A C&A vai roubar os holofotes na passarela do varejo de moda do 3T24? É o que esperam os analistas — e ações CEAB3 sobem forte na B3 com expectativa
Na visão da XP, a C&A Brasil deve reportar “mais um conjunto de resultados fortes”, com um índice de vendas mesmas lojas superior ao dos pares e melhora de margens

As ações da C&A (CEAB3) desfilam no campo positivo da bolsa brasileira nesta sexta-feira (11), impulsionadas pela expectativa da XP Investimentos de que a companhia roube os holofotes na passarela do varejo de moda no terceiro trimestre de 2024.
Os papéis encerraram o pregão com alta de 7,20% fora do Ibovespa, cotados a R$ 11,02. No ano, a valorização da empresa chega a 40% na B3. A companhia hoje é avaliada em aproximadamente R$ 3,4 bilhões.
- Veja mais: analista aponta que a bolsa está ainda mais barata e recomenda 10 ações para comprar “com desconto”
O desempenho positivo vem na esteira da divulgação da prévia dos analistas do que esperar no balanço da companhia de julho a setembro.
Na visão da XP, a C&A Brasil deve reportar “mais um conjunto de resultados fortes”, com melhora de margens combinada a um índice de vendas mesmas lojas (SSS) superior ao dos pares outra vez.
Relembre as principais linhas do balanço do 2T24:
- Lucro líquido: R$ 83,9 milhões (+1884,4% a/a);
- Receita líquida consolidada: R$ 1,83 bilhão (+11,5% a/a);
- Ebitda ajustado (pós-IFRS): R$ 359,5 milhões (+28,8% a/a).
O que esperar do balanço da C&A (CEAB3) no 3T24
Nas projeções da XP Investimentos, o lucro líquido da C&A Brasil (CEAB3) deve atingir R$ 17 milhões, impulsionado pela melhora dos resultados operacionais. A cifra estaria abaixo dos ganhos registrados no segundo trimestre de 2024, mas representaria uma reversão do prejuízo líquido de R$ 44,2 milhões visto no terceiro trimestre do ano passado.
Leia Também
Segundo os analistas, a varejista de moda deve registrar um crescimento de 13% nas vendas líquidas consolidadas em relação ao terceiro trimestre de 2023.
Essa expansão será apoiada por um desempenho sólido das vendas mesmas lojas de 12,4% na base anual, acima das estimativas para os concorrentes, de 10,6% para Lojas Renner (LREN3) e de 9,2% para a Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo.
Uma das linhas fortemente acompanhadas pelos investidores do varejo é a rentabilidade. Na visão dos analistas, ela deve permanecer sólida, com aumento de 2,2 pontos percentuais na margem bruta consolidada na base anual.
A rentabilidade deve ser sustentada pelo mix de produtos, enquanto a margem bruta do vestuário continua se beneficiando da estratégia de precificação da companhia e de uma “coleção assertiva”, enquanto a de “Fashiontronics” — que abarca a venda de produtos eletrônicos e de beleza — expande com a performance superior da categoria de beleza.
Nas contas da XP, a margem Ebitda ajustada (com IFRS) da C&A (CEAB3) deve subir em torno de 3,6 pontos percentuais no comparativo com igual intervalo do ano passado devido à alavancagem operacional, apesar das provisões de bônus mais altas.
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Nike vai recuperar o pace? Marca perdeu espaço para Adidas e On, mas pode voltar aos pés dos consumidores
Após anos de marasmo, perdendo espaço para concorrentes, empresa americana tenta recuperar influência no mercado focando em um segmento que sempre liderou
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Michael Klein eleva posição acionária na Casas Bahia (BHIA3) e dá mais um passo para retornar ao conselho da varejista
Segundo o comunicado, o aumento da posição acionária tem como objetivo viabilizar o envolvimento de Michael Klein na gestão da Casas Bahia (BHIA3)
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas