🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

DECLARAÇÕES DO DIRETOR

Galípolo abre o jogo sobre divergências de membros do Banco Central e corte de juros nos EUA 

Em evento hoje, o diretor de Política Monetária ainda falou sobre autonomia do BC e importância dos dados para tomada de decisão do Copom em setembro

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
26 de agosto de 2024
15:24 - atualizado às 14:50
gabriel-galipolo-banco-central-copom-bc
Imagem: Agência Brasil/Canva - Montagem Maria Eduarda Nogueira

Os membros do Banco Central podem até discordar, como na decisão rachada sobre a magnitude do corte da Selic em maio, mas essas divergências são apenas “granulares”, afirmou Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, em evento hoje em Teresina (PI).

Galípolo explicou que a autoridade monetária adota uma série de modelos para monitorar os dados e que se apoiam em muitos modelos de câmbio para o processo decisório. 

No caso da decisão dividida, de cinco votos a quatro por uma redução de 0,25 ponto porcentual na Selic em maio, ele disse que a decisão estava dentro do intervalo do modelo de confiança para um horizonte de 18 meses.

“Como está todo mundo exposto àqueles dados e aos cenários que são feitos, está todo mundo com uma visão que foi compartilhada ali, do ponto de vista daquilo que foi municiado e aí essas divergências acabam sendo divergências que são mais granulares, não são divergências que têm um impacto muito relevante", disse o diretor do BC.

Ele ainda ponderou que o País está passando pela primeira experiência da autonomia do BC e que isso não significa que haverá rupturas, por causa da institucionalidade. Galípolo reconheceu, no entanto, que na reta final do processo decisório pode haver um "judgement call".

"Eu realmente acho que a melhor coisa que pode acontecer com a autonomia do BC é que essas decisões estratégicas sejam o mais colegiadas possível, que a gente não tenha decisões monocráticas", afirmou o diretor.

Leia Também

Copom de setembro: o que esperar?

Se a decisão será dividida no próximo Copom, em setembro, ainda não se sabe. Mas Galípolo reforçou que os dados econômicos permanecem relevantes para a tomada de decisão. 

Ele destacou, especialmente, que o BC vem observando alguns dados para ver se a atividade está pressionando salários e preços.

"O Banco Central assumiu uma posição mais conservadora, interrompeu seu ciclo de corte e ficou dependente de dados. Nesse ciclo, a gente tem uma série de dados relevantes de mercado de trabalho, atividade econômica e, inclusive, de inflação até a próxima reunião que nós pretendemos consumir para tomar a decisão", disse Galípolo.

O diretor de Política Monetária afirmou ainda que o Brasil vem passando por um momento de desancoragem das expectativas que se refletem nas taxas de juros.

Ele ponderou que, apesar desse cenário, há indicadores positivos na economia brasileira. 

"Estamos com o menor desemprego dos últimos dez anos. A renda cresceu 12% frente a 2022 e bateu recorde de crescimento. As projeções de PIB vêm sendo revisitadas sistematicamente para cima de novo, como aconteceu nos últimos anos", listou.

Para ele, esses dados mostram que a economia brasileira apresenta bastante dinamismo, mas que faz parte do papel do BC observar se esse crescimento da demanda tem ocorrido de forma desordenada, a ponto de poder produzir um processo inflacionário que vai corroer a renda.

"Essa é a observação que o Banco Central sempre faz. A função do Banco Central é ser mais cauteloso e ter cuidado em função desses dados", disse Galípolo, frisando a observação da economia mais resiliente.

Corte dos juros nos Estados Unidos vai acontecer, a discussão agora é a magnitude

Galípolo afirmou ainda que o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos se aproxima e que a discussão agora é sobre a magnitude. 

Ele citou as falas recentes do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que deu declarações arrojadas sobre o processo de desinflação sem muito custo para a economia dos EUA.

O diretor contextualizou que havia expectativa de o Fed iniciar o ciclo de corte de juros em março, mas os dados da economia norte-americana mais resiliente foram postergando esse ciclo. O cenário mudou de uma previsão de seis cortes para um número entre zero e um.

"Isso acaba reprecificando a taxa de juros norte-americana ao longo do ano, e os ativos do mundo todo se alinham a isso”, disse o diretor.

Ele explicou que a expectativa de desaceleração da economia dos Estados Unidos oscilou muito entre "hard, soft e no-landing". 

"Isso oscilou muito recentemente, a ponto de você ter, numa única semana, a expectativa dessas três alternativas. Se você imaginar um não pouso, significa que as taxas de juros americanas permanecem mais altas por mais tempo, o que tende a ser mais adverso para países emergentes", pontuou.

A análise é de que houve uma consolidação da expectativa pelo pouso suave nos preços do mercado, mas há outros aspectos pesando. Ele citou, por exemplo, as tensões geopolíticas do fim de semana que se refletiram nos preços do petróleo.

