🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

O que precisa acontecer para o dólar parar de subir — e diminuir a pressão sobre a inflação e os juros

O aguardado início de um ciclo de corte de juros pelo Fed tende a mudar a dinâmica das ações e do dólar nos mercados globais

13 de agosto de 2024
7:01 - atualizado às 13:04
Dólar x Real qual será o preço da moeda norte-americana no futuro
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Nas últimas semanas, o mercado cambial brasileiro tem passado por flutuações significativas. O dólar, que já vinha em uma trajetória de alta, alcançou níveis próximos a R$ 5,70 entre junho e julho e, na última segunda-feira, superou a marca de R$ 5,80.

Esse cenário sugere um possível ressurgimento de pressões inflacionárias, dado que o Brasil é um grande importador de bens de consumo. Um dólar elevado por um período prolongado pode resultar em uma inflação mais alta e persistente no país.

Isso é especialmente preocupante após o IPCA de julho atingir o teto de 4,5% na comparação anual.

O índice para o mês superou as expectativas, alcançando 0,35%, e nos coloca à beira de ultrapassar o limite máximo da meta de inflação, considerando que o índice de agosto do ano passado foi de apenas 0,22%.

Há quem defenda alta dos juros com base apenas nisso

Acontece que alguns agentes de mercado defendem um aumento da taxa Selic com base justamente na expectativa de que o real continue depreciado.

No entanto, com o Federal Reserve sinalizando possíveis cortes nas taxas de juros, essa perspectiva se torna menos clara.

Leia Também

Observe que o real se recuperou em relação ao dólar após a turbulência da última segunda-feira, o que sugere uma possível estabilização.

Por isso, mantenho a previsão de que a Selic permanecerá no patamar atual, mesmo que os mercados futuros indiquem uma possível elevação.

Até que ponto o Fed cortará os juros

No cenário internacional, algumas projeções sugerem dois cortes consecutivos de 50 pontos-base nas próximas reuniões do Fed, em setembro e novembro.

Esses cortes seriam justificados pela deterioração do mercado de trabalho e pela inflação relativamente controlada nos EUA, sugerindo uma rápida redução dos juros para 3,25%, equivalente a um juro real de 1%.

Pessoalmente, questiono a necessidade de medidas tão drásticas, pois elas poderiam enviar um sinal alarmante para a economia global.

Como discutimos anteriormente, o recente aumento na aversão ao risco foi impulsionado pelo temor de uma recessão nos EUA.

Portanto, cortes de juros excessivos ou desnecessários poderiam, em tese, intensificar as preocupações (sinal de desespero) em vez de proporcionar alívio.

Não acredito em uma recessão nos EUA, uma perspectiva que é corroborada pelo recente relatório de pedidos de auxílio-desemprego.

Ao mesmo tempo, considero improvável que posturas conservadoras, como a de Michelle Bowman, membro do conselho do Federal Reserve, que defende a manutenção das taxas de juros, se mantenham inalteradas nos próximos meses, especialmente à luz dos novos dados econômicos que estão por vir.

O impacto da inflação nos EUA

A inflação desta semana, por exemplo, será um fator crucial nesse cenário.

Espera-se que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de julho registre um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior e 0,2% em relação ao mês anterior.

Esse aumento anual de 3% está em linha com o observado em junho, enquanto o crescimento mensal contrasta com a queda de 0,1% registrada no mês anterior. Excluindo os preços de alimentos e combustíveis, a inflação anual deve alcançar 3,2%.

Jackson Hole vem aí

Além do CPI de julho, que caso venha abaixo do esperado ajudaria o real, outro evento significativo que se aproxima é o Simpósio de Jackson Hole, marcado para o final de agosto, pouco antes da reunião do Fed em setembro, onde se espera um possível corte de juros.

Este simpósio será uma oportunidade essencial para compreender melhor as perspectivas dos principais dirigentes da política monetária global.

Em relação a esse cenário, além das minhas avaliações, comentários de peso, como os de Louis Gave, da Gavekal, apontam para uma probabilidade crescente de que o Fed corte sua taxa básica de juros, o que poderia resultar em uma desvalorização do dólar frente às principais moedas globais. Caso esse corte de juros se concretize nos EUA, pode não ser necessário elevar as taxas de juros no Brasil.

