vendeu, sem alardes, a participação de 16,1% na Kraft Heinz.
Além disso, outra notícia destaque foi o anúncio de que a Justiça decidiu embargar todas as obras e atividades do Complexo Boa Vista, um dos principais empreendimentos da JHSF Participações (JHSF3), localizado em Porto Feliz (SP).
Veja a seguir as notícias mais lidas nesta semana:
Leia Também
1 — Adeus, Milei: HSBC vende operações na Argentina por US$ 550 milhões uma semana após país aliviar restrições para empresas estrangeiras
O HSBC anunciou na última terça-feira (9) que fechou um acordo para vender o HSBC Argentina ao Grupo Financiero Galicia, maior grupo financeiro privado argentino, por US$ 550 milhões.
Assim, em função da venda, o banco britânico absorverá um impacto negativo de US$ 1 bilhão.
A unidade do HSBC na Argentina inclui operações bancárias, gestão de ativos e seguros — além de uma dívida de US$ 100 milhões.
Diversas empresas vem sofrendo prejuízos no país vizinho ao Brasil, como a cervejaria Ambev (ABEV3), o frigorífico Minerva (BEEF3), a operadora de turismo CVC (CVCB3), entre outras. Veja como a crise afetou as companhias por lá.
Vale dizer que, em 2016, o Bradesco anunciou ter pago R$ 16 bilhões na compra das operações do HSBC no Brasil, saindo oficialmente do país naquele mesmo ano.
2 — Por que Elon Musk quer se encontrar de todo jeito com Javier Milei nos EUA e pode até oferecer jatinho ao presidente da Argentina
Quando venceu as eleições em dezembro de 2023 para a presidência da Argentina, Javier Milei assumiu a difícil tarefa de atrair investimentos para o país.
Quem saiu prontamente para começar as negociações foi o bilionário dono da Tesla e do X (antigo Twitter), Elon Musk.
Uma das afinidades em comum é que ambos se dizem defensores de uma liberdade de expressão irrestrita e partidários de teorias conspiratórias.
E, com a chegada do chefe de Estado da Argentina nos Estados Unidos nesta quarta-feira (10), Milei recebeu o convite para visitar a planta de uma das megafábricas da Tesla, que tem o tamanho de cerca de 10 mil hectares.
A logística para cumprir toda a agenda pode ser um pouco complicada. Enquanto a fábrica da Tesla fica na cidade de Austin, no Texas, Milei está hospedado em um hotel em Nova York e cumpre agenda até a próxima quarta-feira, quando volta à Argentina.
Mas fontes do jornal argentino Clarín disseram que Musk poderia enviar um de seus aviões particulares para buscar o presidente.
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4 — Mais um fracasso de Lemann? Por que a 3G vendeu a Heinz “no sigilo” e abandonou a parceria com Warren Buffett de vez
Quem nunca viveu aquela paixão que parecia ser para a vida toda e que não durou, que atire a primeira pedra.
E foi o que aconteceu com Jorge Paulo Lemann e Warren Buffett: o amor embalado pela Heinz acabou — pelo menos para o brasileiro.
A empresa de private equity 3G Capital vendeu, sem alardes, a participação de 16,1% na Kraft Heinz no quarto trimestre, quase nove anos depois de planejar a fusão de sucesso da Kraft Foods e da Heinz com Warren Buffett.
Em comunicado, a Kraft Heinz disse que a Berkshire Hathaway de Buffett — o maior acionista, com uma participação de 26,8% — é uma investidora comprometida com o longo prazo.
5 — Justiça embarga obras de complexo bilionário da JHSF (JHSF3) no interior de São Paulo
A decisão aconteceu após pedido do Ministério Público, que afirma que a JHSF e outras duas companhias — a Canária Administradora de Bens e a Polônia Incorporações — burlaram regras de licenciamento ambiental para as obras.
Os promotores alegam que os licenciamentos foram emitidos tomando indevidamente por base frações menores de áreas e um número mais diminuto e menos complexo de atividades e intervenções do que se fosse considerado o todo do empreendimento.
A decisão inclui o empreendimento Village — de 2,6 milhões de metros quadrados, que abrange o Boa Vista Village, Residências do Village fase 1 e 2 e o Complexo Village —, o empreendimento Canárias, também com mais de 2 milhões de metros quadrados e os loteamentos Novo, Estates e Estâncias Rurais.
A única exceção ao embargo é a entrada de moradores e o uso doméstico dos locais que já são habitados.
Procurada, a JHSF não se manifestou até a publicação deste texto. A matéria será atualizada caso a empresa envie um posicionamento.