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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

BULLS DOMINANDO

É recorde atrás de recorde: bitcoin (BTC) atinge (e supera) marca de US$ 100 mil pela primeira vez na história

Apesar do otimismo com o mercado, os analistas alertam que os investidores devem permanecer vigilantes e preparados para possíveis correções

Renan Sousa
Renan Sousa
5 de dezembro de 2024
8:38
bitcoin (BTC) ao lado de um touro de ouro que representa o bom momento das criptomoedas
Imagem: Shutterstock

Os investidores em criptomoedas brasileiros acordaram com uma série de notificações nesta madrugada. Enquanto a noite chegava ao fim por aqui, o bitcoin (BTC) voltou a renovar as máximas históricas com um rali de “última hora” e atingiu a marca de US$ 103.900,47, de acordo com o Coin Market Cap. 

Isso porque o Trump Trade — isto é, uma valorização de determinados ativos de risco após a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA — ganhou um novo fôlego na última quarta-feira (4).

Paul Atkins deve ser novo presidente da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos Estados Unidos), substituindo o atual chefe do órgão, Gary Gensler.

Essa mudança é importante para o mercado porque Gensler se mostrou um opositor ao desenvolvimento do setor de criptomoedas — enquanto Atkins tem uma visão mais positiva para esse segmento.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

#Nome (Símbolo)Preço (USD)Variação 24h (%)Variação 7d (%)Variação YTD (%)
1Bitcoin (BTC)US$ 102.432,646,10%7,99%142,27%
2Ethereum (ETH)US$ 3.924,785,61%8,93%72,00%
3XRP (XRP)US$ 2,39-10,01%65,12%288,72%
4Tether (USDT)US$ 1,000,03%0,04%0,09%
5Solana (SOL)US$ 237,960,40%1,14%134,41%
6BNB (BNB)US$ 735,59-5,39%12,06%135,47%
7Dogecoin (DOGE)US$ 0,4446,58%11,09%396,27%
8Cardano (ADA)US$ 1,22-0,47%23,23%105,22%
9USDC (USDC)US$ 0,9999-0,01%0,00%-0,02%
10TRON (TRX)US$ 0,3356-14,66%67,98%211,63%
Fonte: Coin Market Cap

Bitcoin (BTC) dispara e o mercado vai junto

Com o salto do bitcoin, o mercado global de criptomoedas agora tem um valor total de US$ 3,68 trilhões.

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Para efeitos de comparação, o PIB do Brasil em dólares está estimado em US$ 2,331 trilhões para o ano de 2024, segundo previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). 

E, de acordo com o Coin Market Cap, o mercado entra mais uma vez em euforia, colocando ainda mais expectativas no segmento de altcoins, moedas alternativas ao bitcoin. Em um universo de criptomoedas com mais de 2,4 milhões de tokens, os preferidos tendem a ser os projetos mais bem posicionados em valor de mercado. 

É o caso, por exemplo, do ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda do mundo, que avança quase 10% na semana, sendo atualmente a principal plataforma de contratos inteligentes (smart contracts) e base para uma série de aplicativos descentralizados (dApps), além de outras criptomoedas.

Até onde vai o rali — e como chegamos até aqui?

Para Bárbara Espir, Country Manager da Bitso no Brasil, o BTC não apenas rompeu barreiras emocionais e resistências de preço, mas também reafirmou seu status como um dos ativos mais relevantes do mercado financeiro. “Neste momento, 100% das pessoas que compraram e guardaram bitcoin estão no positivo”, completa ela.

Diversos fatores tornaram este ano um ponto de virada para o bitcoin, diz a gerente da Bitso para o Brasil, com destaque para o quarto halving em abril

A aprovação dos primeiros ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos, que aumentaram a demanda pela criptomoeda, também era um dos eventos mais esperados do ano, que ajudou a reduzir ainda mais a oferta de BTCs no mercado — isso porque esse tipo de fundo precisa ter os tokens em caixa para poder oferecer produtos do tipo, o que aumentou ainda mais a procura por bitcoins.

“Os ETFs de bitcoin nos EUA atraíram mais de US$ 50 bilhões em investimentos em apenas 10 meses — um número impressionante se comparado aos US$ 250 bilhões acumulados pelos ETFs de ouro ao longo de duas décadas”, diz. 

Já Para Fernando Pereira, analista da Bitget, o patamar de preços de US$ 100 mil é um marco importante para o bitcoin, destacando sua crescente adoção e valor percebido. 

“Agora, os analistas voltam o foco para os próximos possíveis níveis de resistência, mirando alvos de US$ 150 mil e até mesmo US$ 200 mil”, escreve Pereira. “A reação do mercado sugere que ainda pode haver espaço para crescimento”, completa. 

No entanto, os analistas alertam que os investidores  devem permanecer vigilantes e preparados para possíveis correções.

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