Depois de 5 altas seguidas, Ibovespa tenta igualar a melhor sequência do ano até agora, mas não terá vida fácil
Ata da última reunião do Copom tende a dar o tom dos negócios no Ibovespa hoje, mas perda de fôlego da inteligência artificial lá fora pode pesar

O Ibovespa tem hoje a oportunidade de igualar sua melhor sequência em 2024. Tudo bem que este não vem sendo um ano exatamente bom para o mercado de ações.
O principal índice da bolsa brasileira aproxima-se do fim do primeiro semestre em queda acumulada de 7,5% no que vai do ano.
Há uma semana, porém, a situação era bem pior. As perdas acumuladas em 2024 rondavam os 10%.
Mas o mercado melhorou nos últimos dias (alguns dirão que despiorou). Ontem, a alta foi de pouco mais de 1%.
Agora, depois de cinco avanços seguidos, o Ibovespa tem a chance de igualar a melhor série do ano até aqui. A saber, as seis altas seguidas registradas em fevereiro.
A atual sequência derivou de um evento improvável: a expectativa e posterior confirmação de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) interromperia um ciclo de corte de juros.
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Em tempos normais, o fim de um ciclo de alívio monetário é ruim para o mercado de ações. Ainda mais em condições de juros tão restritivos quanto às que assistimos no Brasil.
Na visão dos participantes do mercado, o que contou foi a unanimidade em favor da interrupção dos cortes de juros.
Hoje, eles lerão atenciosamente a ata da última reunião do condomínio Copom para ter certeza de que a vizinhança está apaziguada — pelo menos até a próxima reunião.
A expectativa é de que o documento sinalize se a decisão foi apenas uma pausa nos cortes ou o fim de um ciclo.
Para além da ata, os participantes do mercado acompanham a participação do diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, em evento a partir das 10h.
Mas nem só de Copom vive o mercado financeiro brasileiro. Para sermos justos, a intensificação do foco em questões locais ao longo deste primeiro semestre deve-se ao fato de os juros nos Estados Unidos estarem há mais de um ano nos níveis mais elevados desde 2001.
Nesse sentido, novos dados virão à tona nos próximos dias para que os diretores do Fed decidam seus próximos passos, entre eles os números finais do PIB dos EUA no primeiro trimestre e a inflação dos gastos com consumo pessoal.
Ainda por lá, Joe Biden e Donald Trump preparam-se para o primeiro debate com vistas às eleições presidenciais de novembro. Aqui você confere a análise do colunista Matheus Spiess sobre o processo eleitoral norte-americano.
De qualquer modo, o Ibovespa não terá vida fácil para igualar a melhor sequência de 2024 até agora. Isso porque a empolgação com a inteligência artificial, que sustentou a alta das bolsas norte-americanas nos últimos meses, parece estar perdendo fôlego.
O que você precisa saber hoje
ACORDO ENTRE VAREJISTAS
Aliança de AliExpress com Magazine Luiza (MGLU3) é boa, mas não o suficiente para resolver problemas da varejista, diz Santander. Ações da Magalu saltaram quase 10% após o anúncio, performando entre as maiores altas do Ibovespa.
O BRILHO DA DÍVIDA
A bolsa não tem um IPO desde 2021 — mas o mercado deu um jeito de continuar em movimento, afirma o CEO da B3. Para Gilson Finkelsztain, os ativos de crédito corporativo se tornaram o “destaque definitivo” de 2024 em meio à escassez de aberturas de capital na bolsa.
SEM CAPTAÇÃO?
“Uma das maiores fraudes que já tivemos”: Crise na Americanas (AMER3) abalou o mercado de ações brasileiro. Ainda há salvação? Em evento, Pablo Cesário, presidente executivo da Abrasca, mostra sua visão sobre o mercado de capitais doméstico — e fala sobre o novo risco que vê sobre a indústria local.
RESPOSTA À GUERRA
A União Europeia dobra a aposta e impõe sanções contra o gás da Rússia em meio a guerra com a Ucrânia. Mais 116 pessoas e organizações passam a sofrer sanções, o que significa que ficam impedidas de ter acesso a bens que tenham em países europeus.
O DIA DO ANIVERSÁRIO DO CRAQUE
Um presente de grego para Messi: Argentina entra em recessão no 1T24 — conheça os vilões da queda do PIB dos hermanos. As fortes quedas do consumo, da produção industrial e dos investimentos foram fatais para o PIB argentino cair 5,1% entre janeiro e março deste ano.
Uma boa terça-feira para você!
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