As commodities estão em baixa, mas as ações estão baratas e ainda pagam dividendos; conheça uma boa opção na B3
É muito importante entender que investir em empresas de commodity não é a mesma coisa que investir em commodities

Entra ano, sai ano, mas algumas coisas simplesmente não mudam. No mercado financeiro, toda virada de ano vem acompanhada daquelas previsões que poucas vezes dão certo, mas que todo mundo para para ler.
Alguns prestam atenção nelas apenas por curiosidade, outros porque gostam de segui-las e há também os que usam as dicas para apostar contra elas – o que muitas vezes costuma dar certo, acredite.
O fato é que 2024 começa com perspectivas não muito animadoras para as commodities, de maneira geral.
O gráfico a seguir mostra um desempenho combinado de várias commodities (petróleo, gás, minério, soja etc).
Em partes, esse desempenho é explicado pela sobreoferta de petróleo, queda nas perspectivas de crescimento da China (o que impacta o consumo de aço), além da queda da cotação de vários produtos agrícolas depois do boom da pandemia.
Esse momento ruim das commodities fez muitos daqueles adivinhos de começo de ano sugerirem uma "rotação de portfólio": saem empresas de commodities, entram empresas cíclicas domésticas, que têm mais potencial para surfar a queda da Selic.
Leia Também
Mas será que você deveria seguir essa sugestão à risca?
- ONDE INVESTIR EM 2024: Descubra o que esperar do cenário econômico brasileiro e internacional e quais são os melhores investimentos para a sua carteira, em diferentes classes de ativos. Clique aqui.
Investir em empresa de commodity não é igual investir em commodities
Antes de responder se vale a pena seguir a tal "rotação", é muito importante entender que investir em empresas de commodity não é a mesma coisa que investir em commodity.
Não ficou claro?
Vamos usar o exemplo da Petrobras (PETR4). Desde março de 2022, as ações da Petrobras sobem quase 140%, enquanto o petróleo cai aproximadamente -30%.
Algumas coisas explicam esse movimento aparentemente contraditório, como a melhora da percepção política sobre a companhia, mas não é só isso.
A verdade é que a Petrobras tem um dos custos de produção mais baixos do mercado. Obviamente, um petróleo cotado a US$ 70/barril rende menos dinheiro do que em US$ 100.
Mas para uma companhia que tem um breakeven de menos de US$ 50/barril – ou seja, que gera caixa com o petróleo acima desse patamar –, o preço atual ainda é muito interessante para a companhia.
É claro, ainda existem os riscos políticos, e no valuation atual preferimos ficar de fora da Petrobras neste momento, mas mesmo com o petróleo nos menores patamares dos últimos dois anos, 2024 ainda pode ser um ano de bons resultados para a estatal.
ONDE INVESTIR EM 2024: VEJA RECOMENDAÇÕES GRATUITAS DE AÇÕES, RENDA FIXA, DIVIDENDOS, FUNDOS IMOBILIÁRIOS, BDRs E CRIPTOMOEDAS
Acontece o oposto também
Assim como a queda no preço das commodities nem sempre se reflete no preço das ações do setor, o oposto também é muito comum.
Muitas vezes, investidores compram ações de uma determinada empresa só porque o preço da commodity que ela produz está subindo, sem se atentar se existem outros problemas intrínsecos que podem fazer ela perder o bonde.
Ao longo das últimas décadas, foram vários os investidores que perderam dinheiro em petroleiras que poderiam aproveitar a alta da commodity, mas que acabaram enfrentando diversos problemas de produção que afetaram os resultados e o preço das ações.
Leia também
Ainda há espaço para commodities — e para a Gerdau (GGBR4)
Com esses exemplos, eu apenas quero que você entenda que nem sempre empresas de commodities são a melhor forma de apostar na alta ou queda desses produtos.
Por esse motivo, ao contrário do que você deve ter lido por aí nos últimos dias, a minha recomendação não é fugir das empresas de commodities em 2024, mesmo que as cotações do petróleo, do minério de ferro etc não tenham as melhores perspectivas para o ano.
Sim, se a taxa de juros continuar caindo e a inflação seguir controlada, as empresas cíclicas domésticas (principalmente varejo e construtoras) devem se beneficiar mais.
No entanto, existem algumas empresas de commodities capazes de trazer diversificação, dividendos e que já estão tão baratas neste momento por causa desse papinho de "fim das commodities em 2024", que oferecem um risco vs. retorno bastante atrativo.
A Gerdau (GBBR4) é um bom exemplo. O momento não é dos melhores para o setor siderúrgico, que além de tudo ainda sofre com as importações de aço vindo da China.
Mas neste momento a ação negocia por menos de 4x Valor da Firma/Ebitda, com boa geração de caixa e um dividend yield que deve ficar próximo de 10% em 2024.
Ou seja, já tem muito pessimismo embutido nos preços, e enquanto o setor não melhora, podemos comprar a ação por preços bem descontados e receber ótimos rendimentos. Por esses motivos, a Gerdau segue na série Vacas Leiteiras.
Mas é claro que há outras empresas no portfólio do Vacas que tendem a se beneficiar mais de um possível bull market em 2024. Aliás, uma delas vai pagar dividendos já no dia 1º de março, e você pode ser um dos beneficiados. Se quiser saber como, deixo aqui o convite.
- A carteira de investimentos ideal para 2024: veja quais são as ações, fundos imobiliários, BDRs, criptomoedas e títulos de renda fixa que não podem faltar no seu portfólio este ano. Clique aqui para conhecer as recomendações gratuitamente.
Um grande abraço e até a semana que vem.
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online