Bancos Centrais ao redor do mundo têm ‘timings’ diferentes para reagir à inflação

O diretor ainda afirmou que os bancos centrais reagem à inflação mais alta em momentos distintos, enfatizando o pioneirismo do Brasil e do Chile nesse movimento de alta

"O Brasil e o Chile foram os países que primeiro reagiram na política monetária, enquanto muitos dos países desenvolvidos entendiam que não era necessário, porque essa era uma inflação que você poderia aguardar a normalização das cadeias produtivas, que ela poderia retornar. 

Com alguma defasagem, depois, de maneira mais sincronizada, todos os bancos centrais começaram a subir juros, de maneira a tentar arrefecer essa demanda, para tentar conter a inflação", disse Galípolo.

Ele ponderou que, após a pandemia, a invasão da Ucrânia colaborou para a desarticulação de cadeias produtivas e choques de oferta que aumentaram os preços. Além disso, a rearticulação de cadeias produtivas tem impacto de custo.

"Como resposta, você começa a ter programas de protecionismo por parte de alguns países. É aquilo que a gente tem assistido de maneira bastante evidente, que é a disputa entre Estados Unidos e China, do ponto de vista comercial", disse o diretor do BC.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
conteúdo EQI

Selic em 14,25% ao ano é ‘fichinha’? EQI vê juros em até 15,25% e oportunidade de lucro de até 18% ao ano; entenda

25 de março de 2025 - 14:00

Enquanto a Selic pode chegar até 15,25% ao ano segundo analistas, investidores atentos já estão aproveitando oportunidades de ganhos de até 18% ao ano

TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

SD Select

Com a Selic a 14,25%, analista alerta sobre um erro na estratégia dos investidores; entenda

25 de março de 2025 - 10:00

A alta dos juros deixam os investidores da renda fixa mais contentes, mas este momento é crucial para fazer ajustes na estratégia de investimentos na renda variável, aponta analista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom

25 de março de 2025 - 8:13

Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano

24 de março de 2025 - 8:05

Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: Ata do Copom, IPCA-15 e PIB nos EUA e Reino Unido dividem espaço com reta final da temporada de balanços no Brasil

24 de março de 2025 - 7:03

Semana pós-Super Quarta mantém investidores em alerta com indicadores-chave, como a Reunião do CMN, o Relatório Trimestral de Inflação do BC e o IGP-M de março

MACRO EM FOCO

Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?

23 de março de 2025 - 12:01

Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços

21 de março de 2025 - 8:21

Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção

SEXTOU COM O RUY

Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses

21 de março de 2025 - 5:42

Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda sobe antes de cair: Ibovespa tenta emplacar mais uma alta após decisões do Fed e do Copom

20 de março de 2025 - 8:18

Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: As expectativas de conflação estão desancoradas

19 de março de 2025 - 20:00

A principal dificuldade epistemológica de se tentar adiantar os próximos passos do mercado financeiro não se limita à já (quase impossível) tarefa de adivinhar o que está por vir

E DEVE CONTINUAR

Renda fixa mais rentável: com Selic a 14,25%, veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI

19 de março de 2025 - 19:51

Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (19), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas

CICLO CHEGANDO AO FIM?

Copom não surpreende, eleva a Selic para 14,25% e sinaliza mais um aumento em maio 

19 de março de 2025 - 19:35

Decisão foi unânime e elevou os juros para o maior patamar em nove anos. Em comunicado duro, o comitê não sinalizou a trajetória da taxa para os próximos meses

SEU MENTOR DE INVESTIMENTOS

O que o meu primeiro bull market da bolsa ensina sobre a alta das ações hoje

19 de março de 2025 - 10:30

Nada me impactou tanto como a alta do mercado de ações entre 1968 e 1971. Bolsas de Valores seguem regras próprias, e é preciso entendê-las bem para se tirar proveito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De volta à Terra: Ibovespa tenta manter boa sequência na Super Quarta dos bancos centrais

19 de março de 2025 - 8:35

Em momentos diferentes, Copom e Fed decidem hoje os rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos

SEM BOLA DE CRISTAL, MAS COM SINAIS

A decisão é o que menos importa: o que está em jogo na Super Quarta com as reuniões do Copom e do Fed sobre os juros

19 de março de 2025 - 6:07

O Banco Central brasileiro contratou para hoje um novo aumento de 1 ponto para a Selic, o que colocará a taxa em 14,25% ao ano. Nos EUA, o caminho é da manutenção na faixa entre 4,25% e 4,50% — são os sinais que virão com essas decisões que indicarão o futuro da política monetária tanto aqui como lá

TOUROS E URSOS #215

Até onde vai a alta da Selic — e como investir nesse cenário? Analista vê juros de até 15,5% e faz recomendações de investimentos

18 de março de 2025 - 13:51

No episódio da semana do Touros e Ursos, Lais Costa, da Empiricus Research, fala sobre o que esperar da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, após a Super Quarta

SD Select

Super Quarta no radar: saiba o que esperar das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e como investir

18 de março de 2025 - 10:00

Na quarta-feira (19), os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros; veja o que fazer com seus investimentos, segundo especialistas do mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar