Lula coloca os dois pés na porta e tenta entrar no agronegócio, o reduto de Bolsonaro
Petista esteve na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), e defendeu as políticas do PT para o setor em comparação com a adotada pelo antecessor e rival

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está tentando um jeito de se aproximar do agronegócio brasileiro — responsável por parte importante do crescimento econômico nacional e, mais que isso: reduto de seu maior rival político, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
E Lula foi enfático na abordagem com o setor. Em discurso na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), Lula ainda defendeu as políticas do PT para o agronegócio em comparação com a adotada por Bolsonaro.
"Se não é o Estado colocar o dinheiro, muitas vezes o agronegócio não estaria do tamanho que está para financiar máquinas, safra e garantir exportações", disse Lula no evento.
Segundo o petista, é "mentira" dizer que os produtores do setor não precisam do governo. "Quem é do agro sabe como foi o Plano Safra no ano passado, talvez o pior plano safra história do agronegócio", criticou o presidente, em referência à política bolsonarista.
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Lula em defesa do agro… e do PT
Crítico do atual nível da Selic, hoje em 13,75%, Lula condenou os juros cobrados do setor agro.
"Quem é da agricultura sabe o que aconteceu no tempo em que o PT governava esse país. Vocês compravam essas máquinas que parecem coisa de outro mundo pagando 2% de juro ao ano. Hoje vocês estão pagando 18, 19% ao ano", afirmou Lula.
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"Está praticamente impossível as pessoas comprarem e nós entendemos que é obrigação do Estado criar as condições e ajudar", seguiu, ao lado do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Indústria e agro de mãos dadas?
Lula afirmou ainda que o Brasil precisa tanto da agricultura quanto da indústria.
“A verdade é que precisamos dos dois, uma coisa complementa a outra”, afirmou. “Temos que valorizar os dois. Quando a agricultura vai bem, a indústria de máquinas vai bem.”
“De vez em quando, se inventa uma discussão que não tem nem pé nem cabeça. As pessoas que defendem a industrialização do país dizem assim: ‘Não queremos ser exportadores de commodities, queremos exportar produtos manufaturados, porque a indústria paga um salário melhor. Só commodity não interessa’.”
Outra polêmica citada pelo presidente é a rivalidade entre o pequeno proprietário e o agronegócio.
“Ora, são duas coisas totalmente necessárias ao país. Não há rivalidade. Não há porque o preconceito do grande contra o pequeno ou do pequeno contra o grande. O Brasil precisa dos dois porque os dois ajudam o Brasil. Temos 4,6 milhões de propriedades nesse país com menos de 100 hectares, completou.
“É preciso parar de construir rivalidade onde ela não existe. A gente não pode dar corda para o discurso ignorante. Por que eu poderia ser contra um produtor rural que quer terra pra trabalhar? Por que eu poderia ser contra um grande produtor que está produzindo e vendendo sua soja ou fazendo o Brasil voltar a plantar algodão?”
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Governo Lula libera crédito
Para provar a tese de Lula de que o agronegócio depende do governo, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou a liberação de R$ 3,6 bilhões para o Plano Safra (Safrinha).
Além disso, também foi anunciado mais R$ 4 bilhões em linha de financiamento em dólar para investimentos no Crédito Rural — para a construção e ampliação de armazéns, obras de irrigação, formação e recuperação de pastagens, geração e distribuição de energia de fontes renováveis e regularização ambiental da propriedade.
"A linha dolarizada parou de ser agora só para investimentos em máquinas. Ela é agora uma linha de crédito para programas. Tudo aquilo que o produtor tiver necessidade, quer seja compra de calcário, a conversão de pastagens em áreas de agricultura, todos os investimentos em máquinas, armazéns. Inclusive, a construção civil dessas obras será financiada por essa linha de crédito dolarizada", explicou.
O ministro destacou ainda uma linha de crédito de apoio às estradas vicinais, permitem o fluxo de mercadorias e serviços na zona rural dos municípios. Em geral, essas rotas são geradas por meio do aproveitamento de trilhas e caminhos já existentes, condicionadas a um traçado geométrico carregado de fortes rampas e curvas acentuadas.
"Já conversamos com governador [da Bahia, Jerônimo ], o [ministro da Casa Civil], Rui Costa, bancada de deputados do estado da Bahia, para que nós façamos parcerias em estradas vicinais. O Ministério da Agricultura, governo do estado da Bahia, governo do presidente Lula e os produtores para substituir pontes de madeira, galerias tubulares, cascalhar as rodovias, integrar com as rodovias pavimentadas e dar mais competitividade logística", afirmou Fávaro.
*Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Brasil
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