A Selic vai mesmo subir? O Brasil não tem mais jeito? Dois fatos sobre os juros e um sobre a economia na visão dos chefões dos grandes bancos
Mario Leão, do Santander Brasil, e Roberto Sallouti, do BTG, avaliaram a economia brasileira durante evento que reuniu CEOs de grandes bancos e empresas brasileiras nesta terça-feira (27); confira o que eles pensam sobre o nosso futuro

Desde que o diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, disse que todas as opções sobre os juros estavam na mesa — o que incluiria o aumento da Selic nas próximas reuniões do Copom — os investidores brasileiros passaram a olhar os dados da economia com lupa.
O cenário ficou ainda mais nebuloso para alguns após o sinal verde que o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, deu para o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos a partir de setembro.
Mas, para o CEO do Santander Brasil não há motivos para pânico. Na avaliação de Mario Leão, o Brasil tem um potencial enorme de atração de capital internacional com o afrouxamento monetário do Fed, que pode começar no mês que vem.
"O potencial de fluxo para o Brasil é enorme", disse Leão, em debate durante evento do Santander, que reuniu também o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti.
O presidente do Santander disse que o Brasil está muito sublocado nas carteiras dos investidores internacionais. Portanto, pode voltar ao radar, na medida em que as coisas no mercado interno se acertaram, após uns meses tumultuados na primeira metade de 2024.
"Dados recentes mostram uma economia sólida", afirmou Leão.
Leia Também
Leão ressaltou que parte do mercado vê o Fed cortando juros enquanto o BC vai subir a Selic, mas a visão no banco espanhol é que isso não será preciso no Brasil: "Não é nosso cenário base uma alta de juros pelo BC."
- A HORA É AGORA: veja lista das melhores ações internacionais para comprar antes que os juros caiam nos EUA, segundo analista
O presidente do Santander Brasil ainda se mostrou otimista com o futuro do Brasil e disse que o Produto Interno Bruto (PIB) pode novamente superar as expectativas de crescimento desenhadas no início do ano.
“Estamos otimistas com o futuro e com o que podemos construir juntos, construindo esse mercado e a economia que vai crescer novamente acima do que se esperava no começo do ano, como foi no ano passado e no anterior”, disse Leão.
Após a fala de Leão, o CEO global do Grupo Santander, Héctor Grisi, fez rápido discurso no evento, ressaltando também estar otimista com o Brasil.
“Somos o número 1, 2 ou 3 em cada mercado e temos ao menos 10% de cada mercado que participamos”, disse o executivo ao falar da América Latina.
SUBIR OU NÃO SUBIR A SELIC? EIS A QUESTÃO DO BANCO CENTRAL
Sallouti, do BTG, e a visão do Brasil
Sallouti avaliou que os números atuais da economia brasileira estão bem, inclusive os próprios indicadores fiscais estão melhores que o esperado, mas existe muita preocupação com o futuro — e a principal delas é o temor de se o arcabouço fiscal vai ser respeitado ou não.
“Acho que vai”, disse o CEO do BTG. “Não acho que a gente vai ter um cenário tão benigno quanto se imaginava no final do ano passado. Nem tão preocupante como se imaginou em alguns momentos do segundo trimestre”, acrescentou.
No debate, Sallouti fez um rápido resumo da gangorra em que se transformou a economia, local e internacional, na primeira metade do ano.
- Bolsa ainda mais barata? Analista acredita numa alta de 20% nas ações e aponta as 10 melhores para comprar agora
O Brasil virou o ano com o câmbio na casa dos R$ 4,80 e o Federal Reserve sinalizando até seis cortes este ano.
Mas este cenário rapidamente mudou, com a inflação nos Estados Unidos mostrando resistência à desaceleração, e um debate de que o Fed teria que voltar a elevar juros.
No Brasil, declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a independência do Banco Central e o controle de gastos, acompanhadas de mudança da meta fiscal e Banco Central dividido sobre os rumos da Selic, ajudaram a azedar o ambiente.
Foi o dólar bater em R$ 5,70 que ligou a luz amarela em Brasília. “O câmbio é o que melhor tem refletido as expectativas”, disse Sallouti.
Nesse momento, o governo passou a falar em respeito ao arcabouço fiscal e diretores do BC escolhidos pelo governo começaram a falar a favor de mais dureza no combate à inflação, ajudando a trazer certo alívio.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Três museus brasileiros estão entre os 100 mais visitados em 2024, mas nenhum deles é o MASP
Pesquisa feita pelo jornal especializado The Art Newspaper mostra que 2024 parece ter sido a volta aos níveis “normais” de visitações para muitos museus
Não haverá ‘bala de prata’ — Galípolo destaca desafios nos canais de transmissão da política monetária
Na cerimônia de comemoração dos 60 anos do Banco Central, Gabriel Galípolo destacou a força da instituição, a necessidade de aprimorar os canais de transmissão da política monetária e a importância de se conectar com um público mais amplo
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA
O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
SP–Arte 2025: ingressos, programação e os destaques da maior feira de arte da América Latina
Pavilhão da Bienal será ocupado com mostras de artistas brasileiros e estrangeiros contemporâneos e históricos dos séculos 20 e 21
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Boletim Focus mantém projeção de Selic a 15% no fim de 2025 e EQI aponta caminho para buscar lucros de até 18% ao ano; entenda
Com a Selic projetada para 15% ao ano, investidores atentos enxergam oportunidade de buscar até 18% de rentabilidade líquida e isenta de Imposto de Renda
Tony Volpon: Buy the dip
Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)
Últimos dias para se inscrever na Tenaris, Shopee, Ingredion, Dürr e Aon; confira essas e outras vagas para estágio e trainee com bolsa-auxílio de até R$ 7 mil
Os aprovados nos programas de estágio e trainee devem começar a atuar até o segundo semestre de 2025; as inscrições ocorrem durante todo o ano
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
Protege contra a inflação e pode deixar a Selic ‘no chinelo’: conheça o ativo com retorno-alvo de até 18% ao ano e livre de Imposto de Renda
Investimento garimpado pela EQI Investimentos pode ser “chave” para lucrar com o atual cenário inflacionário no Brasil; veja qual é
Conab abre concurso para 403 vagas, com salários de até R$ 8,1 mil; veja como participar
Novo edital abre oportunidades em todas as unidades da Conab; inscrições vão de 14 de abril a 15 de maio
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
JBS (JBSS3) pode subir 40% na bolsa, na visão de Santander e BofA; bancos elevam preço-alvo para ação
Companhia surpreendeu o mercado com balanço positivo e alegrou acionistas com anúncio de dividendos bilionários e possível dupla listagem em NY
110% do CDI e liquidez imediata — Nubank lança nova Caixinha Turbo para todos os clientes, mas com algumas condições; veja quais
Nubank lança novo investimento acessível a todos os usuários e notificará clientes gradualmente sobre a novidade
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta