Cogna (COGN3) nota 10? Banco estrangeiro passa a recomendar compra das ações, que lideram altas da B3
O banco também avalia um preço justo para as ações entre R$ 2,80 e R$ 4,40, o que representa um potencial valorização de até 120%

As provas mais difíceis já passaram e as perspectivas são de boas notas. Pelo menos, essa é a visão do JP Morgan para o setor de educação. Do setor, uma companhia ganhou a medalha de "aluno exemplar" da turma: o banco elevou a recomendação para as ações da Cogna (COGN3) de neutra para overweight — equivalente a compra.
O JP Morgan também avalia um preço justo para as ações entre R$ 2,80 e R$ 4,40 — sendo o último considerando a participação de 78% que a Cogna detém na Vasta. Ou seja, no melhor cenário a estimativa representa um potencial de valorização das ações de até 120%.
Com a “nota” mais alta do JP Morgan, os papéis COGN3 lideram os ganhos do Ibovespa, com salto de 10% — ao longo do pregão. Em consequência, a companhia superou os R$ 4 bilhões em valor de mercado. Siga os mercados.
- Quer receber em primeira mão as análises dos balanços do 1T24? Clique aqui para receber relatórios de investimentos gratuitos, feitos pelos profissionais da Empiricus Research.
Por que o desempenho de Cogna melhorou?
Segundo o JP Morgan, as ações da companhia educacional foram as que tiveram maior queda no acumulado do ano, de quase 43%, contra os 7% negativos do Ibovespa — sendo uma das mais descontadas do setor.
A esses preços, os analistas entendem que as ações da Cogna estão baratas, sendo um dos motivos para a revisão positiva da recomendação.
Isso porque uma das “disciplinas” nas quais a companhia melhorou foi o fluxo de caixa, com a geração de R$ 67 milhões em 2023 — o equivalente a 2% do valor de mercado — após “muitos anos de queima de caixa”.
Leia Também
A expectativa do banco é de que esse número ainda deve melhorar para R$ 240 milhões neste ano.
Além disso, a companhia reduziu o endividamento (alavancagem) significativamente em 2023, passando de 3,2x para 2,5x da relação de dívida líquida/Ebitda.
Quando comparada aos pares, a Cogna ocupa uma posição de “alavancagem mediana”, e em 2024 essa relação deve diminuir ainda mais.
A modalidade de educação à distância também deve dar um reforço nessas estimativas, apesar dos riscos regulatórios desse tipo de ensino.
Vale lembrar que, na semana passada, o Conselho Nacional de Educação decidiu que os cursos de formação de professores (licenciaturas e pedagogia) tenham um limite de até 50% do conteúdo ministrado à distância.
“A Cogna espera um crescimento de dígito baixo em presencial e EAD, embora mais forte no EAD, enquanto a Yduqs deve crescer de 15% a 25% no presencial, mas deve ter um digital mais fraco com uma queda entre 4% e uma alta de 1%”, escrevem os analistas Marcelo Santos e Jéssica Mehler, que assinam o relatório.
Embora haja a comparação com Yduqs, o banco não tem uma preferência entre as duas. “Em vez disso, vemos a maioria das ações do setor de educação altamente descontadas, com exceção de Afya."
As notas das companhias educacionais
Com a melhora de Cogna pelo JP Morgan, a companhia passa a ter a nota 10 no “boletim da bolsa” juntamente com Yduqs (YDUQ3), Ser Educacional (SEER3) e Ânima (ANIM3) — que é a preferida (top pick) do banco.
Assim, o banco tem hoje a recomendação de compra para todas ações, exceto para a Afya.
A expectativa dos analistas é que todas as empresas cobertas apresentem geração de fluxo de caixa em 2024, com rendimento (yield) entre 6% e 12%.
Além disso, as companhias devem aumentar as receitas a taxas de um dígito médio a elevado nos próximos anos, ao mesmo tempo que aumentam os lucros, dizem os analistas.
Por fim, a combinação entre expansão do Ebitda e geração de fluxo de caixa deverá levar à desalavancagem do setor nos próximos anos.
- O que está por trás dos números das empresas mais importantes da bolsa? Receba gratuitamente, em primeira mão, a análise dos balanços do 1T24 de algumas das principais empresas da Bolsa.
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Cogna (COGN3) mostra ao investidor que terminou o dever de casa, retoma dividendos e passa a operar sem guidance
Em meio à pandemia, em 2020, empresa anunciou guidances audaciosos para 2024 – que o mercado não comprou muito bem. Agora, chegam os resultados
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Ações da Cruzeiro do Sul (CSED3) caem quase 10% após balanço do quarto trimestre, mas BTG recomenda a compra; entenda
Banco enxerga um potencial de alta de mais de 70% para os papéis e destaca pagamentos e preço atrativo como motivos
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos
O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%