Tesouro Direto: Investidores se antecipam à queda da Selic e ganho dos títulos prefixados chega a 180% do CDI no ano; ainda vale a pena comprar?
Com o melhor desempenho do Tesouro Direto no ano, prefixados ganharam novo impulso com inflação abaixo do esperado – e continua interessante se posicionar nesses papéis

Depois de sofrerem com a escalada da Selic, os títulos prefixados de renda fixa, como o título público Tesouro Prefixado, começaram a ressuscitar no segundo semestre do ano passado e, neste ano, já acumulam desempenhos que superam o CDI, os títulos pós-fixados, como o Tesouro Selic, e investimentos mais arriscados, como a bolsa.
Com valorizações que ultrapassam os 6% ao ano, por exemplo, os títulos públicos prefixados ganham com folga dos papéis atrelados à taxa básica de juros, que sobem pouco mais de 3,5%, sem falar no Ibovespa, que acumula queda de mais de 3% em 2023.
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Melhores e piores desempenhos no Tesouro Direto em 2023
Investimento | Desempenho no ano | Desempenho em 12 meses |
TESOURO PREFIXADO 2029 | 6,31% | 7,86% |
TESOURO PREFIXADO 2026 | 6,29% | 11,28% |
TESOURO IPCA+ 2026 | 6,14% | 8,82% |
TESOURO PREFIXADO com juros semestrais 2027 | 5,99% | 11,42% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2026 | 5,93% | 9,00% |
TESOURO PREFIXADO com juros semestrais 2029 | 5,68% | 9,70% |
TESOURO PREFIXADO com juros semestrais 2031 | 5,46% | 9,12% |
TESOURO PREFIXADO 2025 | 5,00% | 11,81% |
TESOURO PREFIXADO com juros semestrais 2033 | 5,00% | 7,99% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2030 | 4,99% | 7,12% |
TESOURO IPCA+ 2024 | 4,86% | 8,97% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2024 | 4,83% | 9,14% |
TESOURO PREFIXADO com juros semestrais 2025 | 4,80% | 12,08% |
TESOURO PREFIXADO 2024 | 4,32% | 11,81% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2032 | 4,32% | 6,18% |
TESOURO SELIC 2027 | 3,74% | 13,54% |
TESOURO SELIC 2025 | 3,67% | 13,47% |
TESOURO SELIC 2024 | 3,64% | 13,41% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2035 | 3,51% | 4,69% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2040 | 3,48% | 2,98% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2050 | 3,06% | 2,03% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2055 | 2,97% | 1,89% |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2045 | 2,90% | 2,78% |
TESOURO IGPM+ com juros semestrais 2031 | 2,54% | 2,28% |
TESOURO IPCA+ 2035 | 2,19% | 1,57% |
TESOURO IPCA+ 2045 | 0,40% | -7,98% |
A recuperação dos prefixados começou na segunda metade de 2022, quando o Banco Central sinalizou o fim do ciclo de alta nos juros, mas ganhou tração mesmo neste início de ano, com os primeiros sinais de inflação realmente controlada e o anúncio do arcabouço fiscal pelo governo.
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Além disso, mesmo com as rusgas entre o governo federal e o BC em torno do patamar da taxa de juros e as críticas ao arcabouço fiscal, cresce no mercado a percepção de que a Selic não conseguirá ficar nesse nível tão alto por muito mais tempo, sob o risco de estrangular a economia.
Dos Estados Unidos, o crescimento do temor de recessão e a recente crise bancária também elevam a percepção de que o Federal Reserve não poderá apertar muito mais a política monetária, além de levar a uma desvalorização da moeda americana.
Tudo isso contribui para uma queda dos juros futuros que valoriza os prefixados, alta esta que foi turbinada pelos dados de inflação abaixo do esperado divulgados nesta semana, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
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É hora de comprar títulos prefixados, ou já subiu tudo que tinha que subir?
Em matéria publicada em junho do ano passado aqui no Seu Dinheiro, dissemos que se posicionar em prefixados ainda era meio arriscado, considerando tudo o que se poderia ganhar em papéis atrelados à Selic e ao CDI, com praticamente nenhum risco em um cenário de juros tão elevados.
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Entretanto, para os dispostos a arriscar, a analista de renda fixa da Empiricus, Laís Costa, indicava os prés com prazo de cinco ou sete anos (vencimentos em 2027 ou 2029).
Outra fonte daquela reportagem, Ulisses Nehmi, CEO da gestora especializada em renda fixa Sparta, lembrou, na ocasião, que os prefixados tendem a ficar realmente atrativos quando já se tem uma inflação controlada ou em baixa, com uma perspectiva já visível de queda de juros à frente, o que ainda não era o caso naquele momento.
Mas e agora, depois desses dados de inflação abaixo do esperado, será que é? Ou já subiu tudo que tinha que subir? Afinal, apesar da queda nos juros futuros e da alta da bolsa vistos ontem, sinalizando um mercado animado, as instituições financeiras não mudaram realmente as suas perspectivas para Selic e IPCA neste ano.
Bem, Ulisses Nehmi acredita que sim, agora é um bom momento para adicionar um pouco de risco na carteira de renda fixa, o que quer dizer se posicionar em títulos prefixados.
O gestor explica que o fundo Sparta Infra (JURO11), que investe em debêntures de infraestrutura, estava totalmente protegido para se comportar como um ativo pós-fixado até o final de fevereiro deste ano, quando finalmente voltou a se comportar como um fundo indexado à inflação, cujo desempenho costuma se assemelhar ao dos títulos prefixados.
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Além disso, a Sparta acaba de lançar outro fundo de debêntures incentivadas que se comporta como um prefixado de até dois anos. Sinal de que a casa está apostando nesse tipo de ativo. "É nosso primeiro fundo com indexador pré", diz Nehmi.
O gestor lembra que, de fato, está muito confortável para o investidor ficar "esperando" com o dinheiro "parado" em ativos indexados ao CDI ou a Selic, uma vez que a inflação está na casa dos 5% e a Selic em 13,75%, o que implica um retorno real (acima da inflação) enorme.
"Os mais otimistas estão de olho nessa inflação na casa de 5% nos últimos 12 meses, que deve abrir espaço para a queda da Selic. Os mais conservadores talvez estejam de olho num núcleo do IPCA ainda elevado e nas expectativas que não estão exatamente onde deveriam para o BC começar a reduzir os juros. Mas a pressão é grande! Então achamos que já dá pra começar a colocar um pezinho [nos prés] sim."
Ulisses Nehmi, gestor da Sparta.
Laís Costa, da Empiricus, também está otimista com os títulos públicos prefixados, apesar de ainda indicar que a pessoa física mantenha boa parte da sua carteira de renda fixa em pós-fixados, o que aliás, tem sido a recomendação geral dos analistas da casa.
"(...) temos ficado mais otimistas com os títulos prefixados de prazo intermediário, apesar de ainda vermos uma relação de risco-retorno favorável aos pós-fixados de curto prazo para a pessoa física", escreveu a analista em relatório publicado logo após a divulgação do último IPCA.
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