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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de empresas no Seu Dinheiro. Formada em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.

DEPOIS DO FUNDO DO POÇO

O pior já passou para o Bradesco: JP Morgan vê potencial de alta de até 28% para as ações BBDC4 — e aqui estão os motivos por trás do otimismo

Os analistas fixaram um novo preço-alvo de R$ 20 para o fim de 2025 — acima da projeção anterior, de R$ 18 para o final deste ano

Camille Lima
Camille Lima
23 de agosto de 2024
14:29 - atualizado às 14:51
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Imagem: Imagem: Adobe Stock/Montagem: Giovanna Figueredo

Depois de inúmeros trimestres de decepções com balanços aquém das expectativas, o Bradesco (BBDC4) parece enfim estar “no caminho certo” para deixar o fundo do poço. Pelo menos, é o que diz o JP Morgan.

Os analistas mantiveram recomendação overweight — equivalente a compra — para as ações BBDC4 e fixaram um novo preço-alvo de R$ 20 para o fim de 2025 — acima do target anterior, de R$ 18 para o final deste ano.

O novo valor implica em uma valorização potencial de 28,8% em relação ao último fechamento, de R$ 15,52.

A revisão para cima das estimativas acontece depois da surpresa com o resultado do banco no segundo trimestre de 2024, que superou as expectativas ao entregar um lucro líquido de R$ 4,7 bilhões entre abril e junho.

As ações do Bradesco reagem positivamente à visão otimista dos analistas. Por volta das 14h36, os papéis subiam 2,26%, cotados a R$ 15,87. No ano, o banco ainda marca uma desvalorização de cerca de 2,8% na B3.

Vale lembrar que o JP Morgan não foi o único a melhorar as expectativas. Recentemente, outros dois bancos de investimentos revisaram para cima as perspectivas para o Bradesco — incluindo um de seus principais rivais, o Itaú BBA.

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Por trás do otimismo com o futuro do Bradesco (BBDC4) 

Segundo os analistas, a tese para o Bradesco é “simples” — e a busca do banco pela rentabilidade perdida dos últimos trimestres é um dos principais fatores que pavimenta as perspectivas otimistas do JP Morgan para as ações BBDC4.

No segundo trimestre, o segundo maior banco privado do Brasil deu os primeiros sinais de recuperação dos indicadores, com o ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio) chegando a 10,8% — ainda muito aquém do patamar de 20% que a empresa ostentou em seus melhores dias. 

“Após atingir o fundo do poço, o Bradesco vem ensaiando uma recuperação, e os resultados do 2T24 foram uma primeira indicação de movimento nessa direção, com o crescimento dos empréstimos reacelerando, inflexão da margem financeira (NII) do cliente e o ROE subindo lentamente”, escreveram os analistas, em relatório. 

Para o banco norte-americano, todas essas melhorias nos números do Bradesco serão graduais — mas há indícios de que a companhia deve retornar ao patamar de ROE de 15% a 16% mais cedo do que a administração do banco tem sinalizado. 

Atualmente, bancos menores, com menor escala em tecnologia e financiamento, já entregam ROEs superiores a 12%. 

Isso significa que, se a divisão de varejo do Bradesco retornar a pelo menos esse nível, o banco consolidado pode retornar à marca de 16% — o que implica em um valor contábil de 1,2 vez. 

Como o Bradesco não segmenta os números como varejo e atacado, a conta do JP Morgan considera as cifras excluindo as divisões de previdência e seguros e o Bradesco BBI.

“Considerando que bancos menores no Brasil operam com +12% de ROE, acreditamos que é difícil não ver o "varejo" do Bradesco eventualmente recuperando sua lucratividade”, afirmou o banco norte-americano.

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Os riscos para a tese das ações BBDC4

Não que o cenário apertado do setor financeiro tenha ficado mais fácil para o Bradesco. Na realidade, segundo os analistas, o banco ainda tem um caminho de recuperação para trilhar, enquanto as fintechs continuam sendo uma ameaça e taxas mais altas são um obstáculo.

Porém, considerando que o Bradesco vai conseguir retomar os níveis de rentabilidade, a relação entre risco e recompensa permanece positiva, na visão do JP Morgan.

Na avaliação dos analistas, a evolução da margem financeira do Bradesco nos próximos trimestres é atualmente o principal fator que poderia fazer as ações BBDC4 superarem a tese já otimista do JP Morgan.

Já do lado negativo, os analistas avaliam que existem quatro fatores que podem ruir com as perspectivas construtivas para o Bradesco. São eles:

  • Qualidade de ativos mais desafiadora do que o esperado, nunca retornando aos níveis históricos; 
  • Movimentos políticos que afetam negativamente o crescimento ou a lucratividade; 
  • Competição mais acirrada de neo bancos ou bancos públicos; e 
  • Desempenho de despesas pior do que o esperado.

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