BC pode segurar o real frente ao dólar só no papo

A manutenção da Selic em 10,50% ao ano, acompanhada de um discurso firme por parte do Banco Central, poderia ser suficiente para garantir resultados positivos com o real, como observado recentemente.

Em outras palavras, à medida que o dólar enfraquece, outras economias poderiam assumir a liderança no crescimento global, e outros mercados poderiam impulsionar um novo ciclo de alta.

Assim como o estouro da bolha das pontocom entre 2000 e 2001 não representou o fim, mas sim uma transição, o término do mercado em alta nas bolsas norte-americanas e uma possível desaceleração do PIB dos EUA não devem ser encarados como catastróficos.

Pelo contrário, podem abrir caminho para novas oportunidades. Esse cenário nos leva de volta à questão da rotação setorial.

Esse movimento tem realocado investimentos, antes concentrados nas grandes empresas de tecnologia, para setores menos valorizados, como as "small caps", motivado, em parte, pelo aumento do pessimismo em relação aos elevados custos associados ao desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial.

A "tempestade perfeita" que se formou na semana passada, impulsionada por temores de recessão, resultados corporativos aquém do esperado no setor de tecnologia, uma excessiva concentração de capital em poucas empresas e o fim do financiamento a juro zero proporcionado pelo iene, intensificou ainda mais a correção nos mercados.

Queda dos juros lá fora pode segurar o dólar e ajudar ativos brasileiros

Desde julho de 2021, os principais desafios para os ativos de risco no Brasil têm sido as elevadas taxas de juros internacionais e o foco quase exclusivo na inteligência artificial, setor em que o Brasil tem pouca participação.

Com a queda dos juros nos Estados Unidos, aumenta o interesse por mercados periféricos.

Essa mudança no panorama econômico traz boas perspectivas para o real.

No Brasil, os prêmios de risco estão elevados, muitos ativos encontram-se subvalorizados e o mercado antecipa um aperto específico nas condições monetárias.

Com isso, espera-se que o segundo semestre deste ano apresente dinâmicas consideravelmente distintas das observadas na primeira metade.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços

31 de março de 2025 - 7:03

Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores

conteúdo EQI

Protege contra a inflação e pode deixar a Selic ‘no chinelo’: conheça o ativo com retorno-alvo de até 18% ao ano e livre de Imposto de Renda

30 de março de 2025 - 8:00

Investimento garimpado pela EQI Investimentos pode ser “chave” para lucrar com o atual cenário inflacionário no Brasil; veja qual é

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA

28 de março de 2025 - 8:04

O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump

26 de março de 2025 - 8:22

Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair

conteúdo EQI

Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda

26 de março de 2025 - 8:00

A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento

TOUROS E URSOS #216

A hora de comprar dólar é agora: CIO do Mirabaud Family Office vê moeda americana mais forte com ou sem as tarifas de Trump 

25 de março de 2025 - 17:44

No episódio da semana do podcast Touros e Ursos, Eric Hatisuka fala sobre o que esperar da guerra comercial travada pelo presidente norte-americano e de possíveis impactos no Brasil

conteúdo EQI

Selic em 14,25% ao ano é ‘fichinha’? EQI vê juros em até 15,25% e oportunidade de lucro de até 18% ao ano; entenda

25 de março de 2025 - 14:00

Enquanto a Selic pode chegar até 15,25% ao ano segundo analistas, investidores atentos já estão aproveitando oportunidades de ganhos de até 18% ao ano

TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom

25 de março de 2025 - 8:13

Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano

24 de março de 2025 - 8:05

Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: Ata do Copom, IPCA-15 e PIB nos EUA e Reino Unido dividem espaço com reta final da temporada de balanços no Brasil

24 de março de 2025 - 7:03

Semana pós-Super Quarta mantém investidores em alerta com indicadores-chave, como a Reunião do CMN, o Relatório Trimestral de Inflação do BC e o IGP-M de março

MACRO EM FOCO

Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?

23 de março de 2025 - 12:01

Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses

O PESO DO MACRO

Co-CEO da Cyrela (CYRE3) sem ânimo para o Brasil no longo prazo, mas aposta na grade de lançamentos. ‘Um dia está fácil, outro está difícil’

23 de março de 2025 - 10:23

O empresário Raphael Horn afirma que as compras de terrenos continuarão acontecendo, sempre com análises caso a caso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços

21 de março de 2025 - 8:21

Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção

SEXTOU COM O RUY

Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses

21 de março de 2025 - 5:42

Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar