Copom corta Selic hoje, mas vai manter o ritmo de queda até quando? Luís Stuhlberger, da Verde Asset, diz que a resposta está em uma letra
Vale relembrar que, desde que começou a cortar os juros, em agosto do ano passado, o Copom tem mantido um parágrafo nos comunicados que funciona como um “guidance” para calibrar as perspectivas do mercado

Que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) vai cortar a taxa básica de juros brasileira, a Selic, em meio ponto percentual — para 10,75% ao ano — nesta quarta-feira (20), quase ninguém duvida. Afinal, o próprio BC sinalizou a redução em seu último comunicado e não deu sinais de ter mudado de ideia.
A verdadeira dúvida está no que os dirigentes do BC farão após o fim desta “Super Quarta”. “A coisa mais importante para o Brasil hoje é a letra ‘s’: se vai ter apenas mais um corte de 0,5 ponto percentual ou se serão sinalizados dois”, diz Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset.
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Vale relembrar que, desde que começou a cortar os juros, em agosto do ano passado, o Copom tem mantido um parágrafo nos comunicados que funciona como um “guidance” para calibrar as perspectivas do mercado: “em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões".
A questão é se essa frase permanecerá inalterada pela sexta vez consecutiva ou se sofrerá uma alteração para indicar que os dias de cortes de 0,5 p.p. estão chegando ao fim.
Stuhlberger acredita na manutenção do ritmo de cortes da Selic
Stuhlberger, que comanda a equipe por trás do lendário fundo Verde, acredita que o BC não deve tirar o guidance do comunicado de hoje. Mas pode dar uma pista mais conservadora sobre quando os juros vão voltar ao patamar dos dois dígitos.
De acordo com o último Boletim Focus, publicado ontem (19) pelo Banco Central, a expectativa do mercado é que a taxa Selic termine 2023 em 9% ao ano.
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“A inflação está tranquila. Apesar do fiscal ter uma trajetória ruim, o Brasil tem uma parte cambial boa, a balança comercial está favorável e o país é credor em dólar, então dá para imaginar um cenário positivo”, afirmou ele durante a participação no Hedge Day hoje.
Considerando o quadro macroeconômico, o gestor do Verde diz ter um “otimismo moderado no Brasil”. E o gestor não entende por que esse sentimento não é compartilhado pelo mercado: o Ibovespa, principal índice acionário do país, recua quase 5% em 2024.
“A bolsa brasileira está underperfomando não só o S&P 500, mas outros índices internacionais. A saída de capital estrangeiro está em cerca de R$ 25 bilhões neste ano. Geralmente o investidor estrangeiro sabe comprar na baixa, e isso não tá acontecendo esse ano”, avalia Stuhlberger.
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