Xi Jinping visitará Rússia como parte do plano da China para negociar paz com a Ucrânia
O Gigante Asiático deseja desempenhar papel mais ativo para o fim do conflito, além de reiterar apelos para que armas nucleares não sejam usadas

O líder chinês Xi Jinping está se preparando para visitar Moscou e se encontrar com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nos próximos meses, disseram pessoas familiarizadas com o plano à agência Associated Press, de acordo com o Broadcast.
Segundo essas fontes, a viagem e a reunião com Putin fazem parte dos planos da China de desempenhar papel mais ativo nas negociações de paz para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O Gigante Asiático deve ainda reiterar seus apelos para que armas nucleares não sejam usadas no conflito.
E a ameaça nuclear é real. Hoje, mais cedo, Vladimir Putin afirmou que Moscou irá suspender sua participação no último grande tratado de controle de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, conhecido como New Start.
Plano da China levanta desconfiança
As linhas gerais sobre a iniciativa diplomática da China foram apresentadas pela primeira vez na semana passada pelo principal diplomata do país, Wang Yi, na Conferência de Segurança de Munique.
Na ocasião, Wang disse que o país emitiria um documento de posição sobre a Ucrânia nesta semana, que marca o primeiro aniversário da invasão russa à Ucrânia.
Na última terça-feira, o ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse, na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que se reuniu com Wang e ouviu elementos-chave do plano da China, mas que Kiev ainda estava esperando o texto completo para se posicionar, pois o princípio de integridade territorial precisaria ser um pilar.
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"Se algum país ajuda a Rússia a destruir a integridade territorial da Ucrânia, então o princípio é minado e a mensagem é clara: qualquer outra pessoa pode fazer isso em qualquer outra situação específica no mapa mundial", disse ele.
Pequim vem oferecendo apoio diplomático a Moscou e alívios econômicos em meio às sanções ocidentais. A China comprou petróleo e gás russos e vendeu à Rússia microchips e outras tecnologias avançadas que têm usos militares.
*Com Estadão Conteúdo.
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